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    Vai viajar? Deixe sua casa livre dos focos do mosquito da dengue

    Como a Vigilância Sanitária só pode entrar em imóveis fechados com mandado judicial, é necessário tomar algumas precauções antes

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    23/01/2016

    Muita gente aproveita as férias escolares para viajar com a família. Com os altos índices de infestação do Aedes Aegypti na cidade, é necessário tomar algumas precauções antes de sair de casa, para prevenir e evitar que o imóvel se torne um criadouro do mosquito.

    Segundo o coordenador geral de campo da Subsecretaria em Vigilância Sanitária da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), Juvenal Marques Franco, seja por alguns dias ou por longas viagens, o ideal é limpar todos os locais que possam acumular água antes. "Os vasos sanitários devem ficar fechados, os vasinhos de planta sem o pratinho. É importante verificar se as calhas estão niveladas e não estão acumulando água, assim como vasilhas que podem ficar espalhadas no terreiro. Com o passar dos dias, esse imóvel pode se tornar um foco gerador de mosquito", comenta.

    De acordo com o coordenador, nos terreiros e quintais, mesmo se a pessoa não for viajar, é bom evitar qualquer material que acumule água. "Muita gente deixa até brinquedo de criança, entulho... Isso acumula água. Esses objetos não podem ficar nem no quintal, nem na laje. É um material que pode até ser descartado, mas se não der, guarde em um local coberto", explica.

    Outra preocupação constante da população é para quem possuí piscina em casa. Com a crise hídrica, retirar a água não é o mais indicado. "Existem alguns produtos que fazem o tratamento por vários dias. Se não, tampar a piscina com tela, já que a lona também pode acumular água. O ideal mesmo são os produtos químicos", afirma.

    Em relação aos itens que mais são conhecidos por acumularem água, como caixas d'água, pneus e garrafas, Juvenal explica que esses cuidados são diários. "A caixa d'água, não adianta cobrir com metal, telha... O ideal é fechar com a própria tampa dela, ou com uma tela à prova de mosquito. As calhas devem ficar sempre limpas, sem folhas. Se não tiver como tirar o pratinho das plantas, colocar areia. Os ralos também ficar telados. São processos de prevenção, porque na hora que você retornar à sua casa, ela vai estar livre dos focos de mosquito", diz.

    Apesar do conforto fornecido, o coordenador explica que é preciso verificar o ar-condicionado e a geladeira antes de viajar. "Se você vai viajar, o ar-condicionado vai ficar desligado, então é só virar a bandeja. Já a geladeira, procure fazer uma vistoria antes de viajar para ver se não está acumulando água. Se tiver, lave a bandeja com bucha e sabão e a deixe seca. Quando retornar, veja se não descongelou e ficou água no local", complementa.

    Por fim, Juvenal explica que o significado de água limpa e parada não quer dizer, especificamente, uma água clara. "Não precisa ser água filtrada, limpinha. Ela pode estar um pouco turva. O mosquito se adaptou à natureza. Muitas pessoas confundem que o Aedes Aegypti só se reproduz assim. Ela pode estar um pouco suja, já que é preciso ter micro-organismos para as larvas se alimentarem. Ele não cria em água de esgoto e água barrenta", alerta.

    Se alguém viajou de férias e não tomou as providências citadas por Juvenal, a Vigilância Sanitária pode ser acionada, mas, segundo o coordenador, não há muito o que ser feito. "A denúncia é feita pelo (32) 3690-7290. Quando entram em contato conosco, tentamos fazer a vistoria. Se a pessoa viajou, vamos monitorar para fazer a vistoria assim que houver o retorno. Se existir a possibilidade dessa pessoa ter deixado a chave com algum vizinho ou familiar, podemos entrar. Não podemos entrar a força, a não ser com mandado judicial. Para entrar, é preciso ter autorização do morador ou de algum responsável pelo imóvel", conclui.

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