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    Pais afirmam que jogar videogame com filhos aproxima relação

    Psicóloga acredita que atividade é importante para fortalecer relação entre pais e filhos

    Lucas Soares
    Repórter
    9/08/2014

    Que os jogos eletrônicos, sejam em consoles, computadores ou smartphones têm conquistado cada vez mais adeptos com o público mais jovem, não há nenhuma dúvida. Mas, segundo um estudo publicado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em fevereiro de 2014, "atualmente eles não são consumidos somente jovens do sexo masculino, mas por crianças, mulheres e idosos."

    Na década de 80, quando o console Atari 2600 se popularizou no mundo todo, rapidamente ganhou o coração de crianças e adolescentes que viviam naquele tempo. Quase 40 anos depois, aqueles jovens cresceram e se tornaram pais, passando a tradição de jogar videogames para os filhos. "Sempre gostei de jogar, tive Atari, depois Super Nintendo, Master System... E acho legal jogar também com meus filhos, já que a gente fica mais próximo assim. Eu não tenho a companhia deles por muito tempo, sou separado e eles moram com a mãe, mas é sempre bom para interagir e ficarmos mais próximos. Hoje não temos muito tempo para jogar, mas conversamos sobre", diz o analista de redes Carlos Augusto Alcantara, 45, pai de dois filhos e padrasto de um.

    História semelhante também é contada pelo programador Alexandre Krepe Iung, 40. "Sempre gostei de jogar, e hoje jogo com meu filho, de doze anos. Mas pra isso imponho horários, ele tem que ter notas boas para poder se divertir. O videogame é mais um incentivo", comenta. O advogado Ilan Caiafa Soares, 34, é outra pessoa que também aprecia o tempo passado com o enteado, de 12 anos. "Sou do tempo do Atari, sempre joguei e gostei. Acho importante porque é uma forma de passar um pouco do tempo com ele, fazendo uma coisa que ele gosta, sem ser uma imposição de uma coisa que eu gosto. Mas ele só pode jogar videogame depois que faz as atividades escolares, estuda pras provas, realiza os deveres. E ele tem que parar antes de 22h, afinal de contas ele que dormir pra ter aula no dia seguinte", explica. Ilan, que é pai de uma criança de um ano, já tem planos para jogar com o filho. "Se ele gostar, também vou jogar com ele", garante.

    Segundo a psicóloga e professora Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora (CES/JF), Maria Lúcia Matos, essa atitude pode aproximar as relações pessoais. "Se o pai sente prazer de jogar videogame com o filho, é uma possibilidade imensa de aproximação, desde que se crie um laço entre os dois. Que eles possam, a partir disso, criar uma forma de diálogo, de conversa e aproveitar mais esse momento. O ideal seria que todos os pais buscassem formas de estarem próximos dos filhos, se não for o videogame, que seja outra coisa. Com internet, smartphones, redes sociais, a família tem ficado mais afastada. Antes se reuniam na frente da televisão, e hoje cada um está no seu canto, no celular, na internet... Os pais precisam ficar atentos à isso, já que essas novas relações estão afastando as relações humanas, falta diálogo. É importante ter esse momento em que os pais dão mais atenção, ficam junto com os filhos. O videogame é sim uma possibilidade", fala a especialista.

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