Ana Stuart Ana Stuart 1º/3/2012


O hospedeiro

Foto de pessoa tristeO hospedeiro é aquele que se deixa ser sugado pelo sanguessuga ou parasita.

São pessoas que, em sua imensa carência, permitem-se não desistir de objetivos que muitas vezes vão contra a vontade do outro.

Sua carência é tão profunda que acaba fabricando sanguessugas.

Já o sanguessuga — por sua vez — é o parasita que suga a energia do hospedeiro.

Uma característica interessante dos parasitas ou sanguessugas é que eles sugam toda a energia do hospedeiro, e quando percebem que este já não possui mais forças, alimenta-o para que ele sobreviva — ou seja — não mata o hospedeiro, afinal precisa dele vivo para continuar a sugá-lo.

Os parasitas costumam ser pessoas narcisistas, dosam respeito às conveniências, demonstrando rebeldia e pouca tolerância ao limite, privilegiando a estética em detrimento da ética.

Outra característica do parasita é quando ele demonstra fobia social pelo medo do enfrentamento e, com isto, não produz e acaba sugando de um membro da família, do qual "diz cuidar".

São muitas as características dos parasitas e dentre elas não podemos descartar as doenças mentais, as dependências químicas, alcoólicas e emocionais.

Já os hospedeiros costumam ser as mães, pais, parentes ou companheiros que cavam buracos cada vez mais profundos para que o parasita nunca cheguem ao fundo do poço, impedindo-o desta forma de crescer e reagir.

Considerando que toda família é uma equipe, quando nos deparamos com famílias disfuncionais, observamos que ali existe um hospedeiro e vários parasitas ou, um hospedeiro e apenas um parasita, desestruturando toda a equipe.

Estes termos aqui usados como hospedeiro, parasita, cavar buracos mais profundos, são termos utilizados no grupo de apoio Amor Exigente.

Onde eles costumam exemplificar que, para guardar os pintinhos no galinheiro, é preciso primeiro levar a galinha — certamente os pintinhos a acompanharão.

Por isto, também é importante enfatizar que a equipe familiar é a chave nesta trama inconsciente. Alguém tem que reagir e agir, mas não apontando e sim fazendo sua autoavaliação, pois com minha mudança mudo todo o resto.

E só neste processo de autoconhecimento que estarei apto para sair do papel de hospedeiro ou de parasita.

Afinal atire a primeira pedra quem nunca parasitou ninguém!

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Ana Stuart
é psicóloga e terapeuta familiar.

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