Greve dos servidores pode adiar formatura na UFJF Ainda não há mudança oficial do calendário,
mas corpo administrativo prevê reajuste de data

Renata Cristina
Repórter
18/06/2007

Marcada para acontecer oficialmente no dia 28 de julho, a colação de grau da Universidade Federal de Juiz de Fora pode ser adiada. Embora o calendário acadêmico ainda não tenha sido discutido pela pró-reitoria de graduação, a greve dos servidores técnico-administrativos, que dura 22 dias, já ameaça diversas atividades programadas para o final do semestre.

"Tudo está paralisado. O CDARA, secretarias, laboratórios e bibliotecas. Percorremos hoje diversos departamentos no Campus e a adesão é cada vez maior", revela Paulo Dimas, coordenador geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da UFJF (Sintufejuf). A emissão de documentos, como comprovantes de colação de grau, só está sendo realizada em caráter de urgência.

O pró-reitor de graduação, Eduardo Magrone, acredita que ainda é cedo para falar em reajuste de calendário. "Evidentemente, conforme nos aproximamos da data prevista, precisamos avaliar a melhor alternativa. A princípio, a formatura será mantida", esclarece.

Uma reunião entre o comando nacional de greve e o Ministério do Planejamento está marcada para a próxima quinta, 21, em Brasília. Na pauta, estão a abertura de concurso público com cinco mil vagas, o alinhamento de tabela salarial e a liberação de R$ 90 milhões para implantação de um plano de saúde para os servidores. Em Juiz de Fora, uma assembléia acontece na quarta, dia 20, no Restaurante Universitário Centro.

A greve dos servidores técnico administrativos já atinge 43 universidades federais, de um total de 47. Além do reajuste salarial, a classe pretende garantir o direito de greve, abalado pelo projeto de lei, que prevê novas regras para greves no funcionalismo público.

O grupo reivindica, ainda, igualdade de direitos entre servidores ativos e aposentados e a retirada do Projeto de Lei Complementar PLP 01/07 do Congresso Nacional - considerada por eles como uma proposta que limita o crescimento real da folha de salários dos servidores em 1,5%, assim como gastos com recursos humanos no serviço público. A greve também acontece contra a proposta de transformação dos hospitais universitários em fundações estatais de direito privado.

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