Lucas Soares Lucas Soares 23/03/2015

Milhões de emoções

Flamengo e Vasco fizeram, no último domingo, 22 de março, mais um Clássico dos Milhões. Com direito a polêmica, briga, gols e muita água, a emoção sobrou no Maracanã. Deu Flamengo, que aumentou sua série invicta em cima do maior rival para dez jogos, após vencer por 2 a 1.

A grande questão para este jogo que tenho que colocar em evidência é o regulamento, que felizmente não foi utilizado em sua pior maneira. Após a partida ficar paralisada por mais de 50 minutos em decorrência das fortes chuvas que caiam no estádio e, literalmente, alagar o campo, o jogo voltou e nada foi prejudicado. Mas, caso as chuvas não parassem após o juiz interromper o jogo aos 22 minutos do primeiro tempo, um novo jogo teria que ser remarcado, começando do minuto 0 e em 0 a 0. Era como se o jogo de ontem nunca tivesse existido.

Felizmente a chuva parou e a arbitragem mandou voltar. A ansiedade que tomava conta dos mais de 55 mil presentes no estádio era evidente, principalmente pela desinformação. Afinal, até os comentaristas do Premiere citaram que o Vasco conta com uma força política muito grande na Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FFERJ) e as teorias conspiratórias já desconfiavam de uma manobra para que o jogo não voltasse. Eu mesmo achei que, com o placar em desvantagem, seria a melhor saída, esportivamente falando, para a equipe cruz-maltina. E, obviamente, se o dilúvio não parasse, não havia a menor condição de se jogar futebol.

Não é um complexo de perseguição com o Vasco por eu ser flamenguista. Torci muito para a partida voltasse pois penso que uma ida ao estádio não é somente o valor do ingresso. Tenho amigos, nas duas torcidas, que viajaram de Juiz de Fora ao Rio para ver. Se a partida fosse cancelada, eles teriam o dinheiro do ingresso de volta, mas quem pagaria o transporte? Quem organizaria a saída de 56 mil torcedores do Maracanã com o Rio de Janeiro inundado?

Enquanto faltava informações por parte dos torcedores na arquibancada, na televisão os repórteres do Premiere faziam de tudo para informar o espectador. O diretor de competições da FFERJ falou que, se o jogo fosse cancelado, não saberia em que data poderia acontecer! Explicou que um novo jogo teria que ser remarcado e que seria como aquele nunca tivesse existido. Imagine o rebuliço que isso causou.

O comandante da PM também mostrou preocupação com a saída dos torcedores, o que poderia ser um problema, principalmente com as imediações do estádio sem condições de uso. Foram várias imagens que pipocaram nas redes sociais sobre o estado catastrófico que se encontrava o entorno do Maracanã. Não havia a menor condição de alguém sair.

Para o bem do futebol, prevaleceu o bom senso e a ajuda do tempo, que diminuiu o volume de chuvas e a drenagem funcionou muito bem, deixando o campo praticamente seco quando a partida retornou. Mas que, independente do placar, foi um jogo de emoções do início ao fim, isso foi.

A pergunta que fica é: por que diabos um time de futebol assina um regulamento assim, quando o da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) diria que o jogo teria que ser retomado do instante em que parou, com o placar sendo mantido, se não tiver sido disputado 75% dos jogo?


Lucas Soares é natural de Juiz de Fora, é jornalista formado pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora em dezembro de 2012 e apaixonado por futebol. Atualmente, é aluno de pós-graduação em Jornalismo Multiplataforma na Universidade Federal de Juiz de Fora, Repórter no portal Acessa.com e Editor-chefe do blog Flamengo em Foco. Já atuou em veículos impressos da cidade e como assessor de imprensa na PJF e na Câmara Municipal.

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Lucas Soares Lucas Soares 23/03/2015

Milhões de emoções

Flamengo e Vasco fizeram, no último domingo, 22 de março, mais um Clássico dos Milhões. Com direito a polêmica, briga, gols e muita água, a emoção sobrou no Maracanã. Deu Flamengo, que aumentou sua série invicta em cima do maior rival para dez jogos, após vencer por 2 a 1.

A grande questão para este jogo que tenho que colocar em evidência é o regulamento, que felizmente não foi utilizado em sua pior maneira. Após a partida ficar paralisada por mais de 50 minutos em decorrência das fortes chuvas que caiam no estádio e, literalmente, alagar o campo, o jogo voltou e nada foi prejudicado. Mas, caso as chuvas não parassem após o juiz interromper o jogo aos 22 minutos do primeiro tempo, um novo jogo teria que ser remarcado, começando do minuto 0 e em 0 a 0. Era como se o jogo de ontem nunca tivesse existido.

Felizmente a chuva parou e a arbitragem mandou voltar. A ansiedade que tomava conta dos mais de 55 mil presentes no estádio era evidente, principalmente pela desinformação. Afinal, até os comentaristas do Premiere citaram que o Vasco conta com uma força política muito grande na Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FFERJ) e as teorias conspiratórias já desconfiavam de uma manobra para que o jogo não voltasse. Eu mesmo achei que, com o placar em desvantagem, seria a melhor saída, esportivamente falando, para a equipe cruz-maltina. E, obviamente, se o dilúvio não parasse, não havia a menor condição de se jogar futebol.

Não é um complexo de perseguição com o Vasco por eu ser flamenguista. Torci muito para a partida voltasse pois penso que uma ida ao estádio não é somente o valor do ingresso. Tenho amigos, nas duas torcidas, que viajaram de Juiz de Fora ao Rio para ver. Se a partida fosse cancelada, eles teriam o dinheiro do ingresso de volta, mas quem pagaria o transporte? Quem organizaria a saída de 56 mil torcedores do Maracanã com o Rio de Janeiro inundado?

Enquanto faltava informações por parte dos torcedores na arquibancada, na televisão os repórteres do Premiere faziam de tudo para informar o espectador. O diretor de competições da FFERJ falou que, se o jogo fosse cancelado, não saberia em que data poderia acontecer! Explicou que um novo jogo teria que ser remarcado e que seria como aquele nunca tivesse existido. Imagine o rebuliço que isso causou.

O comandante da PM também mostrou preocupação com a saída dos torcedores, o que poderia ser um problema, principalmente com as imediações do estádio sem condições de uso. Foram várias imagens que pipocaram nas redes sociais sobre o estado catastrófico que se encontrava o entorno do Maracanã. Não havia a menor condição de alguém sair.

Para o bem do futebol, prevaleceu o bom senso e a ajuda do tempo, que diminuiu o volume de chuvas e a drenagem funcionou muito bem, deixando o campo praticamente seco quando a partida retornou. Mas que, independente do placar, foi um jogo de emoções do início ao fim, isso foi.

A pergunta que fica é: por que diabos um time de futebol assina um regulamento assim, quando o da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) diria que o jogo teria que ser retomado do instante em que parou, com o placar sendo mantido, se não tiver sido disputado 75% dos jogo?


Lucas Soares é natural de Juiz de Fora, é jornalista formado pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora em dezembro de 2012 e apaixonado por futebol. Atualmente, é aluno de pós-graduação em Jornalismo Multiplataforma na Universidade Federal de Juiz de Fora, Repórter no portal Acessa.com e Editor-chefe do blog Flamengo em Foco. Já atuou em veículos impressos da cidade e como assessor de imprensa na PJF e na Câmara Municipal.

Lucas Soares Lucas Soares 23/03/2015

Milhões de emoções

Flamengo e Vasco fizeram, no último domingo, 22 de março, mais um Clássico dos Milhões. Com direito a polêmica, briga, gols e muita água, a emoção sobrou no Maracanã. Deu Flamengo, que aumentou sua série invicta em cima do maior rival para dez jogos, após vencer por 2 a 1.

A grande questão para este jogo que tenho que colocar em evidência é o regulamento, que felizmente não foi utilizado em sua pior maneira. Após a partida ficar paralisada por mais de 50 minutos em decorrência das fortes chuvas que caiam no estádio e, literalmente, alagar o campo, o jogo voltou e nada foi prejudicado. Mas, caso as chuvas não parassem após o juiz interromper o jogo aos 22 minutos do primeiro tempo, um novo jogo teria que ser remarcado, começando do minuto 0 e em 0 a 0. Era como se o jogo de ontem nunca tivesse existido.

Felizmente a chuva parou e a arbitragem mandou voltar. A ansiedade que tomava conta dos mais de 55 mil presentes no estádio era evidente, principalmente pela desinformação. Afinal, até os comentaristas do Premiere citaram que o Vasco conta com uma força política muito grande na Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FFERJ) e as teorias conspiratórias já desconfiavam de uma manobra para que o jogo não voltasse. Eu mesmo achei que, com o placar em desvantagem, seria a melhor saída, esportivamente falando, para a equipe cruz-maltina. E, obviamente, se o dilúvio não parasse, não havia a menor condição de se jogar futebol.

Não é um complexo de perseguição com o Vasco por eu ser flamenguista. Torci muito para a partida voltasse pois penso que uma ida ao estádio não é somente o valor do ingresso. Tenho amigos, nas duas torcidas, que viajaram de Juiz de Fora ao Rio para ver. Se a partida fosse cancelada, eles teriam o dinheiro do ingresso de volta, mas quem pagaria o transporte? Quem organizaria a saída de 56 mil torcedores do Maracanã com o Rio de Janeiro inundado?

Enquanto faltava informações por parte dos torcedores na arquibancada, na televisão os repórteres do Premiere faziam de tudo para informar o espectador. O diretor de competições da FFERJ falou que, se o jogo fosse cancelado, não saberia em que data poderia acontecer! Explicou que um novo jogo teria que ser remarcado e que seria como aquele nunca tivesse existido. Imagine o rebuliço que isso causou.

O comandante da PM também mostrou preocupação com a saída dos torcedores, o que poderia ser um problema, principalmente com as imediações do estádio sem condições de uso. Foram várias imagens que pipocaram nas redes sociais sobre o estado catastrófico que se encontrava o entorno do Maracanã. Não havia a menor condição de alguém sair.

Para o bem do futebol, prevaleceu o bom senso e a ajuda do tempo, que diminuiu o volume de chuvas e a drenagem funcionou muito bem, deixando o campo praticamente seco quando a partida retornou. Mas que, independente do placar, foi um jogo de emoções do início ao fim, isso foi.

A pergunta que fica é: por que diabos um time de futebol assina um regulamento assim, quando o da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) diria que o jogo teria que ser retomado do instante em que parou, com o placar sendo mantido, se não tiver sido disputado 75% dos jogo?


Lucas Soares é natural de Juiz de Fora, é jornalista formado pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora em dezembro de 2012 e apaixonado por futebol. Atualmente, é aluno de pós-graduação em Jornalismo Multiplataforma na Universidade Federal de Juiz de Fora, Repórter no portal Acessa.com e Editor-chefe do blog Flamengo em Foco. Já atuou em veículos impressos da cidade e como assessor de imprensa na PJF e na Câmara Municipal.