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    Quarta-feira, 31 de agosto de 2011, atualizada às 19h

    Sem verba, obras do Teatro Paschoal Carlos Magno voltam à estaca zero

    Aline Furtado
    Repórter
    Teatro Paschoal Carlos Magno

    A falta de verba pública para a continuação das obras do Teatro Paschoal Carlos Magno, iniciadas há 31 anos, faz com que a possibilidade de intervenções no local volte à estaca zero. A questão retorna ao ponto de partida após não ser concretizado o aceno positivo do MinC sobre o repasse de R$ 3,5 milhões, os quais seriam somados à contrapartida da Prefeitura no valor de R$ 500 mil.

    "Por situações burocráticas, trocas de governo e questões políticas, o repasse não foi efetivado. Agora estamos atuando de forma a buscar apoio, junto às esferas municipal, estadual e federal, além de leis de incentivo à cultura, a fim de levantar recursos para retomar as obras e concluir", destaca a porta-voz da Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage (Funalfa). O projeto arquitetônico foi concluído e apresentado em agosto do ano passado.

    O anúncio de que o projeto parou, mais uma vez, vem quase dois meses depois da visita de um dos diretores da Fundação Cultural Palmares, vinculada ao Ministério da Cultura (MinC), Martvs das Chagas, a Juiz de Fora, quando se encontrou com o superintendente da Funalfa, Toninho Dutra, a fim de apontar a possibilidade de interceder junto ao governo federal, para a captação de verbas que possibilitassem a continuidade das obras do teatro. O Portal ACESSA.com entrou em contato com a assessoria do MinC, a fim de saber sobre a possibilidade de captação de recursos, mas, até o fechamento desta nota, não houve retorno.

    Histórico

    As obras do teatro, localizado na rua Gilberto de Alencar, foram iniciadas em 1980. Ainda no início da intervenção no local, trabalhadores descobriram que, como a terra do local era muito argilosa, seria necessário construir uma contenção no entorno do prédio, o que garantiu a estabilidade. Com isso, o valor orçado ultrapassou o previsto pela Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), na época.

    Com a mudança de pessoal na administração municipal, foram feitas algumas tentativas de retomada das obras, sem sucesso. Nos anos 90, o local, com apenas parte construída e no reboco, foi usado por artistas da cidade como espaço alternativo para montagens teatrais. Sondado, inclusive, para abrigar o Legislativo Municipal, o teatro teve suas plantas revistas no final da década de 90, quando foi apontada a necessidade de se levantar R$ 1,2 milhão, o que, mais uma vez, impossibilitou a conclusão das obras.

    Já na gestão do atual prefeito, Custódio Mattos, foram apresentadas algumas tentativas de retomada das obras. Entre elas, contatos com técnicos da Fundação Nacional de Artes (Funarte) e com o curso de Arquitetura da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), que possibilitou que alunos desenvolvessem proposições arquitetônicas para o teatro. Mais recentemente, a notícia da verba do MinC deu novo ânimo à construção, possibilitando, inclusive, a elaboração de um projeto arquitetônico, orçado em R$ 145 mil.

    Os textos são revisados por Thaísa Hosken

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