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    Comércio deve ter incremento de até 20% com vendas de artigos de Carnaval Itens estão cerca de 10% mais caros em comparação com o ano passado, com exceção dos importados, que se mantêm ou apresentam preços mais baixos

    Aline Furtado
    Repórter
    7/2/2011
    Loja

    Comerciantes que trabalham com artigos de Carnaval esperam incremento entre 15% e 20% nas vendas, devido à proximidade da Folia de Momo, que será comemorada entre os dias 5 e 8 de março. A procura já é percebida nas lojas de Juiz de Fora. "O movimento fica mais intenso nos quinze dias que antecedem o Carnaval. Quem deixar as compras para a última hora corre o risco de não encontrar alguns itens", afirma a sócia-proprietária de uma loja da cidade, Terezinha Moysés.

    Ela lembra que, no ano passado, chegaram a faltar serpentina e spray de espuma. "Mas a tendência de deixar as compras para depois pode ser explicada pelo fato de as pessoas estarem comprando, agora, tecidos, deixando os acessórios mais para frente."

    A novidade deste ano é que os produtos estão cerca de 10% mais caros com relação ao ano passado. "A alta está presente em quase todos os artigos, com exceção dos importados, que não subiram, aliás, uns chegam a custar menos, devido à estabilidade do dólar", explica o sócio-proprietário de outra loja de aviamentos e artigos de Carnaval, Leomário Cysneiros. Terezinha acrescenta que entre os itens que mais subiram de preço estão o confete e a serpentina, em função do preço do papel.

    As máscaras estão entre os artigos mais vendidos e, segundo os comerciantes, a grande procura tem sido por fantasias da presidente Dilma Rousseff, do deputado federal Tiririca e do jogador de futebol Ronaldinho Gaúcho. "Encomendei, na primeira remessa, duas dúzias de máscaras do Tiririca e acabou tudo em pouco tempo. Esta semana receberemos mais 60 máscaras do político", explica Cysneiros, acrescentando que aguarda, ainda, 120 máscaras do jogador de futebol. "Tínhamos, desde o ano passado, algumas da Dilma, mas, como ela passou por transformação física, a expectativa é pela chegada da nova máscara da presidente." Ainda com relação às fantasias, o comerciante afirma que monstros e super-heróis são muito procurados para crianças.

    Além das máscaras, os consumidores procuram por fantasias infantis, como de bailarina, de colombina, de pirata e de índio, além de itens como marabus, paetês, chapéus, cordões havaianos, sapatilhas, entre outros. A antropóloga, Leila Amaral, conta que está em fase de pesquisa para compor a fantasia que vai usar em uma festa de Carnaval organizada por sua família. "Quero me fantasiar de Lady Gaga. Então, procurei referências para criar a fantasia e estou pesquisando variedades e preços no comércio de Juiz de Fora."

    Vendas para a região

    O incremento nos negócios deve-se às vendas que são efetuadas a foliões de cidades da região. "As escolas de Juiz de Fora acabam comprando muita coisa em São Paulo. Vendemos muito para blocos e escolas de cidades como Bicas e Rio Novo, por exemplo", destaca Cysneiros. Confirmando a procura por foliões de municípios da região, o carnavalesco da Escola de Samba Porto do Samba, de Astolfo Dutra, Jorge Marques Moreira, conta que vem a Juiz de Fora pelo menos duas vezes para efetuar as compras de Carnaval.

    "Como já sabemos do que precisamos e as lojas onde compramos todo ano, fica fácil. Com um mês de antecedência, levamos a maioria dos artigos. Depois, voltamos para buscar o itens que passaram a ser necessários com o passar do tempo." Confirmando a informação dos comerciantes, Moreira diz que os preços estão mais altos em comparação com 2010. Entre os artigos procurados pelo carnavalesco estão marabus, plumas, E.V.A., pedras para bordados etc.

    Folia nas escolas

    O fato de o Carnaval ser comemorado, este ano, no mês de março é visto com bons olhos pelos comerciantes. "Se o Carnaval cai antes do início das aulas, perdemos as vendas que podem ser efetuadas em função das comemorações carnavalescas nas escolas", afirma Cysneiros. Segundo pesquisa realizada, recentemente, pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Juiz de Fora (CDL/JF) com comerciantes da cidade, o aumento médio nas vendas deverá ser de 20% e o incremento tem relação direta com a volta às aulas cerca de um mês antes da folia.

    Os textos são revisados por Thaísa Hosken

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