Lucas Soares Lucas Soares 2/03/2015

Cracudo!

Jóbson, meu caro, não se deixe abater pelas palavras que você ouviu ontem (1º) vindas da arquibancada do Maracanã na vitória do seu Botafogo contra o meu Flamengo. Torcedor em estádio, em sua maioria, é ditado pelas organizadas, que vão puxando músicas, cânticos e, claro, ofensas dirigidas a adversários, arbitragem e aquele jogador perna-de-pau do próprio time.

Eu fui ao Maracanã ontem. Ouvi e me revoltei com o que a torcida rubro-negra gritou. Tá que o objetivo era provocar o jogador Jóbson, sem pensar em nenhum instante no que o ser humano Jóbson poderia sentir. Eu não o conheço fora das quatro linhas, mas sei das dificuldades que passou após ser pego no doping por cocaína em 2010, a maioria difundidas pela imprensa. Hoje, aos 27 anos, tenta recomeçar a carreira, vem marcando gols e merece, sim, outra oportunidade.

Palavras machucam, mas espero muito que assim como você disse após o jogo, não se deixe abater pelo que ouviu. Foi um ato de pura inconsequência de uma torcida que, se o tivesse a favor, daria todo apoio na sua recuperação. Falo com propriedade pois faço parte dela. Muitos ainda podem pensar que o que é dito no estádio deve sempre ficar lá, mas já vimos que com os recentes casos de racismo, a mentalidade vem mudando.

Não espero uma punição ao Flamengo, assim como não espero uma quando xingam a mãe do juiz. Espero uma melhor educação de torcedores de todos os clubes, principalmente respeitando problemas pessoais de atletas e familiares. Atrás do jogador, tem o ser humano. E ele merece todo o apoio do mundo pra poder sair dessa situação.

Ps.: O título deste artigo é exageradamente chamativo. Se você chegou a este texto após ler o título, ele cumpriu meu objetivo de atrair sua atenção para um problema muito grave.


Lucas Soares é natural de Juiz de Fora, é jornalista formado pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora em dezembro de 2012 e apaixonado por futebol. Atualmente, é aluno de pós-graduação em Jornalismo Multiplataforma na Universidade Federal de Juiz de Fora, Repórter no portal Acessa.com e Editor-chefe do blog Flamengo em Foco. Já atuou em veículos impressos da cidade e como assessor de imprensa na PJF e na Câmara Municipal.

Lucas Soares Lucas Soares 2/03/2015

Cracudo!

Jóbson, meu caro, não se deixe abater pelas palavras que você ouviu ontem (1º) vindas da arquibancada do Maracanã na vitória do seu Botafogo contra o meu Flamengo. Torcedor em estádio, em sua maioria, é ditado pelas organizadas, que vão puxando músicas, cânticos e, claro, ofensas dirigidas a adversários, arbitragem e aquele jogador perna-de-pau do próprio time.

Eu fui ao Maracanã ontem. Ouvi e me revoltei com o que a torcida rubro-negra gritou. Tá que o objetivo era provocar o jogador Jóbson, sem pensar em nenhum instante no que o ser humano Jóbson poderia sentir. Eu não o conheço fora das quatro linhas, mas sei das dificuldades que passou após ser pego no doping por cocaína em 2010, a maioria difundidas pela imprensa. Hoje, aos 27 anos, tenta recomeçar a carreira, vem marcando gols e merece, sim, outra oportunidade.

Palavras machucam, mas espero muito que assim como você disse após o jogo, não se deixe abater pelo que ouviu. Foi um ato de pura inconsequência de uma torcida que, se o tivesse a favor, daria todo apoio na sua recuperação. Falo com propriedade pois faço parte dela. Muitos ainda podem pensar que o que é dito no estádio deve sempre ficar lá, mas já vimos que com os recentes casos de racismo, a mentalidade vem mudando.

Não espero uma punição ao Flamengo, assim como não espero uma quando xingam a mãe do juiz. Espero uma melhor educação de torcedores de todos os clubes, principalmente respeitando problemas pessoais de atletas e familiares. Atrás do jogador, tem o ser humano. E ele merece todo o apoio do mundo pra poder sair dessa situação.

Ps.: O título deste artigo é exageradamente chamativo. Se você chegou a este texto após ler o título, ele cumpriu meu objetivo de atrair sua atenção para um problema muito grave.


Lucas Soares é natural de Juiz de Fora, é jornalista formado pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora em dezembro de 2012 e apaixonado por futebol. Atualmente, é aluno de pós-graduação em Jornalismo Multiplataforma na Universidade Federal de Juiz de Fora, Repórter no portal Acessa.com e Editor-chefe do blog Flamengo em Foco. Já atuou em veículos impressos da cidade e como assessor de imprensa na PJF e na Câmara Municipal.

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Lucas Soares Lucas Soares 2/03/2015

Cracudo!

Jóbson, meu caro, não se deixe abater pelas palavras que você ouviu ontem (1º) vindas da arquibancada do Maracanã na vitória do seu Botafogo contra o meu Flamengo. Torcedor em estádio, em sua maioria, é ditado pelas organizadas, que vão puxando músicas, cânticos e, claro, ofensas dirigidas a adversários, arbitragem e aquele jogador perna-de-pau do próprio time.

Eu fui ao Maracanã ontem. Ouvi e me revoltei com o que a torcida rubro-negra gritou. Tá que o objetivo era provocar o jogador Jóbson, sem pensar em nenhum instante no que o ser humano Jóbson poderia sentir. Eu não o conheço fora das quatro linhas, mas sei das dificuldades que passou após ser pego no doping por cocaína em 2010, a maioria difundidas pela imprensa. Hoje, aos 27 anos, tenta recomeçar a carreira, vem marcando gols e merece, sim, outra oportunidade.

Palavras machucam, mas espero muito que assim como você disse após o jogo, não se deixe abater pelo que ouviu. Foi um ato de pura inconsequência de uma torcida que, se o tivesse a favor, daria todo apoio na sua recuperação. Falo com propriedade pois faço parte dela. Muitos ainda podem pensar que o que é dito no estádio deve sempre ficar lá, mas já vimos que com os recentes casos de racismo, a mentalidade vem mudando.

Não espero uma punição ao Flamengo, assim como não espero uma quando xingam a mãe do juiz. Espero uma melhor educação de torcedores de todos os clubes, principalmente respeitando problemas pessoais de atletas e familiares. Atrás do jogador, tem o ser humano. E ele merece todo o apoio do mundo pra poder sair dessa situação.

Ps.: O título deste artigo é exageradamente chamativo. Se você chegou a este texto após ler o título, ele cumpriu meu objetivo de atrair sua atenção para um problema muito grave.


Lucas Soares é natural de Juiz de Fora, é jornalista formado pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora em dezembro de 2012 e apaixonado por futebol. Atualmente, é aluno de pós-graduação em Jornalismo Multiplataforma na Universidade Federal de Juiz de Fora, Repórter no portal Acessa.com e Editor-chefe do blog Flamengo em Foco. Já atuou em veículos impressos da cidade e como assessor de imprensa na PJF e na Câmara Municipal.