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    Sexta-feira, 23 de outubro de 2009, atualizada às 19h44

    Índice de infestação de dengue aumenta na cidade em comparação com o ano passado

    Aline Furtado
    Repórter

    Os resultados do Levantamento do Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa), que foi finalizado na última terça-feira, 20 de outubro, indicaram um aumento no Índice de Infestação Predial (IIP) na cidade de Juiz de Fora, ou seja, no número de focos do mosquito da dengue. Em outubro de 2009, o IIP encontrado foi de 1,75%, enquanto no LIRAa realizado em outubro do ano passado, foi índice foi de 0,64%. O dado encontrado este ano é considerado alto pelo Ministério da Saúde, que avalia como seguros os índices inferiores a 1%.

    Foram visitados 6.157 imóveis, distribuídos em 187 bairros, divididos em 17 áreas. Deste total, 60 bairros apresentaram a presença do mosquito vetor da dengue, o que equivale a 32%. Do total de imóveis vistoriados, 108 apresentaram depósitos com a presença do Aedes aegypti, sendo identificados 120 criadouros positivos para o mosquito.

    Com relação aos bairros pesquisados, foi verificada a permanência da presença do vetor em regiões como a Leste e a Norte, áreas onde historicamente sempre se encontrou o mosquito. Foi percebido ainda um aumento considerável na Zona Oeste. "Iremos enfatizar nossas ações onde houve maior infestação."

    Os bairros que apresentaram maior índice foram Linhares, Grajaú, Alto Grajaú, Nossa Senhora Aparecida, São Tarcísio, Ladeira e Manoel Honório, com percentual de 4,07%. Outros locais que apresentaram índices elevados, segundo o LIRAa, foram Barreira do Triunfo, Vila Esperança, Distrito Industrial, Santa Tereza, Nova Benfica e Santa Cruz, com índice de 3,68%. Além disso, Mariano Procópio, Democrata, Borboleta, Jardim Glória, Santa Catarina, Vale do Ipê, Bosque do Imperador e Nossa Senhora de Fátima (ver mapas) apresentaram percentual de 3,45%.

    Durante o levantamento, foi constatado que, entre os criadouros preferenciais, estão os recipientes móveis, como vasos, frascos, pingadeiras e bebedouros, que representam 31%. Os depósitos fixos, como tanques em obras e borracharias, calhas e lajes contabilizaram 23%. Recipientes plásticos, garrafas, latas e sucatas em geral somaram 18%. Pneus representaram 13%. O restante engloba depósitos localizados ao nível do solo, como barris, tinas, tambores, tanques e poços, além de caixas d'água ligadas à rede. "A partir destes resultados, podemos enfatizar a necessidade da participação da população no combate ao mosquito, acabando com possíveis criadouros."

    Para Ivander, os resultados demonstram que é preciso realizar um trabalho que integre ações dos 119 agentes da Vigilância Sanitária, de profissionais da saúde e da população, além de serem definidas parcerias com instituições de ensino, Polícia Militar e Exército. "Pretendemos lançar uma campanha para que proprietários efetuem a limpeza dos lotes vagos. Além disso, pretendemos escolher, entre as escolas, o Fiscal Mirim, que atuará na orientação das pessoas."

    O subsecretário anunciou a compra de 13 veículos pela Secretaria de Saúde (SS), além da adequação dos equipamentos utilizados pelos agentes. "As dificuldades logísticas estão sendo sanadas para que o trabalho seja realizado de forma intensa durante todo o ano, embora a maior incidência de casos seja entre janeiro e maio." Segundo Ivander, a expectativa é de que o controle definitivo seja apresentado entre os meses de maio a junho do próximo ano.

    O LIRAa, que é realizado três vezes ao ano, apresentou, em janeiro de 2009, índice de 2.75%. Em março, o resultado apontou o percentual de 3.51%.

    Doença

    De acordo com informações da SS, o número de casos de dengue apresentou uma redução de mais de 40% na cidade, em comparação com os meses de janeiro a outubro do ano passado. Juiz de Fora tem, hoje, 266 casos de dengue. Deste total, 233 são autóctones, quando a contaminação ocorreu no município. O pico de infestação é no mês de março.

    Os textos são revisados por Madalena Fernandes

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