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    Mostra promove diálogo entre linguagens diferentes Onze artistas plásticos de todo o país expõem suas obras em galeria de arte de Juiz de Fora, dialogando linguagens diferentes

    Marinella Souza
    *Colaboração
    25/08/2008

    Buscando retratar a trajetória humana com todas as suas interfaces, o artista plástico Petrillo reuniu 11 artistas plásticos de diversas regiões do país para compor a mostra Trajetória. Cada artista vai expor uma obra cujos tema e formato são livres.

    Petrillo conta que a idéia era reunir pessoas com histórias diferentes e que estejam produzindo arte de qualidade. São obras heterogêneas para mostrar que é possível dialogar através de linguagens diferentes. São fotos, instalações, desenhos e pinturas em um espaço cerceado que cada artista vai poder explorar da maneira que quiser.

    A escolha dos artistas, segundo Petrillo, não seguiu um critério específico. "Eu convidei alguns por afinidade mesmo, por serem meus amigos, outros pelo peso do trabalho que desenvolvem", explica. A idéia foi promover uma mistura de estilos e formatos para proporcionar sensações diversas.

    A escolha das obras a serem expostas também não passou por qualquer rigor de avaliação. Petrillo fez o convite e os artistas mandaram as obras que quiseram. Trata-se de uma mostra livre e democrática em que o que conta mesmo é a criatividade e a expressividade dos artistas.

    Foto de uma estátua de pernas e braços abertos com um arco em volta

    Ao contrário das exposições comuns, em Trajetória é possível percorrer universos variados e contrastantes como variadas e contrastantes são as fases da vida. O homem ama, odeia, supera obstáculos, sonha, vence desafios, procria, seduz e a arte é "uma maneira muito forte de se comunicar".

    O artista acredita que a arte, de uma forma geral, é a expressão da multiplicidade humana. "Através da arte, em uma mostra como essa, por exemplo, você percebe que é possível se comunicar, mesmo sendo tudo diferente"

    Hábito

    Com a mostra Trajetória, Petrillo espera apresentar o espaço artístico para mais pessoas. Na sua opinião, a cultura é um hábito e é preciso criar esse hábito nas pessoas. Dentro dessa proposta, algumas escolas já forma convidadas para conhecer a galeria.

    "A gente tem que ir conquistando o público freqüentador. Eu acho que, em Juiz de Fora, falta um pouco de arte-educação. As crianças são nossos futuros espectadores e se você não começa a fazer um trabalho de base, no futuro você não tem um público assíduo".

    Visitando Trajetória, a pessoa vai ter a oportunidade de conhecer o trabalho de artistas do país e também da cidade e valorizar esses talentos. "Já que as pessoas dizem que aqui não oferece nada, quando tem, é preciso conferir".

    A exposição começa na próxima sexta-feira, 31 de agosto, e nem todas as obras chegaram. O próprio dono da casa ainda não sabe qual de suas obras vai ser exposta. A dúvida está entre uma foto inédita e uma instalação que ele ainda vai fazer. "Ainda depende do espaço físico que eu vou ter. Quero esperar todos se acomodarem para depois eu me instalar no espaço que sobrar", justifica-se o bom anfitrião.

    Além de Petrillo, vão expor Adriana Lopes, Cristina Pereira, Gerson Guedes, Jorge Fonseca, Luiz Gonzaga, Mendes Faria, Nina Mello, Ramon Brandão, Rogério Batista, Sérgio Sabro.

     

    A exposição estréia no dia 31 de agosto e vai até o dia 13 de setembro, na Hiato Ambiente de Arte (Rua Coronel Barros, 38- São Mateus), das 09h às 12h e das 14h às 18h (de segunda a sexta) e das 09h às 13h (domingo).

    *Marinella Souza é estudante de Comunicação Social na UFJF

     

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