Juiz de Fora - MG

Ana Stuart Ana Stuart 8/12/2011

Carente x Caliente

IlustraçãoO que significa carência para nós ocidentais? Falta de dinheiro? Satisfação pessoal?

Nos perguntamos se é contagiosa ou contagiante...

Estamos sempre carentes de alguma coisa ou de alguém.

A estabilidade emocional pode ser o equilíbrio e a não carência.

Afinal quando estamos com raiva, medo, tristeza é o sinal de que estamos carentes de algo.

Doença do controle é a carência levada ao ponto máximo.

Já o caliente é a pessoa quente na língua espana, aquele que é intenso, alegre, vivaz.

Existe uma tênue linha que separa as duas coisas.

Afinal o que nos faz feliz?

Dinheiro, saúde, beleza, juventude, cultura, sorte... não são suficientes para curar o vazio existencial.

Necessitamos de muito mais do que isto, necessitamos uns dos outros, necessitamos dos fortes laços afetivos, amorosos, familiares e com amigos.

Mais ainda necessitamos de relações estáveis. Necessitamos de encontrar significado para nossas vidas.

Quando me refiro ao estável é baseada na afirmação do pesquisador Daniel Gilbert de que "a fascinação se dissipa com a repetição".

Em tudo há uma adaptação, tanto do bom quanto do ruim.

O carente aceita adaptar-se ao ruim, já o caliente não.

É importante observarmos que muitas vezes o excesso de carência está ligado à depressão, muitas vezes camuflada por distúrbios físicos como hipoglicemia, rápida diminuição do nível hormonal, escassez de vitamina B no organismo, falta de água no organismo que gera a perda da memória recente e vários outros fatores que necessitam ser pesquisados fisicamente antes de diagnosticarmos a depressão como fator puramente psicológico.

A carência também é muitas vezes aumentada através do nosso nível de ansiedade de referência.

Que são as comparações que fazemos em nosso ciclo social, aí entram os preconceitos cristalizados e irracionais.

Enfim, é preciso eliminar as emoções negativas que nos invadem, tornando-nos excessivamente carentes, e trazer o caliente que existe dentro de nós, sem culpa e sem medo!

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Ana Stuart
é psicóloga e terapeuta familiar.

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