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    Cresce procura por alimentos sem glúten Muito procurado por pessoas que apresentam a doença celíaca, os itens sem glúten têm sido usados como forma de alimentação saudável, auxiliando na perda de peso

    Aline Furtado
    Repórter
    26/11/2010
    Lasanha sem glúten

    A procura por alimentos que não contêm glúten tem crescido significativamente nos últimos tempos. A informação é da nutricionista Sara de Oliveira Ferreira.

    A especialista ressalta que as pessoas acostumadas a ingerir alimentos derivados do trigo, da cevada, da aveia e do centeio, onde a proteína glúten está presente, podem desenvolver sintomas como dores de cabeça, intestino preso, sonolência, dificuldade de concentração, acúmulo de gordura na região abdominal, entre outros.

    "Não só os celíacos apresentam problemas em decorrência desse tipo de alimentação. Há pessoas que apresentam uma série de alergias e há aquelas que convivem com sintomas sem sequer saber que eles estão sendo causados pelo uso do glúten", explica Sara. Isso explica a busca por dietas que incluem alimentação sem a presença da proteína.

    A profissional lembra que o glúten não é indicado para quem sofre de doenças inflamatórias, como a artrite reumatoide, por exemplo. Além disso, os autistas representam mais uma parcela da população que precisa ingerir quantidade reduzida da proteína. "A dieta do autista é bem próxima à dieta do celíaco. Ambos têm intolerância ao glúten, sendo que, no caso do autismo, a ingestão pode causar irritabilidade."

    Os transtornos causados pela ingestão da proteína que confere consistência e maciez aos produtos são ocasionados porque a proteína atua como uma forma de cola no intestino, fazendo com que a digestão fique mais lenta. Uma saída para uma dieta sem glúten seria a ingestão de alimentos derivados do arroz, da soja e do fubá, por exemplo. No mercado, é possível encontrar biscoitos, macarrão, pães, pipocas, bolos, entre outros, todos sem glúten.

    Mercado em expansão

    No mercado de gêneros alimentícios desde 1998, o empresário de Juiz de Fora, Francisco Mendonça, começou a produzir alimentos sem glúten há aproximadamente quatro anos. "Tudo começou porque sempre gostei de pesquisar. Já pretendia lançar algo diferente. Nessa época, uma amiga de Vitória [ES] relatou dificuldades de um filho autista a respeito da alimentação. Logo passei a desenvolver alimentos sem glúten, os quais eram enviados a ela. Deu certo. A nova dieta fez muito bem à criança. E eu não parei mais de produzir."

    Hoje, um quarto da produção de Mendonça é de alimentos sem glúten. "Em um dia da semana, fazemos só itens sem o glúten, que são enviados para todo canto do país." Uma das críticas do empresário diz respeito ao governo brasileiro não investir em pesquisas relacionadas aos celíacos. "Não sabemos qual é a porcentagem da população que apresenta a doença. Sem falar que não há qualquer preocupação com relação à alimentação destinada a essa parcela."

    Entre os alimentos sem glúten produzidos por Mendonça estão crepes, palitos de tarrime, lasanha, nhoque de mandioca e pizza. "São alimentos mais leves. Nosso próximo passo é desenvolver pães e macarrão", revela o empresário. Ele conta que o mercado é forte em Juiz de Fora. "Fornecemos para vários pontos aqui da cidade e já pudemos constatar que o número de celíacos é grande aqui."

    Creks com tofu sem glúten Nhoque de mandioca sem glúten
    Doença celíaca

    A doença celíaca é caracterizada pela intolerância permanente ao glúten. Quando ingerida, a proteína afeta o intestino delgado, agredindo a mucosa, o que prejudica a absorção dos nutrientes, vitaminas e sais minerais. A doença, que pode surgir na fase infantil ou adulta, pode desencadear quadros de diarreia crônica ou prisão de ventre, inchaço e flatulência, irritabilidade e baixo ganho de peso.

    Há casos em que é verificado atraso no crescimento, além de anemia por deficiência de ferro, osteopenia ou osteoporose, erupções de pele, entre outros problemas. Uma das principais dificuldades relacionadas à doença celíaca diz respeito ao diagnóstico.

    Os textos são revisados por Thaísa Hosken

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