Audiência na Câmara debate problemas do trânsito em Juiz de Fora
Repórter
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Os problemas do trânsito em Juiz de Fora foram tema de uma audiência pública realizada na Câmara Municipal na tarde desta quarta-feira, 17 de junho. O secretário de Transporte e Trânsito, Márcio Gomes Bastos, atribuiu ao processo de licitação do transporte coletivo urbano a solução de boa parte dos gargalos no trânsito da cidade. A volta do sistema troncalizado, que funcionou parcialmente em Juiz de Fora entre 2005 e 2006, deve ser uma das principais modificações no sistema de transporte da cidade após licitação.
O vereador Júlio Gasparette (PMDB) defendeu a troncalização e sugeriu a construção de estações de embarque e desembarque na avenida Brasil, além da Rio Branco, na altura do prédio da Receita Federal, no bairro Manoel Honório, e do Seminário Santo Antônio, no Bom Pastor.
O número de atropelamentos na principal via da cidade também foi discutido entre os vereadores. O líder da oposição, vereador Flávio Checker (PT), relembrou um projeto de lei, rejeitado pela Câmara, que propunha 20 quilômetros por hora como velocidade máxima para os ônibus coletivos urbanos ao cruzarem as esquinas entre a Rio Branco e as principais ruas do Centro.
"A questão do trânsito em Juiz de Fora deve ser encarada com ousadia. Isso quer dizer que devemos propor soluções inovadoras. Caso contrário, a população continuará morrendo na avenida Rio Branco", frisou.
Sobre as autuações a taxistas que realizam paradas ao longo da avenida Rio Branco, o secretário disse não entender o motivo do acirramento da discussão, já que o número de infrações registradas pelos fiscais é considerada baixa. "De 1º de janeiro a 30 de abril de 2008 foram feitas seis autuações na avenida. Este ano foram sete. Não há alteração no procedimento."
Os textos são revisados por Madalena Fernandes
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