Único na região, bondinho aéreo do Jardim Botânico da UFJF ficará pronto em dezembro

Serão seis cabines com capacidade para transportar até 36 pessoas simultaneamente, sendo seis em cada, com acesso ao mirante do Alto Eldorado

Angeliza Lopes
Repórter
1/01/2015, atualizada na segunda-feira, 2 de fevereiro, às 15h42
bondinho

Com modelo único em Minas e região, o 'bondinho aéreo' que será instalado no Jardim Botânico da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), tem previsão de ficar pronto em dezembro deste ano. Serão seis cabines, três em cada linha, com capacidade para transportar até 36 pessoas, sendo seis, em cada. As gôndolas de fabricação Suíça da empresa Rowema, serão brancas e fechadas com metal e acrílico. O equipamento possibilitará aos visitantes e pesquisadores, vista de toda a área preservada, uma das principais com vegetação remanescente da Mata Atlântica da região. Segundo a fiscal de obras Lia Soares Salermo, as obras estão em fase de edificação das duas Estações, de embarque e desembarque. "O próximo passo será a instalação das quatro torres de seis a 35 metros", explica a engenheira civil.

Na estação localizada no mirante do Alto do Eldorado, está sendo construído uma praça de alimentação, onde será área de convívio para os turistas. Segundo um dos arquitetos responsáveis pela elaboração do projeto, o professor do curso de arquitetura e urbanismo da UFJF Klaus Chaves Alberto, o teleférico não será um meio de transporte para a comunidade dos bairros, pois só dará acesso a área interna do jardim botânico. "A ideia do bondinho é transportar os visitantes para o topo do parque. Todo o jardim teria que ser planejado de acordo com sua topografia bastante irregular, assim os equipamentos seriam fundamentais para que todos possam ter a vista até nos pontos mais altos", explica o arquiteto.

Outro atrativo será o trenó de montanha, que tem como finalidade, transportar as pessoas para outras áreas preservadas do jardim, com acesso a trilhas onde poderão ser observadas espécies nativas. A fiscal de obras conta que devido às modificações no projeto para atender as exigências dos órgãos ambientais e reduzir o impacto das obras na mata preservada, a instalação do trenó teve atraso. "Sua instalação deve começar nas próximas semanas". Klaus Chaves completa que todos os transportes escolhidos não utilizam combustíveis fósseis, evitando a poluição do espaço.

Obras Jardim Botânico

Com 845 metros quadrados, as obras do Jardim Botânico somam, aproximadamente, R$ 39,7 milhões, sendo R$ 13,1 milhões de obras civis, que são desde adaptação da estrutura existente à criação de outras, como laboratórios, e R$ 26,6 milhões de instalação de teleférico e trenó de montanha. As construções já estão em estágio avançado, com aproximadamente 80% de execução. Mesmo com previsão de entrega das obras em dezembro, não há data prevista para abertura do Jardim Botânico.

De acordo com a assessoria da UFJF, a recuperação das grandes erosões, com coleta e encaminhamento das águas superficiais de chuva, foram iniciadas em janeiro de 2013 e finalizadas em agosto do mesmo ano. Já as construções civis estão sendo executadas desde janeiro de 2013 e se constituem em: entrada principal, administração, área infantil, torre de segurança, casa sede, laboratório, casa sustentável, orquidário e bromeliário, limpeza dos lagos, vias de acesso, estacionamento e preparação da área para paisagismo.

Consciência ambiental

O Jardim Botânico da UFJF será o único no país com espécies de plantas originariamente brasileiras. Conforme o arquiteto Klaus Chaves os laboratórios terão cofres onde serão guardadas sementes da flora nativa, para possíveis problemas ambientas no futuro. "Outra novidade será a casa sustentável que mescla meio ambiente com arquitetura. Ela será um exemplo para novas construções ecologicamente corretas", ressalta.

Todo o projeto contemplou a recuperação do ambiente, que segundo a assessoria da UFJF, estava bastante degradado pelos anos de abandono. O lago superior passou por revitalização, rebaixado para realização das obras de contenção das margens e instalação de decks, mantendo-se volume de água para manutenção da vida aquática no local. A implantação das coleções botânicas e o projeto de manejo também estão sendo desenvolvidos.


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