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    Quinta-feira, 5 de maio de 2011, atualizada às 19h08

    Sindicatos iniciam negociações das pautas específicas na segunda-feira

    Aline Furtado
    Repórter
    Servidores em assembleia

    Representantes dos sindicatos dos Médicos, dos Professores, dos Servidores Públicos Municipais e dos Engenheiros reuniram-se nesta quinta-feira, 5 de maio, com o titular da Secretaria de Administração e Recursos Humanos (SARH), Vítor Valverde, quando, mais uma vez, demonstraram rejeição ao índice de reajuste salarial proposto pelo Executivo.

    Entretanto, na reunião, foi definido que na próxima semana, entre a segunda-feira, 9, e a quarta-feira, 11, serão realizados encontros entre os representantes dos sindicatos e a SARH, a fim de que sejam tratadas as reivindicações específicas das categorias. Segundo informações da assessoria da pasta, as datas ainda não foram definidas, devendo ser divulgadas ainda nesta sexta-feira, dia 6.

    O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserpu), Cosme Nogueira, lembra que o principal ponto a ser abordado na reunião específica é a incorporação do abono salarial. "Atualmente, a Prefeitura complementa o salário de servidores, a fim de que o valor do mínimo vigente seja alcançado." O exemplo pode ser aplicado aos auxiliares de serviços em início de carreira, que recebem R$ 416,80. Além da questão do abono salarial, deverão ser discutidos a reestruturação de carreiras, a realização de processos seletivos internos e o reajuste do ticket alimentação.

    Proposta rejeitada

    Na segunda rodada de negociações entre o Fórum Sindical e a administração municipal, realizada nesta quinta-feira, 5, os sindicatos confirmaram a posição contrária à proposta do Executivo relacionada ao índice de reajuste salarial. A prefeitura manteve a proposta inicial de conceder um reajuste de 5,89%, além de 2,34% relativos às perdas de 2009, divididos em duas parcelas: 1,34% em
    1º de setembro e 1% em primeiro de novembro.

    "A proposta não contempla nem a inflação. O que querem é pagar o IPCA dividido em duas parcelas, somando 5,89%. Com isso, teremos uma perda entre os meses de maio e novembro, quando serão repassados os índices", critica o presidente do Sindicato dos Professores Municipais, Flávio Bitarello.

    Para ele, a Prefeitura usou o que denomina de "jogo de números", misturando o que já havia sido acordado durante a campanha salarial do ano passado, referente ao ano de 2009. "O que está sendo oferecido de forma imediata pelo Executivo é o índice de 4,55% e não 5,89% como divulgado, já que 1,34% já estava previsto. Esta postura é inadmissível porque temos a certeza de que a PJF tem recursos, já que vem enxugando a folha de pagamento. Os gastos referentes à Lei de Responsabilidade Fiscal giram em torno de 43,5%, quando pode chegar a 51,3%.

    Os textos são revisados por Thaísa Hosken

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