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    Espetáculo O Filho da Mãe estreia em Juiz de Fora

    O espetáculo retrata o amor incondicional de uma mãe por um filho, e promete, por meio das situações vividas no cotidiano, emocionar e arrancar risadas

    Cintia Charlene
    *Colaboração
    10/4/2013
    mae

    A peça O Filho da Mãe, com texto de Regiana Antonini, chega aos palcos de Juiz de Fora neste sábado, 13 de abril no teatro Pró-Música. Sob a direção de Claúdio Ramos, que atua no papel da mãe, o espetáculo conta, ainda, com a interpretação de Rodrigo Bering, que encarna o filho. A comédia promete divertir e, ao mesmo tempo, emocionar.

    Ramos, que trabalha com teatro, profissionalmente, desde 1987, lembra que o espetáculo de maior projeção em sua carreira foi Lugar de Mulher..., que é apresentada há 12 anos. São mais de 25 anos de profissão e produções apresentadas em várias partes do país.

    Em entrevista ao Portal Acessa.com, o artista conta que a iniciativa de trazer a peça para cidade veio de uma busca do ator por uma peça que o tocasse. ''Quando assisti a peça, no Rio de Janeiro, percebi que era o que eu procurava e, desde então, comecei a batalhar para conseguir os diretos autorais para reproduzi-la em Juiz de Fora. Gosto de textos que emocionam, que tratam de personagens reais'', afirma. A primeira da  montagem da peça foi feita em 2008, no Teatro Ipanema, com a autora, Regiana Antonini, no papel principal. A segunda foi em São Paulo e a terceira será em Juiz de Fora. Confira o bate-papo com o diretor e ator Cláudio Ramos.

    ACESSA.com - O que o público pode esperar do espetáculo?

    Cláudio Ramos - Primeiro, uma produção impecável, um espetáculo que retrata a vida cotidiana de uma mãe. E, para que a plateia faça parte do contexto, era preciso ter um cenário real, por isso, construímos um ambiente que retrasse uma casa, com porta, janela, cortina, mesa, onde os personagens pudessem preparar seu café da manhã ali. Segundo, uma trilha musical fantástica, elaborada em cima das músicas do Tim Maia, músicas que estão no imaginário das pessoas. O texto é de fácil identificação e a história vai ao encontro com a realidade de todo mundo. Em terceiro, o público poderá assistir a um trabalho profissional, de qualidade, com dedicação total dos personagens. Comecei a estudar a composição do personagem no dia 5 de dezembro. E, desde então, ensaiamos quatro vezes por semana. Quando eu estiver no palco, quero que a plateia enxergue uma mãe em mim, por isso, é necessário estudar muito, até do meu olhar eu estou cuidando, para que as pessoas possam ver dentro dos meus olhos aquele olhar fraternal de mãe.

    ACESSA.com - Do que trata o espetáculo?

    Cláudio Ramos - A peça começa com a mãe, Valentina (Claúdio Ramos), publicitária bem sucedida que se encontra pós-operada e, por isso, fora do seu cotidiano, se sente melancólica e entendiada. A situação faz com que a mãe relembre momentos do passado, como a separação do marido Cláudio Antônio, que a abandonou. Valentina ainda é apaixonada pelo ex e se comporta como se Claúdio a tivesse abandonado ontem e, por isso, implica com ele o tempo todo. Com a separação, a mãe resolve dedicar todo amor que tem ao filho, PeçaFernando (Rodrigo Bering), um recém-formado roteirista, que está indo para Nova York estudar cinema, contra a vontade da mãe. O motivo é que a viagem está sendo bancada pelo pai e a mãe acredita que esta generosidade do marido nada mais é do que uma vingança, já que o ex-marido sabe que a única coisa que abala suas estruturas é separá-la do filho. Assim a história vai se desenrolando, com episódios capazes de provocar a identificação com o público, como a cena em que a mãe dá dinheiro ao filho para comprar um animal de estimação e o filho chega em casa com uma iguana, para desespero de Valentina, que odeia bichos. Outra episódio relembrando é quando a mãe  em uma atitude 'tipicamente materna', enfia remédio garganta abaixo de Fernando. No geral, mães, quando veem seus filhos doentes, agem dessa maneira exagerada, é uma situação cômica e recorrente com a qual muita gente vai se identificar. A história caminha para um final surpreendentemente emocionante e, ao mesmo tempo hilário, o espetáculo segue dessa forma, mostrando ainda mais outros flashbacks, como quando ela pensa que ele é gay ou quando fica indignada ao descobrir que o filho pegou a chave escondida da casa em Angra dos Reis  para levar uma menina para dormir.

    ACESSA.com - Em quem você se inspira para interpretar a mãe na peça?

    Cláudio Ramos - Mãe é uma linguagem universal e a ótica do ator é a observação. A Valentina tem um pouco da minha mãe, mais ainda da minha avó, das mães das minhas amigas e de uma mãe que talvez esteja dentro de mim. Sou muito cuidadoso com as pessoas que eu amo, e quem ama cuida, assim como uma mãe.

    ACESSA.com - Porque a escolha em trabalhar com um roteiro não-linear, que não segue uma ordem cronológica?

    Cláudio Ramos - A proposta é da autora da peça. Assim, a história é dividida em dois momentos: o presente e o passado, lembrado a partir de flashback. O objetivo é dar movimento ao espetáculo, por isso não é usada ordem cronológica.

    ACESSA.com - Quais são as expectativas com relação à estreia?

    Cláudio Ramos - Trabalho em Juiz de Fora há cinco anos, tenho um público cativo que me acompanha. Nas campanhas de popularização do teatro, fico em segundo lugar, apenas atrás do TQ, que tem 30 anos de casa. Minhas expectativas são as melhores possíveis, principalmente quanto à divulgação que foi feita de maneira intensa, por meio de cartazes e redes sociais um mês antes da estreia da peça, aumentando a responsabilidade que tenho quanto a não decepcionar ninguém.

    ACESSA.com - Diante de um tema tão comum, como prender a atenção do público?

    Cláudio Ramos - A própria história já prende. Um ótimo roteiro já é meio caminho andado. O que estou contando é de interesse do público, que, aliado a uma ótima interpretação, cenário, trilha... É um conjunto de ingredientes que apresentará um ótimo resultado final. Se as pessoas vão gostar ou não, é uma consequência. Mas ninguém, poderá dizer que não se trata de um trabalho profissional. Trata-se de um espetáculo feito com dedicação total, feito com amor digno de grandes peças, investidas por grandes patrocinadores. É uma peça para as pessoas rirem, com um texto em que não entram grosserias. As pessoas saem da peça mais leves e crescem diante do espetáculo que  toca. E creio que quando as pessoas ficam tocadas, o espetáculo fica na memória.

     

    O público pode conferir o espetáculo  no sábado dia 13 ás 21h e domingo, dia 14 de abril às 19h. O bilhete inteiro custa R$ 30 e a meia R$ 15. Os ingressos podem ser adquiridos no teatro Pró-música que fica na av. rio Branco, 2329, Centro.

    *Cintia Charlene é estudante do 7º período de Comunicação Social da UFJF

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