Sexta-feira, 21 de maio de 2010, atualizada às 17h37

Médicos da AMAC querem garantir saque imediato do FGTS após demissão coletiva

Clecius Campos
Repórter

Diante da proposta da Prefeitura de pagar as verbas rescisórias aos médicos do Programa de Saúde da Família (PSF) em 12 parcelas, o Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora estuda a possibilidade de garantir o saque imediato do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), mesmo sem o recebimento total dos acertos. Os profissionais ligados à Associação Municipal de Apoio Comunitário (AMAC) serão demitidos coletivamente e readmitidos pela Secretaria de Saúde (SS).

De acordo com o presidente do sindicato, Gilson Salomão, a intenção é marcar uma reunião tripartite, entre a Secretaria de Administração e Recursos Humanos (SARH), a Associação Municipal de Apoio Comunitário (AMAC) e a entidade, para definir a melhor forma de garantir a retirada do benefício. "Já que os médicos irão receber parceladamente, pelo menos deve ser estudada uma forma de diminuir o prejuízo. O sindicato já enviou ofício à administração municipal a fim de agendar o encontro."

Enquanto isso, os sindicalistas produzem uma carta aberta à população a fim de esclarecer a situação pela qual passa a classe médica que trabalha no Sistema Único de Saúde (SUS). "Nesse documento, explicaremos por que há carência de médicos nas Unidades Básicas de Saúde e no Pronto-Socorro e as causas das faltas dos profissionais." No último 14 de maio, o Portal ACESSA.com divulgou o número de reclamações contra o SUS na cidade. Segundo levantamento da Ouvidoria de Saúde, a média de reclamações relacionadas às ausências e atrasos de profissionais da saúde chega a 30 por semana.

Os textos são revisados por Madalena Fernandes

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