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    Quarta-feira, 31 de agosto de 2011, atualizada às 17h05

    Professores estaduais rejeitam proposta do governo e mantém greve

    Clecius Campos
    Subeditor
    Foto da manifestação

    Os professores da rede estadual de ensino rejeitaram uma nova proposta do governo de Minas Gerais e decidiram manter a greve da categoria. Em uma reunião entre a liderança do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE) de Minas Gerais e o Executivo Estadual, intermediada pelo Ministério Público, ocorrida nesta quarta-feira, 31 de agosto, foi feita a oferta de piso salarial unificado no valor de R$ 712,20, a partir de janeiro de 2012.

    Segundo a coordenadora de comunicação do Sind-UTE em Juiz de Fora, Yara Aquino, a proposta é inaceitável, uma vez que não valorizaria o nível de escolaridade nem o tempo de serviço. "Ofereceram R$ 712,20 de piso para todos os professores, tanto os que tem ensino médio quanto os que tem mestrado. Não dá para aprovar uma proposta como essa." Atualmente, os professores com ensino médio têm piso de R$ 379, enquanto os mestres tem piso de R$ 550.

    De acordo com Yara, cerca de 12 mil profissionais participaram de assembleia da categoria, realizada logo após a reunião do comando do sindicato com o governo. Além da rejeição à oferta, foi discutida a convocação feita pela Secretaria de Estado de Educação (SEE) aos professores designados, para que retornem ao trabalho, já que seus contratos vão até dezembro de 2011 e a reposição das aulas devem seguir até janeiro. "É uma forma de pressionar os designados. Todo empregado tem direito à greve, seja efetivo, designado ou substituto."

    Segundo o texto da convocação feita pela SEE, a designação "representa medida excepcional e precária e o não comparecimento do servidor que se encontre nessa situação constitui falta injustificada". Na nota, o governo diz que a greve provoca "prejuízos irrecuperáveis aos alunos" e "transtornos às famílias". Outro argumento utilizado para levar os designados de volta às aulas, é de que "não há dualidade de sistemática remuneratória, havendo pagamento único mediante subsídio, cujo valor indiscutivelmente supera o do piso estabelecido pela legislação nacional."

    Protesto de estudantes em JF

    Estudantes da Escola Estadual Delfim Moreira promoveram, também nesta quarta-feira, 31, novo protesto contra a qualidade da educação em Juiz de Fora (foto acima). A intenção foi expressar a preocupação com os professores e apoiar a greve. A passeata, que chegou ao Calçadão da rua Halfeld, foi ainda um ato de repúdio à prisão de um professor estadual, durante manifestação ocorrida na última terça-feira, 30.

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