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    Sexta-feira, 27 de março de 2020, atualizada às 17h48

    Prefeito mantém decreto e pede que  juiz-foranos permaneçam em casa

    Angeliza Lopes
    Repórter

    Em coletiva de imprensa, na tarde desta sexta-feira, 27 de março, transmitida online pela TV Câmara, o prefeito Antônio Almas, falou sobre medidas que estão sendo tomadas para contenção da pandemia do coronavírus em Juiz de Fora. Durante sua fala, ele deixou claro que o decreto municipal será mantido, já que o atual cenário demonstra extrema atenção e cuidado em relação a possível progressão da doença na cidade. Além de pedir insistentemente que as pessoas, sempre quando possível, permaneçam em casa. O prefeito ainda afirmou que existem quatro óbitos suspeitos de COVID-19 sendo investigados no município, lembrando que na manhã desta sexta, 27, o suposto caso de morte registrado no Hospital Santa Casa foi descartado. A paciente era de Barbacena.

    Durante todo o momento, o prefeito destacou que a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) não abrirá mão do decreto, mesmo com sinalização de alguns representantes do comércio pedindo para o afrouxamento das medidas, devido os prejuízos previstos na economia. O grupo tem articulado uma manifestação para pedir a reabertura das lojas, agendada para a próxima segunda-feira, 30 de março. "Não é uma avaliação do prefeito de Juiz de Fora, mas do mundo inteiro e OMS. Todos os dados que temos hoje nos mostram que a melhor opção é manter o isolamento social. A atuação efetiva é para que esta curva da doença tenha o formato que todos desejamos. Trabalhamos constantemente o planejamento de uma realidade em branco, construindo com referência nas experiências de outros lugares", destaca Almas, lembrando que o pico de casos de coronavírus pode ocorrer em 15 dias ou em 30 dias.

    O Gabinete de Crise, composto pela Secretaria de Saúde em conjunto com diversas outras secretarias municipais tem organizado grupos de trabalho, ouvindo a sociedade e instituições. A parceria firmada com a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) tem auxiliado, conforme o prefeito, no processo de computar os dados para avaliar as possíveis progressões com intuito de ajudar nas estratégias. A instituição também atua em conjunto com Secretaria Municipal de Saúde na campanha de vacinação contra a gripe, ofertando espaço de drive thru.

    O prefeito lembrou que a cidade conta com 60 leitos à disposição pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para pacientes com COVID-19 e que a recomendação feita aos hospitais quando ao cancelamento das cirurgias eletivas foram atendidas, garantindo a liberação destes espaços. Quando questionado sobre possíveis dados subnotificados, ele reforçou que a Prefeitura possui todos os dados, mas que cabe ao Estado publicizá-los através dos boletins diários. Mesmo assim, ele afirmou que os números estão acima dos divulgados pelo último boletim de sexta, 27, e que existem quatro óbitos suspeitos por coronavírus sendo investigados.

    Quanto a falta de Equipamento de Proteção Individual (EPI's), Antônio Almas afirmou que a Prefeitura recebeu um carregamento de equipamentos no início da semana para reabastecimento para os profissionais das unidades de saúde do SUS. "Vários setores empresariais conseguiram importar material para as unidades e algumas pessoas estão fazendo de maneiras artesanais. Se formos para o pior cenário, vamos precisar na ajuda de todos em um esforço de guerra". Já para as testagens da doença, o prefeito disse que não há recurso para garantir testes para todos os casos. "Precisaríamos de R$ 72 milhões a R$ 150 milhões para testar em todos, por isso a orientação é fazê-lo apenas nas situações realmente necessárias".

    Em relação à disponibilidade de leitos de UTI, Almas falou que todos os esforços estão sendo tomados, até a tentativa de recursos para liberação de leitos em hospitais particulares. "A opção de levantar um hospital campanha não é fora da realidade em um pior cenário, mas antes temos que trabalhar com todo recurso que temos nos espaços já preparados e equipados da cidade. Outra questão é a hospitalização sanitária, que são locais para isolar pessoas que estão com sintomas e não tem como se isolarem em ambiente domiciliar. Já estamos vendo junto com setor hoteleiro que se dispôs a nos ajudar, mas temos que pensar nas outras logísticas de higienização e alimentação dessas pessoas".

    Ao ser questionado em relação ao possível atraso de pagamento dos servidores, Almas afirmou que todos devem se preparar para uma situação difícil. "Não sabemos o tamanho da crise que vamos enfrentar. Já prevemos a diminuição da nossa arrecadação, não fabricamos dinheiro. Em situações difíceis temos que encontrar melhor forma para que seja mais leve". Ele também falou que estão sendo estudadas medidas para suavizar as cobranças tributárias municipais.

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