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    Quarta-feira, 17 de abril de 2013, atualizada às 15h53

    Em paralisação, professores municipais fazem manifestação e ameaçam greve

    Jorge Júnior
    Subeditor
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    Os professores municipais, que estão com as atividades  paralisadas nesta quarta-feira, 17 de abril, até a quinta,  18, foram às ruas de Juiz de Fora, reivindicarem pelo reajuste salarial da categoria. A manifestação começou por volta das 14h, desta quarta, em frente à escadaria da Câmara Municipal, onde também aconteceu uma audiência pública, sobre a dificuldade das vagas nas escolas estaduais.

    Logo depois, ele desceram pelo Calçadão da rua Halfeld, sentido ao prédio da Prefeitura, onde aconteceu mais uma rodada de negociação. "Apresentamos as propostas do exercício 2013, que serão avaliadas pelo Executivo, e na segunda-feira, 22, um outro encontro está marcado para o departamento dar um posicionamento", diz a coordenadora do Sindicato dos Professores (Sinpro-JF), Aparecida de Oliveira Pinto.

    De acordo com a assessoria da Prefeitura de Juiz de Fora, durante o encontro desta tarde, a Secretaria de Fazenda apresentou aos professores o balanço administrativo financeiro e os impactos da situação sobre a pauta de reivindicações da categoria. Assim, os docentes solicitaram à pasta que esboce contrapropostas, as quais poderão ser debatidas na reunião de segunda, 22.

    Adesão

    Segunda Aparecida, 91,3% da classe está com as atividades paradas na cidade, por 48h."Vamos ficar esses dois dias parados, e nos dias 23, 24 e 25 de abril vamos aderir à paralisação nacional. Além disso, não descartamos a possibilidade de deflagrar a greve no município, já que as negociações com a Prefeitura não avançam", afirma Aparecida, explicando que os profissionais lutam pela aplicação da lei do piso com reajuste a partir de janeiro, com efeito cascata para atender a todos professores, e mais o percentual do ano passado, totalizando 12%. Além disso, a redução da jornada de trabalho para 1/3, a abertura de concurso para diversas áreas, a extensão da Ajuda de Custo para Valorização do Magistério (ACVM) para os aposentados sob forma de benefícios, melhores condições de trabalho, redução das turmas, entre outras propostas.

    De acordo com a representante dos professores, o sindicato luta pela aplicação do piso desde 2009. "Só este ano já estamos na terceira reunião e o discurso não mudou. É sempre a falta do dinheiro, mas essa desculpa não funciona mais para o Sinpro. Sabemos que a educação tem verba em Juiz de Fora, porém, o prefeito não investe no setor."

    Além disso, Aparecida enfatiza que "o magistério tem pressa. A categoria não vai desanimar de correr atrás dos seus direitos, muito pelo contrário, vai cruzar os braços e ir em busca da aplicação da lei. Vamos levar a discussão para a assembleia que ocorre nesta quinta-feira, [18] às 14h, no Hitz Hotel, podendo deflagrar greve na sexta ou na segunda [dias 19 e 22 de abril]." Segundo a Prefeitura, o movimento atingiu 84,5% dos docentes.

    Cem dias

    Ainda na manifestação, os professores criticaram os cem dias de mandato do atual prefeito, Bruno Siqueira."Não aguentamos mais a Prefeitura falando que possui dívidas. O Bruno falou que ia fazer diferente, mas até agora não vimos nada. A dengue e a criminalidade aumentaram. As escolas não têm professores e capina. Juiz de Fora tem que acordar. Os pais têm que cobrar educação de qualidade e professores."

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