Quinta-feira, 27 de maio de 2010, atualizada às 19h15

Servidores públicos municipais retomam as atividades nesta sexta. PJF garantiu não descontar os dias parados

Aline Furtado
Repórter

Os servidores públicos municipais, que paralisaram as atividades na última quinta-feira, 20 de maio, decidiram, durante assembleia realizada nesta quinta-feira, dia 27, voltar ao trabalho na próxima sexta-feira, dia 28.

A decisão foi tomada após a Comissão de Finanças, Orçamento e Fiscalização Financeira da Câmara Municipal de Juiz de Fora (CMJF), formada pelos vereadores Flávio Checker (PT), Ana Rossignoli (PDT) e Rodrigo Mattos (PSDB), se reunir com a secretária de Fazenda, Maria Helena Leal Castro. Durante o encontro, foram apresentadas, pela Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), duas propostas de reajuste e reposição das perdas salariais de anos anteriores para serem avaliadas pelos servidores.

A primeira proposta prevê reajuste salarial de 7% a partir do dia 1/5/2010 e pagamento dos 4% referentes às perdas, sendo 1% a partir do dia 1/2/2011, de 0,84% a partir de 1/5/2011. Caso a receita referente ao IPTU/ICMS cresça mais de 10% e menos de 12% entre 1/1/2011 e 30/6/2011 em comparação com o mesmo período de 2010, 1% será pago a partir de 1/9/2011 e 0,84% a partir de 1/5/2012. Se a receita crescer mais de 12%, 1% deverá ser pago a partir de 1/9/2011 e 0,84% a partir de 1/11/2011. 

Já a segunda proposta aponta o pagamento dos 7% de reajuste a partir do dia 1/5/2010, 0,5% a partir de 1/12/2010, 1,34% a partir de 1/5/2011, 1% a partir de 1/11/2011 e 0,84% a partir de 1/5/2012. Além disso, está previsto nas duas propostas o início, a partir do dia 1º de junho, das reuniões que tratarão das pautas específicas de cada sindicato. Outro item previsto nas propostas é o não desconto dos dias não trabalhados desde que haja reposição com cumprimento fora do horário de trabalho.

As propostas deverão ser avaliadas pelo Fórum Sindical, formado pelos sindicatos dos Servidores Públicos (Sinserpu), dos Professores (Sinpro), dos Médicos e dos Engenheiros (Senge), a fim de escolher qual delas melhor atende à categoria. Para o presidente do Sinserpu, Cosme Nogueira, a apresentação das propostas pela PJF representa a força da unidade. "Estes momentos vão entrar para a história, visto que tivemos uma manifestação que mexeu com toda a cidade. A unidade da categoria foi fundamental para alcançarmos os 11%."

O coordenador do Sinpro, vereador Roberto Cupolillo (Betão - PT), destacou a necessidade de dar continuidade ao movimento. "Estamos suspendendo a paralisação, mas devemos manter o estado de alerta durante as discussões específicas."