Lucas Soares Lucas Soares 25/05/2015

O Flamengo e a "venda de jornais"

Caros internautas, a coluna de hoje é um motivo à reflexão mídia-torcedores, que ano após ano influencia no dia a dia dos clubes. Meu personagem do dia vai ser o Flamengo, clube de maior torcida do Brasil, e com uma relação de amor e ódio com a imprensa nacional.

Como todo fã de futebol nacional sabe, o Flamengo foi um clube privilegiado pela mídia no século passado. Seja com a Rádio Nacional, em suas transmissões para todo o Brasil, ou pela Rede Globo, dando ênfase nos anos dourados do rubro-negro, na década de 1980, o clube teve seu espaço bastante explorado pela mídia e, consequentemente, ganhou mais torcedores. E, na contramão, mais haters. Esses acontecimentos são citados no livro A Nação, de Marcel Ribeiro.

A verdade é que o Flamengo vende. Uma manchete envolvendo o rubro-negro é mais valiosa que o dos três outros grandes clubes do Rio, por exemplo. A "venda de jornal" no dia seguinte (hoje os cliques em links), a audiência na TV nas transmissões, nos programas esportivos, a resenha no boteco depois do expediente. Queiram ou não, há sempre alguém disposto a trocar umas ideias sobre o Mais Querido.

E quando o rubro-negro carioca não vai bem das pernas - como acontece em 2015, surge a necessidade de exploração massiva da mídia. No geral, todo veículo de comunicação esportiva diz com que "O Flamengo é um time que precisa de reforços, principalmente um camisa 10." Escuto esse papo desde que comecei a me interessar por futebol, lá pelo fim dos anos 90, e até hoje não chegou esse tal "camisa 10". Lógico, já chegaram vários jogadores que usaram o místico número de Zico, mas o que chegou mais perto de suprir essa carência da imprensa foi Ronaldinho Gaúcho (Petkovic vestia a 43 em seu retorno), que interrompeu sua passagem na justiça.

Pois bem. Diante disso, quantos jogadores já foram cogitados para serem contratados pelo Flamengo em 2015 e (até agora) não foram? Montillo, Jadson, Robinho, Diego, Petrus, Guerrero, Elias e Felipe Melo são os nomes que foram mais citados até aqui. O caso de Robinho chegou ao absurdo após a Rádio Globo divulgar uma suposta conversa do craque do Santos com um amigo, garantindo que chegaria ao Rio de Janeiro na quinta para assinar com o Flamengo. Passou quinta, sexta, sábado, domingo e vai passando a segunda e quem esperou o Robinho, já cansou. Tanto que o próprio atleta desmentiu e chamou a imprensa de irresponsável. E a imprensa que faz isso, é irresponsável? Claro que é! Convenhamos que uma conversa no WhatsApp pode ser facilmente manipulada por qualquer juvenil com o mínimo de noção de informática ou por duas pessoas dispostas a fazer uma sacanagem com alguém.

Pois bem. Passada a negativa de Robinho, chegou a vez de especular com força o peruano Paolo Guerreiro, de saída do Corinthians. Também teve gente cravando o acerto! Afirmaram que o Flamengo realizou um depósito na conta do jogador, para garantir o direito de compra, e já acertou salários. Só que Guerreiro ainda é jogador do clube paulista até o meio do ano, entrou em campo no domingo e não confirmou o acerto com o rubro-negro. Por enquanto, outra furada.

Engraçado que um veículo vai copiando o outro e todos caindo no mesmo barco. Hoje, falta credibilidade para todos eles, o que gera, inclusive, ansiedade por parte dos torcedores em busca de confiabilidade. Afinal, o Flamengo precisa de reforços e a imprensa faz questão de "contratá-los". Ou afastá-los. Em quem acreditar? Por enquanto, ficamos com as piadas.


Lucas Soares é natural de Juiz de Fora, jornalista formado pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora em dezembro de 2012 e pós-graduado em Jornalismo Multiplataforma na Universidade Federal de Juiz de Fora. Apaixonado por futebol, repórter no portal Acessa.com e Editor-chefe do blog Flamengo em Foco. Já atuou em veículos impressos da cidade e como assessor de imprensa na PJF e na Câmara Municipal.

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Lucas Soares Lucas Soares 25/05/2015

O Flamengo e a "venda de jornais"

Caros internautas, a coluna de hoje é um motivo à reflexão mídia-torcedores, que ano após ano influencia no dia a dia dos clubes. Meu personagem do dia vai ser o Flamengo, clube de maior torcida do Brasil, e com uma relação de amor e ódio com a imprensa nacional.

Como todo fã de futebol nacional sabe, o Flamengo foi um clube privilegiado pela mídia no século passado. Seja com a Rádio Nacional, em suas transmissões para todo o Brasil, ou pela Rede Globo, dando ênfase nos anos dourados do rubro-negro, na década de 1980, o clube teve seu espaço bastante explorado pela mídia e, consequentemente, ganhou mais torcedores. E, na contramão, mais haters. Esses acontecimentos são citados no livro A Nação, de Marcel Ribeiro.

A verdade é que o Flamengo vende. Uma manchete envolvendo o rubro-negro é mais valiosa que o dos três outros grandes clubes do Rio, por exemplo. A "venda de jornal" no dia seguinte (hoje os cliques em links), a audiência na TV nas transmissões, nos programas esportivos, a resenha no boteco depois do expediente. Queiram ou não, há sempre alguém disposto a trocar umas ideias sobre o Mais Querido.

E quando o rubro-negro carioca não vai bem das pernas - como acontece em 2015, surge a necessidade de exploração massiva da mídia. No geral, todo veículo de comunicação esportiva diz com que "O Flamengo é um time que precisa de reforços, principalmente um camisa 10." Escuto esse papo desde que comecei a me interessar por futebol, lá pelo fim dos anos 90, e até hoje não chegou esse tal "camisa 10". Lógico, já chegaram vários jogadores que usaram o místico número de Zico, mas o que chegou mais perto de suprir essa carência da imprensa foi Ronaldinho Gaúcho (Petkovic vestia a 43 em seu retorno), que interrompeu sua passagem na justiça.

Pois bem. Diante disso, quantos jogadores já foram cogitados para serem contratados pelo Flamengo em 2015 e (até agora) não foram? Montillo, Jadson, Robinho, Diego, Petrus, Guerrero, Elias e Felipe Melo são os nomes que foram mais citados até aqui. O caso de Robinho chegou ao absurdo após a Rádio Globo divulgar uma suposta conversa do craque do Santos com um amigo, garantindo que chegaria ao Rio de Janeiro na quinta para assinar com o Flamengo. Passou quinta, sexta, sábado, domingo e vai passando a segunda e quem esperou o Robinho, já cansou. Tanto que o próprio atleta desmentiu e chamou a imprensa de irresponsável. E a imprensa que faz isso, é irresponsável? Claro que é! Convenhamos que uma conversa no WhatsApp pode ser facilmente manipulada por qualquer juvenil com o mínimo de noção de informática ou por duas pessoas dispostas a fazer uma sacanagem com alguém.

Pois bem. Passada a negativa de Robinho, chegou a vez de especular com força o peruano Paolo Guerreiro, de saída do Corinthians. Também teve gente cravando o acerto! Afirmaram que o Flamengo realizou um depósito na conta do jogador, para garantir o direito de compra, e já acertou salários. Só que Guerreiro ainda é jogador do clube paulista até o meio do ano, entrou em campo no domingo e não confirmou o acerto com o rubro-negro. Por enquanto, outra furada.

Engraçado que um veículo vai copiando o outro e todos caindo no mesmo barco. Hoje, falta credibilidade para todos eles, o que gera, inclusive, ansiedade por parte dos torcedores em busca de confiabilidade. Afinal, o Flamengo precisa de reforços e a imprensa faz questão de "contratá-los". Ou afastá-los. Em quem acreditar? Por enquanto, ficamos com as piadas.


Lucas Soares é natural de Juiz de Fora, jornalista formado pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora em dezembro de 2012 e pós-graduado em Jornalismo Multiplataforma na Universidade Federal de Juiz de Fora. Apaixonado por futebol, repórter no portal Acessa.com e Editor-chefe do blog Flamengo em Foco. Já atuou em veículos impressos da cidade e como assessor de imprensa na PJF e na Câmara Municipal.

Lucas Soares Lucas Soares 25/05/2015

O Flamengo e a "venda de jornais"

Caros internautas, a coluna de hoje é um motivo à reflexão mídia-torcedores, que ano após ano influencia no dia a dia dos clubes. Meu personagem do dia vai ser o Flamengo, clube de maior torcida do Brasil, e com uma relação de amor e ódio com a imprensa nacional.

Como todo fã de futebol nacional sabe, o Flamengo foi um clube privilegiado pela mídia no século passado. Seja com a Rádio Nacional, em suas transmissões para todo o Brasil, ou pela Rede Globo, dando ênfase nos anos dourados do rubro-negro, na década de 1980, o clube teve seu espaço bastante explorado pela mídia e, consequentemente, ganhou mais torcedores. E, na contramão, mais haters. Esses acontecimentos são citados no livro A Nação, de Marcel Ribeiro.

A verdade é que o Flamengo vende. Uma manchete envolvendo o rubro-negro é mais valiosa que o dos três outros grandes clubes do Rio, por exemplo. A "venda de jornal" no dia seguinte (hoje os cliques em links), a audiência na TV nas transmissões, nos programas esportivos, a resenha no boteco depois do expediente. Queiram ou não, há sempre alguém disposto a trocar umas ideias sobre o Mais Querido.

E quando o rubro-negro carioca não vai bem das pernas - como acontece em 2015, surge a necessidade de exploração massiva da mídia. No geral, todo veículo de comunicação esportiva diz com que "O Flamengo é um time que precisa de reforços, principalmente um camisa 10." Escuto esse papo desde que comecei a me interessar por futebol, lá pelo fim dos anos 90, e até hoje não chegou esse tal "camisa 10". Lógico, já chegaram vários jogadores que usaram o místico número de Zico, mas o que chegou mais perto de suprir essa carência da imprensa foi Ronaldinho Gaúcho (Petkovic vestia a 43 em seu retorno), que interrompeu sua passagem na justiça.

Pois bem. Diante disso, quantos jogadores já foram cogitados para serem contratados pelo Flamengo em 2015 e (até agora) não foram? Montillo, Jadson, Robinho, Diego, Petrus, Guerrero, Elias e Felipe Melo são os nomes que foram mais citados até aqui. O caso de Robinho chegou ao absurdo após a Rádio Globo divulgar uma suposta conversa do craque do Santos com um amigo, garantindo que chegaria ao Rio de Janeiro na quinta para assinar com o Flamengo. Passou quinta, sexta, sábado, domingo e vai passando a segunda e quem esperou o Robinho, já cansou. Tanto que o próprio atleta desmentiu e chamou a imprensa de irresponsável. E a imprensa que faz isso, é irresponsável? Claro que é! Convenhamos que uma conversa no WhatsApp pode ser facilmente manipulada por qualquer juvenil com o mínimo de noção de informática ou por duas pessoas dispostas a fazer uma sacanagem com alguém.

Pois bem. Passada a negativa de Robinho, chegou a vez de especular com força o peruano Paolo Guerreiro, de saída do Corinthians. Também teve gente cravando o acerto! Afirmaram que o Flamengo realizou um depósito na conta do jogador, para garantir o direito de compra, e já acertou salários. Só que Guerreiro ainda é jogador do clube paulista até o meio do ano, entrou em campo no domingo e não confirmou o acerto com o rubro-negro. Por enquanto, outra furada.

Engraçado que um veículo vai copiando o outro e todos caindo no mesmo barco. Hoje, falta credibilidade para todos eles, o que gera, inclusive, ansiedade por parte dos torcedores em busca de confiabilidade. Afinal, o Flamengo precisa de reforços e a imprensa faz questão de "contratá-los". Ou afastá-los. Em quem acreditar? Por enquanto, ficamos com as piadas.


Lucas Soares é natural de Juiz de Fora, jornalista formado pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora em dezembro de 2012 e pós-graduado em Jornalismo Multiplataforma na Universidade Federal de Juiz de Fora. Apaixonado por futebol, repórter no portal Acessa.com e Editor-chefe do blog Flamengo em Foco. Já atuou em veículos impressos da cidade e como assessor de imprensa na PJF e na Câmara Municipal.