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    Lucas Soares Lucas Soares 24/05/2016


    Uncharted 4: um dos melhores jogos de videogame já feitos 

    Na última semana, finalmente, minha cópia de Uncharted 4: A Thief's End foi entregue. Foram três dias intensos de gameplay até terminar essa obra-prima da Naughty Dog e poder falar sobre os mínimos detalhes do sensacional título.

    Uncharted 4: A Thief's End estará entre os concorrentes ao título de jogo do ano. É fácil afirmar isso porque a proposta simplesmente não é falha em nenhum momento. A história é muito boa, cheia de reviravoltas. O vilão é enigmático, há surpresas preparadas pela desenvolvedora durante o jogo e os gráficos são os mais perfeitos que já vi ao jogar um game. Uncharted 4 é um item obrigatório para um dono de um Playstation 4 e, certamente, fará aqueles que não são fãs buscarem um console para jogar essa maravilha. Atenção! O texto contém poucos spoilers da história do jogo!

    História

    A história de Uncharted 4 se passa três anos após os eventos de Uncharted 3: Drake's Deception. Nathan Drake e Elena Fisher estão casados e levam uma vida pacata, com a jornalista escrevendo artigos de turismo e o explorador trabalhando em uma empresa de recuperação de cargas naufragadas. Mas aí surge Sam, irmão que Nate pensava ter morrido, e tudo muda na vida do protagonista, que se vê obrigado a ajudar o irmão a resolver seus problemas, encontrando o maior tesouro pirada da história.

    Nos primeiros capítulos, você será ambientado à nova etapa da vida de Nathan, além de viajar ao passado para compreender melhor a relação entre os irmãos. Os flashbacks são semelhantes aos inseridos em Uncharted 3: Drake's Deception, quando fomos apresentados à história de amizade entre Victor Sullivan e Nate.

    A busca pelo tesouro começa na Itália, quando você deve invadir um leilão para resgatar uma peça histórica, que lhe daria a indicação de onde tesouro escondido por Henry Avery está. Dali em diante, você segue para a Escócia, explora um cemitério e uma catedral, com cenas de tirar o fôlego e até mesmo um troféu, caso passe por determinada área sem ser visto.

    Da Escócia para Madagascar é um dos belíssimos cenários vistos no game. Na ilha africana, muitas cenas de ação lhe esperam, mas o grande destaque vai para uma alucinante perseguição de carros! A essa altura, já surgem mais tramas na história.

    A parte final tem vários capítulos reservados. Isso porque, após encontrar a ilha do tesouro, as reviravoltas são gigantescas, Nate se vê sozinho diante de algumas situações e é salvo por alguém inesperado. O último capítulo do jogo, A Thief's End (O Fim de um Ladrão), reserva grandes surpresas e não darei um spoiler sequer sobre o que acontece dali em diante. Mas prepare-se para tudo!

    Jogabilidade

    A Naughty Dog acertou em cheio ao manter a fórmula que já trouxe sucesso na trilogia anterior e em The Last of Us. Ao melhor estilo Batman, foi inserido um gancho, que pode ser utilizado nos veículos, e uma corda, que tem efeito semelhante e é explorada quando ficamos a pé. Algo bem semelhante com o que foi visto em Batman Arkham Knight.

    Os gigantescos mapas abertos - que apesar de levarem para um único ponto, te permitem explorar da melhor maneira - são sensacionais. Há muitos colecionáveis espalhados por aí! A linearidade do game sempre foi a proposta da série, mas desta vez, há mais liberdade para passar pelos confrontos. Em determinado momento, Sully diz à Nate para escolher a melhor forma de atravessar um confronto. Não há obrigatoriedade de matar todos os inimigos da fase, sendo que você pode passar sem ser detectado e sem fazer barulho.

    Três coisas me incomodaram no quesito jogabilidade: 1) Quando você está agachado e escondido na grama, o inimigo não te nota, se você não tiver em um combate antes. 2) Quando você chama atenção deles (o ícone amarelo em cima do NPC), eles não vão ao local checar. 3) Seu parceiro não é visto no combate, mesmo mudando várias vezes de posição, em frente aos guardas. Ressalto que terminei o título na dificuldade padrão (moderado) e isso foi um pouco chato.

    Gráficos

    Uncharted 4: A Thief's End será um daqueles títulos que vai marcar história pela beleza gráfica que foi inserida. Os detalhes dos personagens foram pensados minuciosamente. A chuva deixa as roupas e o cabelo molhado, a lama te deixa com marcas de barro por aí...

    Até mesmo a bandoleira foi pensada. Se em títulos anteriores a arma secundária ficava "flutuando" nas costas de Nathan, desta vez ela fica bem presa. Quando entra-se nos veículos, você tira essa arma das bandoleira e coloca ao lado do câmbio, afinal, deve ser impossível dirigir com uma metralhadora pendurada...

    O pecado da Naughty Dog na parte gráfica de Uncharted 4 foi a ausência de animais. Você está em Madagascar, em uma ilha tropical, e não há sequer uma cobra pelo mapa! Existem somente alguns pássaros e ratos espalhados pelos cenários.

    Dublagem

    Uncharted 4: A Thief's End chegou ao mercado totalmente em português. A dublagem é muito bem feita, sincronizada e divertida. Há piadas bem elaboradas, o tom de voz dos personagens muda de acordo com cada situação e o volume vária. Para quem não gosta de títulos dublados, é possível alterar a língua do game pelo menu principal.

    Multiplayer

    Quem teve acesso ao beta, se divertiu e já conheceu o modo. A mecânica está mantida, fluída e vai garantir boas horas para quem aprecia este modo de jogo. Um jogo para celular se conecta ao título e pode te dar mais bônus para o modo de jogo. As futuras DLCs serão gratuitas.

    Conclusão

    O metacritic de 93 de Uncharted 4: A Thief's End não é um mero acaso. É um título que beira a perfeição e foi premiado com isso. O jogo está a venda por R$ 199,00, mas em promoções já pode ser encontrado na faixa de R$ 150 e, usados, até mesmo mais barato do que isso. Vai valer cada centavo, te garanto!


    Lucas Soares é natural de Juiz de Fora, pós-graduado em Jornalismo Multiplataforma na UFJF e repórter no Portal ACESSA.com. É apaixonado por games, séries e futebol. Foi colunista esportivo na ACESSA.com por quase três anos e editor-chefe do blog Flamengo em Foco por dois anos e sete meses.

    Os autores dos artigos assumem inteira responsabilidade pelo conteúdo dos textos de sua autoria. A opinião dos autores não necessariamente expressa a linha editorial e a visão do Portal ACESSA.com

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