Matheus Brum Matheus Brum 15/06/2015

A mediocridade da Seleção

No dicionário, a palavra "medíocre" significa comum, mediano e modesto. E qualquer um desses adjetivos qualifica exatamente o que é a Seleção Brasileira hoje, um time comum.

A equipe do técnico Dunga venceu, num sufoco danado, o Peru por 2 a 1 na estreia da Copa América, mas ficou longe de jogar um futebol minimamente técnico. Talvez, pedir habilidade e talento para um time comandado por Dunga, conhecido por sua garra e disposição dentro e fora de campo, seja muito. Porém, é assustador perceber que atualmente temos uma "Neymardependência".

Na partida desse domingo, todos os lances de perigo tiveram a participação do artilheiro da última Uefa Champions League. Contudo, é extremamente perceptível que em vários momentos, o camisa 10 não tem com quem jogar, já que sabe que seus parceiros não tem talento o suficiente para desequilibrar uma partida.

Diego Tardelli foi muito mal durante todo o tempo que esteve em campo, não acertando praticamente nada que tentou ao longo da peleja, evidenciando que não tem a menor condição de vestir a 9. Do outro lado, Willian não consegue ser o jogador incisivo que a Seleção precisa para tirar de Neymar a obrigação de desequilibrar um jogo. A entrada de Douglas Costa também não mudou esse panorama, já que o jogador do Shaktar Donetsk, mesmo fazendo o gol da vitória, perdeu um tento cara-a-cara com o goleiro Gallese, e não jogou bem.

Fora os problemas com os parceiros de ataque de Neymar, a Seleção de Dunga tem um outro problema: não tem um articulador de jogadas. Essa tarefa também fica a cargo do jogador do Barcelona. Sem Oscar, que sequer foi convocado e Phillipe Coutinho, que sentiu um problema muscular nas vésperas da estreia, Dunga resolveu escalar um meio de campo com Fernandinho, Elias e Fred, o que deixou a seleção sem qualidade na transição meio de campo-ataque.

Não sou um daqueles nostálgicos que cobram o velho futebol arte brasileiro, mas depois de tudo que aconteceu na Copa do Mundo de um ano atrás, era preciso uma Seleção que tivesse um padrão, que buscasse o jogo, que chamasse a responsabilidade, e que acima de tudo, não dependesse de um único jogador. Neymar é fantástico, genial e deixou para trás todas as dúvidas que tínhamos no seu início de carreira. Só que colocar nele toda a responsabilidade de vermos bons jogos da Seleção Canarinho evidencia como estamos em um processo de penúria do nosso futebol. Já previa isso, mas depois da partida contra o Peru, tenho certeza que será uma competição sofrida. Que os "deuses do futebol" protejam nosso "menino de ouro" para que nenhum mal lhe acometa ao longo da Copa América, justamente para não presenciarmos mais um vexame do nosso futebol depois de um ano do inesquecível jogo contra a Alemanha.

Outros destaques

- Deplorável essa primeira rodada da Copa América. Jogos sofríveis tecnicamente e grandes jogadores abaixo da crítica. Esperava bem mais nesse início de competição. Uruguai e Colômbia foram as grandes decepções. A "Celeste" passou um aperto danado para vencer a Jamaica, e a Colômbia, com seu "quadrado mágico", formado por James Rodríguez, Cuadrado, Falcao e Bacca, não conseguiu vencer a Venezuela na partida de estreia. Vamos ver se teremos melhores jogos nas próximas rodadas.

- A situação do Vasco no Campeonato Brasileiro evidencia como os Estaduais enganam na hora de fazermos uma avaliação sobre determinado time. Embalado por vitórias contra equipes pequenas e sob o mantra de "O Respeito Voltou", o Gigante da Colina se sagrou Campeão Carioca. Porém, "na hora do vamo vê", percebemos que há uma diferença absurda entre os regionais e o Brasileirão. Doriva está começando a sentir a pressão de comandar um gigante como o Vasco da Gama. Os torcedores estão na cobrança por reforços, e Eurico Miranda está percebendo que apenas ganhar do Flamengo não é o necessário para trazer alegria para os vascaínos. Do jeito que está, o caminho da nau cruzmaltina pode ser a Segunda Divisão.


Matheus Brum nascido e criado em Juiz de Fora, jornalista em formação pela Universidade Federal de Juiz de Fora, e desde criança, apaixonado pelo Flamengo e por esportes. Atualmente é escritor do blog "Entre Ternos e Chuteiras", estagiário da Rádio CBN Juiz de Fora e editor e apresentador do programa Mosaico é nascido e criado em Juiz de Fora.

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Matheus Brum Matheus Brum 15/06/2015

A mediocridade da Seleção

No dicionário, a palavra "medíocre" significa comum, mediano e modesto. E qualquer um desses adjetivos qualifica exatamente o que é a Seleção Brasileira hoje, um time comum.

A equipe do técnico Dunga venceu, num sufoco danado, o Peru por 2 a 1 na estreia da Copa América, mas ficou longe de jogar um futebol minimamente técnico. Talvez, pedir habilidade e talento para um time comandado por Dunga, conhecido por sua garra e disposição dentro e fora de campo, seja muito. Porém, é assustador perceber que atualmente temos uma "Neymardependência".

Na partida desse domingo, todos os lances de perigo tiveram a participação do artilheiro da última Uefa Champions League. Contudo, é extremamente perceptível que em vários momentos, o camisa 10 não tem com quem jogar, já que sabe que seus parceiros não tem talento o suficiente para desequilibrar uma partida.

Diego Tardelli foi muito mal durante todo o tempo que esteve em campo, não acertando praticamente nada que tentou ao longo da peleja, evidenciando que não tem a menor condição de vestir a 9. Do outro lado, Willian não consegue ser o jogador incisivo que a Seleção precisa para tirar de Neymar a obrigação de desequilibrar um jogo. A entrada de Douglas Costa também não mudou esse panorama, já que o jogador do Shaktar Donetsk, mesmo fazendo o gol da vitória, perdeu um tento cara-a-cara com o goleiro Gallese, e não jogou bem.

Fora os problemas com os parceiros de ataque de Neymar, a Seleção de Dunga tem um outro problema: não tem um articulador de jogadas. Essa tarefa também fica a cargo do jogador do Barcelona. Sem Oscar, que sequer foi convocado e Phillipe Coutinho, que sentiu um problema muscular nas vésperas da estreia, Dunga resolveu escalar um meio de campo com Fernandinho, Elias e Fred, o que deixou a seleção sem qualidade na transição meio de campo-ataque.

Não sou um daqueles nostálgicos que cobram o velho futebol arte brasileiro, mas depois de tudo que aconteceu na Copa do Mundo de um ano atrás, era preciso uma Seleção que tivesse um padrão, que buscasse o jogo, que chamasse a responsabilidade, e que acima de tudo, não dependesse de um único jogador. Neymar é fantástico, genial e deixou para trás todas as dúvidas que tínhamos no seu início de carreira. Só que colocar nele toda a responsabilidade de vermos bons jogos da Seleção Canarinho evidencia como estamos em um processo de penúria do nosso futebol. Já previa isso, mas depois da partida contra o Peru, tenho certeza que será uma competição sofrida. Que os "deuses do futebol" protejam nosso "menino de ouro" para que nenhum mal lhe acometa ao longo da Copa América, justamente para não presenciarmos mais um vexame do nosso futebol depois de um ano do inesquecível jogo contra a Alemanha.

Outros destaques

- Deplorável essa primeira rodada da Copa América. Jogos sofríveis tecnicamente e grandes jogadores abaixo da crítica. Esperava bem mais nesse início de competição. Uruguai e Colômbia foram as grandes decepções. A "Celeste" passou um aperto danado para vencer a Jamaica, e a Colômbia, com seu "quadrado mágico", formado por James Rodríguez, Cuadrado, Falcao e Bacca, não conseguiu vencer a Venezuela na partida de estreia. Vamos ver se teremos melhores jogos nas próximas rodadas.

- A situação do Vasco no Campeonato Brasileiro evidencia como os Estaduais enganam na hora de fazermos uma avaliação sobre determinado time. Embalado por vitórias contra equipes pequenas e sob o mantra de "O Respeito Voltou", o Gigante da Colina se sagrou Campeão Carioca. Porém, "na hora do vamo vê", percebemos que há uma diferença absurda entre os regionais e o Brasileirão. Doriva está começando a sentir a pressão de comandar um gigante como o Vasco da Gama. Os torcedores estão na cobrança por reforços, e Eurico Miranda está percebendo que apenas ganhar do Flamengo não é o necessário para trazer alegria para os vascaínos. Do jeito que está, o caminho da nau cruzmaltina pode ser a Segunda Divisão.


Matheus Brum nascido e criado em Juiz de Fora, jornalista em formação pela Universidade Federal de Juiz de Fora, e desde criança, apaixonado pelo Flamengo e por esportes. Atualmente é escritor do blog "Entre Ternos e Chuteiras", estagiário da Rádio CBN Juiz de Fora e editor e apresentador do programa Mosaico é nascido e criado em Juiz de Fora.

Matheus Brum Matheus Brum 15/06/2015

A mediocridade da Seleção

No dicionário, a palavra "medíocre" significa comum, mediano e modesto. E qualquer um desses adjetivos qualifica exatamente o que é a Seleção Brasileira hoje, um time comum.

A equipe do técnico Dunga venceu, num sufoco danado, o Peru por 2 a 1 na estreia da Copa América, mas ficou longe de jogar um futebol minimamente técnico. Talvez, pedir habilidade e talento para um time comandado por Dunga, conhecido por sua garra e disposição dentro e fora de campo, seja muito. Porém, é assustador perceber que atualmente temos uma "Neymardependência".

Na partida desse domingo, todos os lances de perigo tiveram a participação do artilheiro da última Uefa Champions League. Contudo, é extremamente perceptível que em vários momentos, o camisa 10 não tem com quem jogar, já que sabe que seus parceiros não tem talento o suficiente para desequilibrar uma partida.

Diego Tardelli foi muito mal durante todo o tempo que esteve em campo, não acertando praticamente nada que tentou ao longo da peleja, evidenciando que não tem a menor condição de vestir a 9. Do outro lado, Willian não consegue ser o jogador incisivo que a Seleção precisa para tirar de Neymar a obrigação de desequilibrar um jogo. A entrada de Douglas Costa também não mudou esse panorama, já que o jogador do Shaktar Donetsk, mesmo fazendo o gol da vitória, perdeu um tento cara-a-cara com o goleiro Gallese, e não jogou bem.

Fora os problemas com os parceiros de ataque de Neymar, a Seleção de Dunga tem um outro problema: não tem um articulador de jogadas. Essa tarefa também fica a cargo do jogador do Barcelona. Sem Oscar, que sequer foi convocado e Phillipe Coutinho, que sentiu um problema muscular nas vésperas da estreia, Dunga resolveu escalar um meio de campo com Fernandinho, Elias e Fred, o que deixou a seleção sem qualidade na transição meio de campo-ataque.

Não sou um daqueles nostálgicos que cobram o velho futebol arte brasileiro, mas depois de tudo que aconteceu na Copa do Mundo de um ano atrás, era preciso uma Seleção que tivesse um padrão, que buscasse o jogo, que chamasse a responsabilidade, e que acima de tudo, não dependesse de um único jogador. Neymar é fantástico, genial e deixou para trás todas as dúvidas que tínhamos no seu início de carreira. Só que colocar nele toda a responsabilidade de vermos bons jogos da Seleção Canarinho evidencia como estamos em um processo de penúria do nosso futebol. Já previa isso, mas depois da partida contra o Peru, tenho certeza que será uma competição sofrida. Que os "deuses do futebol" protejam nosso "menino de ouro" para que nenhum mal lhe acometa ao longo da Copa América, justamente para não presenciarmos mais um vexame do nosso futebol depois de um ano do inesquecível jogo contra a Alemanha.

Outros destaques

- Deplorável essa primeira rodada da Copa América. Jogos sofríveis tecnicamente e grandes jogadores abaixo da crítica. Esperava bem mais nesse início de competição. Uruguai e Colômbia foram as grandes decepções. A "Celeste" passou um aperto danado para vencer a Jamaica, e a Colômbia, com seu "quadrado mágico", formado por James Rodríguez, Cuadrado, Falcao e Bacca, não conseguiu vencer a Venezuela na partida de estreia. Vamos ver se teremos melhores jogos nas próximas rodadas.

- A situação do Vasco no Campeonato Brasileiro evidencia como os Estaduais enganam na hora de fazermos uma avaliação sobre determinado time. Embalado por vitórias contra equipes pequenas e sob o mantra de "O Respeito Voltou", o Gigante da Colina se sagrou Campeão Carioca. Porém, "na hora do vamo vê", percebemos que há uma diferença absurda entre os regionais e o Brasileirão. Doriva está começando a sentir a pressão de comandar um gigante como o Vasco da Gama. Os torcedores estão na cobrança por reforços, e Eurico Miranda está percebendo que apenas ganhar do Flamengo não é o necessário para trazer alegria para os vascaínos. Do jeito que está, o caminho da nau cruzmaltina pode ser a Segunda Divisão.


Matheus Brum nascido e criado em Juiz de Fora, jornalista em formação pela Universidade Federal de Juiz de Fora, e desde criança, apaixonado pelo Flamengo e por esportes. Atualmente é escritor do blog "Entre Ternos e Chuteiras", estagiário da Rádio CBN Juiz de Fora e editor e apresentador do programa Mosaico é nascido e criado em Juiz de Fora.