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    Mapro conta com grande acervo e parque revitalizado
    Com o segundo maior acervo no eixo Petrópolis - Belo Horizonte, Museu Mariano Procópio conta ainda com grande área verde e projetos culturais


    Marinella Souza
    *Colaboração
    03/09/2008

    A reinaguração do Parque do Museu Mariano Procópio, que aconteceu em julho de 2008, atraiu 90 mil pessoas nesse curto período até setembro. Essas pessoas vão ao local atraídas pela revitalização do parque que contou com limpeza do lago, novos animais, nova programação visual e projetos culturais.

    O diretor do departamento de difusão cultural do Museu Mariano Procópio (Mapro), Cláudio Nélson Barbosa, comenta que oito cisnes, várias espécies de marrecos, patos e muitos peixes exóticos, além de aves migratórias, quatro preguiças, além das belezas naturais do parque e, claro, os cinco pedalinhos têm atraído a curiosidade da população que lota o parque, em especial, nos fins de semana.

    O Parque faz parte de todo o complexo do Museu Mariano Procópio (Mapro), que possui um acervo de mais de 55 mil peças. Fundado em 1922 pelo colecionador Alfredo Ferreira Lage esse é um dos primeiros museus de Minas Gerais.

    O local era a Villa edificada por Mariano Procópio, em 1861 para receber a família imperial. Em estilo renascentista, a Villa foi projetada pelo arquiteto alemão Carlos August Gambs e situa-se no centro e no alto de um parque de 78 mil metros quadrados.

    Em 1921, Alfredo Ferreira Lage decidiu abrir as portas do museu, em comemoração ao centenário de seu pai, Mariano Procópio Ferreira Lage e um novo prédio foi construído anexo à Villa. O Prédio Mariano Procópio passou a abrigar a pinacoteca. Hoje, esses dois prédios estão em reforma, aguardando a liberação de verbas para a sua conclusão.

    Foto do prédio Mariano Procópio já com a cor amarelada Foto do caminho de pedrar com verde
em volta próximo ao casarão Foto do prédio da Villa ainda em obras

    Apesar da revitalização, Barbosa garante que as características originais estão sendo mantidas. "Quando reinaugurarem os prédios históricos, as pessoas vão notar algumas diferenças. A cor do Prédio Mariano Procópio, por exemplo, foi alterada para manter a original. Uma camada de cerâmica avermelhada havia sido colocada sobre a coloração amarelada, que é a original e nós recuperamos isso", comenta.

    Outra mudança são as árvores que ficavam à frente do prédio e tiveram que ser podadas por uma questão de segurança. "As raízes dessas árvores estavam abalando a estrutura dos prédios. Eram as árvores ou os prédios", explica.

    Foto da Villa Foto da janela do prédio da Vila Foto de detalhe do prédio da Vila

    O conjunto que engloba o parque, o museu e o acervo pertence à Juiz de Fora desde 1936, quando foi doado por Alfredo Ferreira Lage. Entre as peças que abriga estão o quadro de Tiradentes esquartejado que já foi estudado por diversos historiadores, o fardão de D. Pedro II, o trono e muitas louças da Companhia das Índias Orientais, além de diversos documentos assinados pelo imperador.

    Para Barbosa, que também é museólogo, não existe uma peça que seja mais importante do que a outra, todas têm o seu destaque e o diretor cultural pretende reunir todo esse acervo em um catálogo. "Estamos realizando a contagem de tudo, organizando tudo para depois fazer esse catálogo".

    O Parque

    O parque é considerado o ponto alto do Museu, ainda que esteja com 40% da mata fechada ao público devido às obras que estão inacabadas. Com um belo visual, o local tem sido procurado por pessoas que fazem caminhadas pela manhã e, nos fins de semana, as crianças se divertem no parque e nos pedalinhos.

    Barbosa conta que existe o Clube da Caminhada (leia a nota) em que a pessoa recebe uma credencial que a autoriza a entrar no parque para praticar seu exercício em um horário especial, a partir das 06h, antes do horário de abertura, que é às 08h. "Essa é uma maneira para as pessoas poderem aproveitar o espaço para caminhar antes do horário de trabalho", declara.

    Foto do lago do parque com ilha Foto de flor roxa Foto do lago visto de lado

    O Clube Ecológico é uma outra atração disponibilizada pelo parque. "É uma reunião mensal que promove uma discussão sobre botânica. Todo mês vai ser estudada uma peça de destaque do Museu". Existem 20 plantas espalhadas pelo parque com placa informativa contendo o nome científico e popular e uma breve especificação. A princípio, essas vão ser as plantas que o grupo vai trabalhar.

    E para quem pensa que a criançada só vai se divertir no parquinho e no pedalinho, uma notícia vai agradar. Existe o projeto Tesouros do Parque, que é todo voltado para o público infantil. "Todo mês, elege-se um elemento do complexo e o trabalha com as crianças: pode ser uma planta ou uma peça histórica, depois que os prédios forem reabertos", explica.

    Além disso, uma programação especial está agendada para comemorar o dia das crianças e também para o dia dos professores e a idéia é expandir os projetos culturais no parque. "Estamos restabelecendo projetos, novas parcerias, mas a idéia é aproveitar bem o espaço revitalizado", revela.

    Foto do lagov com vista para prédios Foto de árvores Foto de estátua de homem segurando cisne em uma gruta

    Até o dia 13 de setembro, espera-se a reinauguração da lanchonete e, em 30 ou 40 dias, uma loja de souvenir também vai ser aberta logo na entrada do parque. À noite, uma nova iluminação deixa o lugar ainda mais bonito para quem o observa de fora e Barbosa explica que não é possível abrir para o público nesse horário pelo bem dos animais. "Eles ficam muito agitados durante o dia, precisam de tempo para relaxar. As pessoas têm que entender que tem um ser vivo lá".

    Mais do que belo e aprazível, o parque é também seguro. A assessoria de imprensa do Mapro garante que há seguranças espalhados em pontos estratégicos durante 24h para garantir o bem-estar dos visitantes.

    As plantas

    Segundo Barbosa, um estudo feito por especialistas atribuem o projeto paisagístico do parque do Museu Mariano Procópio ao paisagista Glaziou, que fazia muitos projetos paisagísticos para a família imperial. Sua estrutura foi respeitada.

    Das 141 espécies de plantas existentes no Museu e catalogadas recentemente, uma foi identificada aqui pela primeira vez, a Palmeira Mariano Procópio. "Existia um registro dela no Jardim Botânico, mas aqui foi a primeira vez que os pesquisadores viram a planta viva", orgulha-se.

    Foto de plantas do parque Foto do caminho de pedra para os prédios históricos com planta Foto do caminho de pedra para os prédios históricos com planta

    As plantas replantadas no processo de revitalização estão em floração e Barbosa acredita que no prazo de um ano elas estejam em um tamanho melhor. Por enquanto, é possível ver muito verde e alguma cor nas flores que já nasceram, o que dá um visual muito bonito.

    Importância do Museu

    Como museólogo e "forasteiro" (ele veio do Rio de Janeiro), como ele se define, Barbosa conta que o Museu Mariano Procópio "vive no imaginário do universo dos museus do país devido a sua importância histórica enquanto patrimônio cultural" .

    Foto panorâmica do parque Foto de plantas Foto panorâmica do parque

    Ele acrescenta ainda que o Mapro possui o segundo maior acervo do período joanino em tamanho e relevância. Para ele, as pessoas da cidade estão aprendendo a dar valor ao patrimônio que possui. "Não sei se é pela tradição ou pelo valor em si, mas o fato é que as pessoas procuram saber mais sobre o parque e sobre os prédios históricos", comenta.

    O parque fica aberto de terça a domingo, das 08h às 18h e quem se interessar em agendar uma visita guiada pode entrar em contato pelo telefone: (32) 3690-2004.

    *Marinella Souza é estudante de Comunicação Social na UFJF

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