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    Ana Paula Ladeira Ana Paula Ladeira 24/11/2014

    Telefilmes brasileiros ganham novo fôlego

    cinemaEm tempos de convergência das mídias, não há nada mais fora de moda do que fazer uma separação brutal entre a televisão e o cinema. De um lado, a popular e massiva televisão, frequentemente acusada de ser o novo "ópio do povo", e do outro, o cinema, gozando de seu status de sétima arte. Claro que existem diferenças técnicas e estéticas entre as duas mídias e seria incoerente colocá-las no mesmo lugar. Ao mesmo tempo, é inegável a aproximação existente entre elas: telenovelas com tecnologia de cinema, filmes (blockbusters, é claro) inspirados em séries de televisão, empresa de televisão, no caso a Rede Globo, investindo pesado em conteúdo cinematográfico, através da Globo Filmes. Aliás, a televisão é e sempre foi a maior plataforma de exibição da maioria dos filmes, atingindo um número de telespectadores muitas vezes maior na telinha do que de espectadores nas salas de cinema.

    Mas antes de toda esta aproximação entre televisão e cinema, já existia uma articulação entre os dois meios através dos telefilmes, ou seja, dos filmes produzidos para estrearem na televisão. Com certeza, os telefilmes americanos, tão comuns nos anos 1980, já preencheram as tardes de muitos leitores desta coluna, na Sessão da Tarde.

    O Brasil, que até pouco tempo atrás não tinha tradição em produzir telefilmes, tem apostado cada vez mais neste formato, graças aos recursos obtidos através das leis de incentivo à cultura e à crescente demanda dos canais de TV por assinatura. A Rede Record, que já estava investindo neste segmento há algum tempo, estreará, em dezembro, as produções Manual Prático da Terceira Idade, Marluce e Marcelly e O amor custa caro. Recentemente, a Rede Globo anunciou que adaptará suas séries de sucesso em telefilmes, para a comemoração de seus 50 anos, que completará no ano que vem. Os primeiros títulos exibidos serão O canto da Sereia e Dalva e Herivelto.

    Muitas vezes menosprezado e deslocado para horários de menor audiência, o telefilme tem sido pouco valorizado pela maioria dos amantes de cinema. Também, pudera, não há muita riqueza estética ou narrativa em telefilmes como os de Renato Aragão. Mas telefilme não é, necessariamente, sinônimo de produção ruim. Pelo contrário! Grandes cineastas como Woody Allen, Steven Spielberg ou Alfred Hitchcock têm, em suas longas e admiráveis filmografias, a realização de telefilmes que não devem ser ignorados.

    Geralmente, a diferença entre um telefilme e um filme se faz notar por causa dos cronogramas e orçamentos apertados da televisão, que dificultam a contratação de profissionais mais experientes. Isso, por outro lado, pode não ser um empecilho para um diretor de telefilme quando se tem o apoio de uma grande empresa de televisão por trás.

    No Brasil, cineastas renomados, como Jorge Furtado, dirigem telefilmes, a exemplo de Homens de Bem e Doce de Mãe, realizados em parceria com a Rede Globo. Com isso, bons resultados têm sido observados nesta história recente do telefilme brasileiro: neste ano, Alexandre e outros heróis foi indicado ao Emmy e, em 2012, o já citado Homens de Bem também foi indicado ao Emmy como melhor telefilme. Atores consagrados do cinema também participam deste tipo de produção. Aliás, foi graças ao telefilme Doce de Mãe que Fernanda Montenegro ganhou, em 2013, o merecido Emmy de melhor atriz.

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