Quarta, 01 de agosto de 2007, atualizada às 19h29

Infraero aprova pista do Aeroporto de Goianá, última exigência para homologação da Anac


Fernanda Leonel
Repórter

A pista do Aeroporto de Goianá, há 40 km de Juiz de Fora, foi aprovada na tarde desta quarta-feira, 1º de agosto, pela Infraero. Segundo nota oficial, o índice de rugosidade para pousos e decolagens atende aos padrões necessários à homologação do aeroporto, que, depois de quase dois anos parado, aponta que pode decolar.

O documento de aprovação agora segue para a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que dá o parecer final sobre a possibilidade de funcionamento. O teste para conhecimento do coeficiente de atrito foi realizado, a pedido da Anac, pela Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop).

Em caso de resposta positiva da agência, o aeroporto poderá receber vôos diurnos. No que diz respeito aos noturnos, ainda vão depender da liberação da carta de aproximação feita pela Aeronáutica, o que, segundo previsão da Setop, pode chegar a três meses.

O aeroporto da Zona da Mata custou cerca de R$ 77 milhões e está praticamente pronto para receber linhas aéreas, no que diz respeito a estrutura. A única exceção está na necessidade de instalação de guichês de atendimento.

Em meio a toda discussão sobre o caos aéreo brasileiro, os números do aeroporto parado impressionam. A pista de decolagem e pouso, possui, por exemplo, mil metros a mais do que a do aeroporto de Juiz de Fora e supera até mesmo a maior pista de Congonhas, em São Paulo, que tem 1.940 metros.

Mudanças

Depois da possível inauguração do terminal em Goianá, o destino do aeroporto de Juiz de Fora, ao que tudo indica, deve ser aviação executiva.

O superintendente da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) de Juiz de Fora, Maurício Campos de Oliveira, já apontou que vôos comerciais devem ser transferidos para Goianá, que oferece melhores condições de segurança para aeronaves maiores.

Atualmente o aeroporto da Serrinha oferece vôos diários para São Paulo e para a cidade de Mucuri, que também estão sofrendo reflexos da crise aérea e da parcial interdição do Aeroporto do Congonhas.

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