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    Quarta-feira, 23 de setembro de 2009, atualizada às 18h58

    Departamento de Apoio ao Estudante registra cerca de 30 casos referentes à violência nas escolas municipais

    Aline Furtado
    Repórter

    Cerca de 30 casos referentes à violência nas escolas municipais de Juiz de Fora foram recebidos somente este ano no Departamento de Apoio ao Estudante, segundo dados da Secretaria Municipal de Educação. Com base nesse número, foi realizada uma audiência pública, na tarde desta quarta-feira, 23 de setembro, na Câmara Municipal de Juiz de Fora, sobre a importância da educação na prevenção ao uso de drogas e à violência nas escolas.

    Para o vereador Roberto Cupolillo (Betão - PT), um dos proponentes da audiência, junto com o vereador Júlio Gasparette (PMDB) e a vereadora Ana Rossignoli (Ana do Padre Frederico - PDT), a ideia da convocação é promover a discussão a respeito do problema, que não está restrito às escolas públicas. "A violência ocorre também nas escolas da rede privada de ensino, mas, muitas vezes, é abafada pelos empresários do setor." O vereador destaca ainda a falha existente no sistema educacional, que capacita teoricamente os professores em cursos de licenciatura, mas não os prepara para a realidade de violência que é verificada no âmbito escolar.

    O diretor do Sindicato dos Professores (Sinpro), Flávio Bitarello, menciona as constantes intimidações e agressões sofridas pelos professores e praticadas por alunos. "A escola sozinha não dá conta de solucionar. É preciso que todos estejam envolvidos neste enfrentamento." Ainda sobre o assunto, o vereador Flávio Checker (PT) ressalta os problemas de saúde que acometem os professores devido ao desgaste do ambiente escolar. Ele cita a aprovação, no ano passado, de uma lei que institui a realização do projeto Alerta Juventude, a ser desenvolvido, anualmente, na última semana do mês de outubro em todas as escolas municipais. O programa deve abordar temas como gravidez precoce, prostituição infantil, sexo e Aids, violência e drogas.

    De acordo com o farmacêutico, bioquímico e consultor técnico para drogas lícitas e ilícitas, Mauro Eduardo Barbosa Leite, o álcool é a porta de entrada para o abuso de drogas mais pesadas. "Antes este papel era desempenhado pela maconha, hoje, o álcool é, geralmente, o primeiro contato com drogas da maioria das crianças e dos adolescentes." Ele destaca as sequelas ocasionadas na formação dos neurônios por causa do uso de drogas.

    O representante do 27º Batalhão da Polícia Militar, tenente Alexandre Barbosa Antunes, fala sobre a importância de ações preventivas. "A PM vem investindo em programas de prevenção às drogas. Um exemplo é o Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd), que treina militares para atuarem junto a crianças e aos adolescentes no interior das escolas."

    Uma das sugestões para redução da violência no âmbito escolar é dada pelo vereador José Sóter de Figueirôa (PMDB), que propõe o funcionamento da escola em horário integral. "É uma forma de levar a comunidade para dentro do espaço escolar, incentivando iniciativas que podem contribuir para a sociedade como um todo." Foi destacada, ainda, a relevância da família no processo de educação. "As famílias têm o costume de levar os filhos para a escola educar", afirma o vereador Gasparette.

    Para a secretária municipal de educação, Eleuza Maria Barbosa, o enfrentamento à violência escolar deve ser feito a curto e a longo prazos. "A curto prazo, deve haver união de forças entre os representantes das escolas, o poder público e as instituições que trabalham diretamente com a questão da segurança, como PM e a Guarda Municipal. A longo prazo, devem ser resolvidas questões que geram violência dentro da escola, como a intolerância, o fracasso e a desigualdade." A secretária cita também a necessidade de criação conjunta de regras de convivência para as instituições de ensino.

    Os textos são revisados por Madalena Fernandes

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