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    Idosos marcham em busca de respeito e pelo fim da violência

    Centenas de juiz-foranos com mais de 60 anos tomaram o Calçadão. Movimento quer conscientizar a cidade para a violência sofrida pelos idoso

    Raphael Placido
    Repórter
    12/06/2013

    Em todos os setores da sociedade, há várias formas de violência. Quando se trata de idosos, a gama de maus tratos não é apenas a agressão física, explícita. Questões como abuso psicológico, abandono, negligência e abuso financeiro acabam fazendo parte da vida muita gente que já passou dos 60 anos de idade. Mais triste ainda é perceber que, em boa parte dos casos, o agressor é alguém que está bem próximo à vítima. Pelo fim dos maus tratos e em busca de uma maior conscientização sobre a situação dos idosos em Juiz de Fora, foi realizada, na manhã desta quarta-feira, 12 de junho, a Marcha da Cidade Contra a Violência.

    Durante toda esta semana, a Comissão Permanente de Defesa dos Idosos, da Câmara Municipal, o HU/UFJF, o Conselho Municipal do Idoso, a Associação Municipal de Apoio Comunitário (Amac), o Serviço Social do Comercio de Juiz de Fora (Sesc/JF) e a Prefeitura vem promovendo eventos para marcar o Dia Mundial de Combate a Violência Contra o Idoso, comemorado em 15 de junho.

    A passeata desta quarta-feira contou com a presença de várias autoridades, que discursaram na escadaria da Câmara Municipal. Do Parque Halfeld, a partir de 8h30, o grupo seguiu caminhando até a Praça da Estação. Por todo o Calçadão, idosos carregavam balões, sopravam apitos e cantavam, atraindo a atenção tanto dos mais jovens, para que se conscientizem do problema, quanto dos mais velhos. Muitos se juntaram à marcha no meio do caminho.

    Cidade é referência na luta pelos direitos dos idosos

    José Anísio da Silva, conhecido como Pitico, milita na causa há vários anos. Assistente social e integrante do Conselho Municipal de Direitos Humanos, ele faz um balanço da trajetória do movimento, que tem crescido ultimamente, não só em JF, mas em todo o país. "É um movimento que não deixa de ser político. A novidade agora é que os idosos do Brasil e de Juiz de Fora estão exigindo seus direitos de cidadania. Só o estatuto do idoso não garante saúde, segurança, transporte... A caminhada é direcionada contra a violência, mas a falta de políticas governamentais não deixa de ser uma violência", explica.

    Com 77 anos, o senhor Ivan Barbosa faz coro à declaração de Pitico. Segundo ele, só agora a sua geração está tomando consciência de que deve se mobilizar. "As coisas estão se revertendo. Hoje, elas têm que ser construídas de baixo para cima. É o povo quem tem que fazer a política, andando de braços dados com os governantes", afirma.

    Para o vereador Isauro Calais, presidente da Comissão do Idoso na Câmara, o principal objetivo da marcha é despertar na comunidade a necessidade de uma convivência harmoniosa com os idosos. "Nossa sociedade está envelhecendo. Hoje, Juiz de Fora é a segunda cidade do país com o maior número de idosos. Queremos uma sociedade onde o jovem respeita o idoso, dando um basta à violência o mais rápido possível", diz.

    Quem também esteve presente na marcha foi o prefeito Bruno Siqueira. Interessado na questão desde os tempos de vereador, ele voltou a enfatizar a importância de uma grande parceria entre as diversas entidades: "É importante trabalharmos juntos para, o mais cedo possível, identificar os principais problemas no município em relação e aos idosos, e darmos uma melhor qualidade de vida para eles".

    Os tipos de violência mais comuns

    É importante conhecer os tipos de abuso aos quais muitos idosos são submetidos. Caso saiba de algum caso ou seja vítima, é possível, através do telefone 0800-031-1119, denunciar casos de violência contra idosos, que podem ser de vários tipos.

    • Violência física: uso da força física para compelir a pessoa idosa a fazer o que não deseja, provocar-lhe dor, incapacidade ou até mesmo morte;
    • Violência psicológica: agressões verbais ou gestuais com o objetivo de aterrorizar a pessoa idosa, humilhá-la, restringir sua liberdade ou isolá-la do convívio social;
    • Violência sexual: ato ou jogo sexual utilizando pessoas idosas por meio de aliciamento, violência física ou ameaças;
    • Abandono: violência que se manifesta pela ausência ou deserção dos responsáveis de prestarem socorro a uma pessoa idosa que necessite de proteção;
    • Negligência: recusa ou omissão de cuidados devidos e necessários à pessoa idosa, por parte dos responsáveis;
    • Abuso financeiro e econômico: exploração imprópria ou ilegal da pessoa idosa, ou uso não consentido por ela de seus recursos financeiros e patrimonial.

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