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    Amanda Beloti Amanda Beloti 1/07/2015

    Hérnia de Disco: entenda as causas, sintomas e tratamentos

    A hérnia ocorre quando alguma estrutura do corpo de desloca para fora do local que deveria estar. Portanto, uma hérnia de disco é quando parte de um disco intervertebral sai de sua posição normal e comprime as raízes nervosas que vem da medula espinhal.

    Este problema é mais comum nas regiões lombar e cervical, por serem áreas mais expostas ao movimento e que suportam mais carga. A presença das costelas na região torácica estabiliza mais a coluna, impedindo movimentos mais bruscos entre as vértebras.

    Os discos intervertebrais têm esse nome pela sua forma (discal) e sua localização entre cada vértebra. São constituídos por um tecido cartilaginoso e elástico, e têm como função principal evitar o atrito entre as vértebras, permitindo um movimento suave e correto entre elas, equilibrando e distribuindo as cargas incidentes na coluna uniformemente sobre eles.

    A presença do disco suaviza e permite o movimento perfeito entre as vértebras, sem gerar atrito entre elas. O disco vertebral é composto por anéis fibrosos (aspecto semelhante ao cortar uma cebola ao meio) que envolvem uma "bolinha", chamada núcleo pulposo.

    Nesta imagem vista de cima, observamos os anéis fibrosos protegendo o núcleo. É possível ver também onde passa a medula espinhal, e os nervos (em amarelo) saindo dela. Como veremos mais à frente, a hérnia comprime esses nervos, causando dor.

    A hérnia de disco acontece principalmente por desgaste, causado por uso repetitivo. O desgaste pelo tempo pode ser o mais comum, mas forçar os músculos das costas para levantar pesos muito altos pode ser também um desencadeador da doença. Como causa mais rara, estão os traumas, que podem ser causados por acidentes ou injúrias.

    São fatores de risco para desenvolvimento de uma hérnia:

    • Envelhecimento natural do disco, conforme o passar da idade
    • Excesso de peso ao fazer atividade física
    • Má postura ao carregar cargas
    • Obesidade
    • Movimentos de repetição no trabalho, que exijam muito dos músculos das costas
    • Sedentarismo
    • Quedas e traumas sobre a coluna

    Às vezes as hérnias não causam sintomas, mas na maioria dos pacientes elas causam dores insuportáveis. A dor será concentrada de acordo com a área acometida.

    Os principais sintomas são:

    • Dor nos braços (hérnia cervical) ou nas pernas (hérnia lombar)
    • Prostração
    • Sensação de formigamento nos braços (hérnia cervical) ou nas pernas (hérnia lombar)
    • Sensação de fraqueza nos músculos que são inervados pela raiz nervosa comprimida pela hérnia

    O mapa abaixo mostra qual raiz nervosa é responsável pela inervação de qual parte do corpo:

    A hérnia causada por desgaste do disco vai acontecendo da seguinte forma (não necessariamente passando por todos os estágios, podendo agravar e pular alguma etapa): primeiramente, pela compressão em excesso, ocorre um abaulamento do disco com desidratação do mesmo.

    Podemos ver o disco desidratado entre a 5ª vértebra lombar e a 1ª sacral, em um exame de ressonância nuclear magnética (RNM).

    Persistindo a degeneração do disco, sem tratamento, ocorre a protrusão do núcleo pulposo, que é o centro do disco:

    Protrusões dos discos entre as vértebras Lombares 1 e 2; 2 e 3; 3 e 4, marcados pelas setas. Em branco, o saco dural, preenchido de líquor (onde estão os nervos finais da medula espinhal, "embebidos" em um líquido chamado líquor). Neste estágio, já começa a haver certa compressão com alguns sintomas.

    Mantida a compressão e degeneração do disco, sem tratamento, ocorre a formação da hérnia, onde o núcleo pulposo "estoura e vaza para fora" do anel fibroso (em rosa).

    Hérnia de disco lombar circulada, entre Lombar 5 e Sacral 1. No disco acima, temos uma protrusão discal, estágio anterior à formação da hérnia.

    Imagem real de uma hérnia de disco.

    Em último caso, ocorre o sequestro do disco, que é quando as fibras se rompem completamente e o núcleo migra pro canal medular. Além de compressão e dor, ocorre uma inflamação importante e alteração no quadro sensitivo e motor do paciente. É a fase mais grave.

    Procure auxílio médico caso você sinta uma dor forte e persistente nas costas, se tiver sensação de dormência nos braços ou nas pernas, perda de movimento, fraqueza, alterações de sensibilidade ou de hábitos urinários e intestinais.

    O médico fará o diagnóstico através do seu histórico, do exame clínico e de exames complementares que ele solicitar.

    O tratamento para hérnia de disco é um período CURTO de repouso (indicado pelo médico) com medicamentos analgésicos (também prescritos pelo médico – EVITE AUTOMEDICAÇÃO!!!) seguido de fisioterapia. A maioria das pessoas que segue à risca as orientações médicas e fisioterápicas fica sem sintomas e retorna às suas atividades normais dentro de certo tempo. A cirurgia é utilizada como último recurso, no caso de sequestro do disco vertebral.

    A melhor fase para se entrar com o tratamento de fisioterapia é, sem dúvida, quando o disco está começando a desidratar, pois as atividades e os exercícios físicos prescritos com orientação de um FISIOTERAPEUTA vão aumentar a hidratação deste disco novamente, evitando que progrida para a próxima fase.

    Na fase de protrusão discal, o tratamento de fisioterapia busca "voltar" o núcleo para o meio do disco, reequilibrando as forças e as cargas incidentes sobre ele. Outro objetivo no tratamento é cessar a causa da protrusão discal, pra que este núcleo não fique "indo e vindo", fazendo novas protrusões a todo o momento. Porém, dependendo do tempo de compressão nervosa, a protrusão pode já ter causado danos nervosos irreversíveis. Neste caso, o objetivo do fisioterapeuta passa a ser, mais ainda, deixar o paciente assintomático. Porém crises podem ocorrer. Mas nada que não consiga ser colocada sob controle num tratamento interdisciplinar bom entre médico e fisioterapeuta. A comunicação entre os profissionais é de extrema importância pra recuperação total do paciente. Uma boa pedida é o Método Pilates, acompanhado por um FISIOTERAPEUTA o tempo todo, pois é uma atividade que oferece baixo impacto e fortalecimento com alongamento.


    Amanda Beloti é fisioterapeuta graduada em 2009 pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Cursa Especialização em Fisioterapia Traumato-Ortopédica pela mesma instituição. Instrutora Internacional de Pilates pela Pilates Plus (autorizada pela Associação Norte-Americana de Pilates). Sócia-proprietária do Consultório de Fisioterapia e Pilates STUDIO A. Saiba mais.

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