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    Anunciada a primeira morte suspeita de gripe A na cidade Foi registrada, ainda, a morte cerebral de uma mulher, também suspeita de ter sido provocada pela doença

    Aline Furtado
    Repórter
    14/8/2009

    O Comitê Municipal de Enfrentamento à Influenza A (H1N1) anunciou, na tarde desta sexta-feira, dia 14, a primeira morte suspeita de gripe suína na cidade. Trata-se de um homem de 48 anos, natural de Juiz de Fora e residente na cidade do Rio de Janeiro há alguns anos, que estava internado no Hospital de Pronto-Socorro (HPS). Ele deu entrada no hospital no dia seguinte a sua mudança para a cidade, em data não informada.

    De acordo com o subsecretário de Vigilância Epidemiológica, Ivander Mattos Vieira, o paciente apresentava sintomas característicos da gripe A. A coleta do material para exame não foi realizada devido ao fato de ter passado o prazo limite, que é de seis dias. "É possível que ele tenha contraído o vírus ainda quando estava no Rio de Janeiro", aponta o subsecretário.

    Foi anunciada, ainda, a morte cerebral de uma mulher, de 34 anos, que deu à luz, na madrugada desta sexta-feira, uma criança que passa bem e não apresenta sintomas da gripe suína. A mulher, internada no Hospital Doutor João Penido, está em estado grave e seu quadro é irreversível.

    Conforme os dados divulgados, a cidade contabiliza, hoje, 34 casos suspeitos, cujos pacientes estão internados, sendo seis em Unidade de Terapia Intensiva e 28 em enfermarias, incluindo uma gestante, hospitalizada no Hospital Doutor João Penido. Além dos três casos confirmados esta semana pelo Comitê, nove casos suspeitos apresentaram resultado negativo para a gripe A. 

    Ivander informou, ainda, que, por medida de prevenção, 50% das cirurgias eletivas estão suspensas a fim de que leitos estejam disponíveis no caso de necessidade de atendimento a pacientes com sintomas da gripe suína.

    A Fundação Ezequiel Dias (Funed) passará a realizar, na próxima segunda-feira, dia 17, os exames laboratoriais dos pacientes com suspeita da gripe A.

    Licença para gestantes

    O secretário de Administração e Recursos Humanos, Vitor Valverde, informou que as servidoras grávidas da administração direta e indireta serão afastadas do trabalho, por 15 dias, a partir da próxima segunda-feira, dia 17. "A medida está sendo tomada pela Prefeitura de Juiz de Fora e a recomendação é que empregadores do setor privado também tomem esta precaução devido à alta morbidade de gestantes com sintomas da gripe A."

    De acordo com o secretário, não existe um dado referente ao número de servidoras grávidas que entrarão em licença. "Sabe-se apenas que a Secretaria de Educação conta com cerca de cem grávidas a serem afastadas", afirma.

    Determinações e orientações

    O subsecretário de Vigilância Epidemiológica, Ivander Mattos Vieira, destacou que está mantida a determinação que limita o número de 800 pessoas para qualquer tipo de evento, seja ele aberto ou fechado. Os proprietários de estabelecimentos e produtores de eventos devem estar atentos às orientações referente aos cuidados de higiene a serem tomados.

    Na tarde desta sexta-feira, fiscais de postura do município e guardas municipais receberam orientações a respeito das ações de fiscalização a serem tomadas.

    No caso de eventos fechados, a ocupação deverá ficar limitada a 70% da capacidade do local, respeitando laudo a ser expedido pelo Corpo de Bombeiros. "Esta determinação se aplica a qualquer tipo de evento, seja ele de caráter social, religioso, cultural ou esportivo. Assim, templos religiosos, jogos de futebol, cinemas, casa noturnas, entre outros, deverão se adequar". A medida estará em vigor, no município, durante os próximos 15 dias. Enquanto isso, será feita uma avaliação da necessidade de prorrogação ou não da norma. O não cumprimento da determinação poderá acarretar a cassação do alvará de funcionamento do local onde o evento é promovido.

    A orientação, segundo Ivander, é que a população tenha consciência, evitando aglomerações e tomando as medidas de higiene necessárias, a fim de que a disseminação seja combatida. "O uso de máscara é indicado para casos em que a pessoa já está contaminada", acrescenta. Segundo o subsecretário de Urgência e Emergência, Cláudio Reiff, em espaços públicos, o vírus é transmitido mais facilmente pelas mãos. "As pessoas acreditam que o contágio se dá por vias respiratórias, mas as mãos são o meio facilitador. Por isso, não é necessário o uso da máscara como forma de evitar contrair a doença".

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    Os textos são revisados por Madalena Fernandes

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