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    Segunda-feira, 30 de janeiro de 2012, atualizada às 18h26

    Final do período de férias aquece movimento em papelarias e livrarias

    Aline Furtado
    Repórter
    Papelaria

    Os últimos dias do mês de janeiro são marcados pelo fim do período de férias escolares. Com isso, é normal que papelarias e livrarias registrem aumento no movimento de pais e filhos que deixam para a última hora as compras dos itens da lista de material escolar.

    "Passada a segunda quinzena do mês de janeiro, a gente já começa a registrar uma mudança expressiva no movimento. E, com o passar dos dias, a expectativa de fluxo vai ficando cada vez maior", revela o gerente de uma papelaria, Silvanir José de Santana.

    Segundo ele, a loja trabalha com a previsão de aumento na procura pelos materiais escolares de 5% em comparação com o mesmo período do ano passado. "Trabalhamos com este percentual, mas é claro que se ultrapassar será muito mais vantajoso." Já a gerente de uma livraria, Maria Fernanda da Costa, aposta em aumento de movimento equivalente a 15%. "Nós já começamos a perceber maior procura logo que vira o ano. Na medida em que o final das férias vai se aproximando, a busca cresce ainda mais."

    Lojas lotadas desagradam

    Para a dona de casa Kelly Cristina da Silva, o fato de ter deixado para a última hora tem trazido incômodo. "Como viajamos no início do ano, acabamos deixando as compras para agora. Nunca mais repito esta experiência, afinal, as lojas estão lotadas e fica difícil escolher os produtos."

    Já a contadora Raquel Venâncio afirma ter deixado apenas alguns itens da lista para serem comprados na última hora. "Vim e decidi muita coisa sozinha, mas minha filha faz questão de resolver alguns detalhes, por isso voltei só agora, no final do mês. Mas não compensa porque é muito estressante, já que demoramos mais para escolher os produtos, sem falar nas filas, que estão imensas."

    Necessidade de itens

    O Procon de Juiz de Fora alerta os consumidores sobre a importância da informação, da qualidade e da análise da real necessidade de cada item. "Hoje, existe uma grande diversidade de produtos e marcas, sendo, portanto, a qualidade e o preço os maiores diferenciais. Levar as crianças para a compra é uma atitude que deve ser evitada. Elas são seduzidas pelos desenhos e personagens, e isso agrega valor ao produto, mas nem sempre é sinônimo de qualidade", destaca o superintendente do órgão, Eduardo Schröder.

    Confira algumas dicas para economizar
    • Algumas papelarias vendem no atacado. Assim, combinar com os pais ou responsáveis de outros alunos de fazer a compra juntos pode ser uma maneira de economizar ainda mais;
    • A escola não pode exigir que o material escolar seja comprado na própria instituição. Tal conduta é proibida pelo artigo 39 do Código de Defesa do Consumidor, por ser considerada "venda casada". O colégio também não pode determinar as marcas específicas que devem ser usadas. A obrigação da escola é fornecer a lista, para que os responsáveis possam pesquisar e escolher os melhores preços e condições no comércio;
    • A escola é responsável por oferecer os materiais de uso coletivo. Por isso, não podem exigir que os alunos comprem de forma individual materiais como giz, grampos, papel higiênico, fitas adesivas e materiais de limpeza;
    • O momento de pagar requer atenção. Observe as formas de parcelamento, se estão embutidos juros ou acréscimos, e, se possível, opte sempre pelo pagamento à vista, que pode gerar mais descontos. Exija sempre o cupom fiscal, que é a garantia da compra e de seus direitos.

    Os textos são revisados por Mariana Benicá

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