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    A literatura e o retrato de aspectos políticos cotidianos

    Literatura e Política aborda estudos sobre o envolvimento entre os gêneros literários e contextos sociais de opressão e autoritarismo

    Eduardo Maia
    Repórter
    20/03/2014
    Terezinha Maria Scher

    Fruto de discussões de simpósios realizados pelo Programa de Pós-graduação em Letras da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), o livro Literatura e Política foi lançado na noite da última quarta-feira, 19 de março, na livraria Liberdade. A obra reúne estudos de renomados pesquisadores de pós-graduação em Letras no Brasil, traçando uma análise sobre a relação entre a política e a literatura em diferentes períodos.

    "Hoje há muito pouco publicado sobre a poesia marginal, que retrata pessoas oprimidas e revelam o sentido político da literatura moderna. O livro trouxe uma literatura política dos anos 70 por causa da ditadura, apresentando a poesia marginal foi uma forma de resistência", explica Terezinha Maria Scher Pereira (foto acima), professora do programa da UFJF, que assina a organização da obra junto ao professor Rogério de Souza Sérgio Ferreira.

    Os temas abordados no livro são a relação da poesia e da política, com a apreciação da obra do poeta brasileiro Cruz e Souza, além de um panorama sobre a linguagem, a partir das leituras dos filósofos políticos Deleuze e Guattari. Outro ponto que a obra enfatiza é a repressão do Estado numa poética contra os regimes autoritários. O livro também engloba a resistência da poesia marginal dos anos 70 e chega até o retrato da sociedade contemporânea, numa comparação a partir de observações da leitura de Nuno ramos e Antônio Lobo Nunes.

    Terezinha observa que o enlace entre os dois conceitos abordados no livro também se reflete nos dias atuais. A partir do envolvimento das pessoas com a tecnologia, a expressão da opinião permite registros sociais de questionamento. "Eu acho que a política, no sentido mais comum, está muito divulgada. Temos meios que permitem às pessoas opinarem, a internet, as páginas, os perfis. Não consideramos apenas a política partidária ou somente as ideologias. E sim o dia a dia das pessoas, o que elas entendem da política e o que esperam da política. A literatura moderna é muito política. Ela está em contradição com o que está estabelecido. Ela é crítica e propõe também novos mundos possíveis, idealizados, relacionados ao mundo das pessoas. Ela expressa uma espécie de crítica até o mal-estar do homem moderno", constata.

    Fruto de discussões de simpósios realizados pelo Programa de Pós-graduação em Letras da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), o livro Literatura e Política foi lançado na noite da última quarta-feira, 19 de março, na livraria Liberdade. A obra reúne estudos de renomados pesquisadores de pós-graduação em Letras no Brasil, traçando uma análise sobre a relação entre a política e a literatura em diferentes períodos.

    "Hoje há muito pouco publicado sobre a poesia marginal, que retrata pessoas oprimidas e revelam o sentido político da literatura moderna. O livro trouxe uma literatura política dos anos 70 por causa da ditadura, apresentando a poesia marginal foi uma forma de resistência", explica Terezinha Maria Scher Pereira (foto acima), professora do programa da UFJF, que assina a organização da obra junto ao professor Rogério de Souza Sérgio Ferreira.

    Os temas abordados no livro são a relação da poesia e da política, com a apreciação da obra do poeta brasileiro Cruz e Souza, além de um panorama sobre a linguagem, a partir das leituras dos filósofos políticos Deleuze e Guattari. Outro ponto que a obra enfatiza é a repressão do Estado numa poética contra os regimes autoritários. O livro também engloba a resistência da poesia marginal dos anos 70 e chega até o retrato da sociedade contemporânea, numa comparação a partir de observações da leitura de Nuno ramos e Antônio Lobo Nunes.

    Terezinha observa que o enlace entre os dois conceitos abordados no livro também se reflete nos dias atuais. A partir do envolvimento das pessoas com a tecnologia, a expressão da opinião permite registros sociais de questionamento. "Eu acho que a política, no sentido mais comum, está muito divulgada. Temos meios que permitem às pessoas opinarem, a internet, as páginas, os perfis. Não consideramos apenas a política partidária ou somente as ideologias. E sim o dia a dia das pessoas, o que elas entendem da política e o que esperam da política. A literatura moderna é muito política. Ela está em contradição com o que está estabelecido. Ela é crítica e propõe também novos mundos possíveis, idealizados, relacionados ao mundo das pessoas.  Ela expressa uma espécie de crítica até o mal-estar do homem moderno", constata.

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