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    Seis Uaps prontas para medicar com fitoterápicosLaboratório de manipulação de medicamento natural estará operando no primeiro trimestre de 2011. População irá escolher entre remédio natural e industrializado

    Pablo Cordeiro
    Repórter
    9/09/2010

    Uma verba no valor de R$ 144 mil foi conseguida pela Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) para a instalação de um laboratório de manipulação de medicamentos fitoterápicos no município. Os medicamentos naturais, como são amplamente conhecidos, serão alternativas para os usuários da rede básica de saúde à partir do primeiro trimestre de 2011. Seis Unidades de Atenção Primária a Saúde (Uaps) já têm profissionais capacitados para a prescrição dos remédios.

    Essas Uaps - Parque Guarani, Borboleta, Olavo Costa, Furtado de Menezes, São Benedito e Nossa Senhora Aparecida (ver mapas)- terão os medicamentos em estoque a partir do momento em que o laboratório começar a operar as demandas. De acordo com o atendimento clínico prestado pelo médico e identificação da possibilidade do tratamento através dos fitoterápicos, a alternativa será ofertada ao paciente. Cada Uaps irá receber, inicialmente, 80 vidros de medicamentos.

    A primeira parte da verba, no valor de R$ 48 mil, já foi liberada pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES/MG) e o restante será liberado após visita técnica de uma equipe especializada da SES no dia 17 de setembro. Com o dinheiro em caixa, será dado início ao processo licitatório para as obras no laboratório. A reforma terá início na segunda quinzena de outubro ou início de novembro. O laboratório irá funcionar no bairro Linhares. Esse incentivo contemplou outros quatro municípios: Belo Horizonte, Nova Lima, São João del-Rei e Betim.

    "A Secretaria de Agropecuária irá produzir as mudas e iremos manipulá-las no laboratório", introduz a chefe do Departamento de Práticas Integrativas e Complementares da Secretaria de Saúde (SS), Nélida Assine Ayub. Ela explica que pequenos produtores irão cultivar as plantas, para que os profissionais do laboratório selecionem e sequem, a fim de produzirem os medicamentos manipulados. Produtos como xarope de guaco, cápsulas de substâncias e tinturas são exemplos da produção.

    De acordo com Nélida, um projeto de fitoterápicos já existiu em Juiz de Fora no período de 2003 e 2005. A capacitação dos profissionais das seis primeiras Uaps se deu nessa época. "A população aceitou muito bem, mas como não tinha produção constante mensal, teve que terminar", destaca Nélida. O volume inicial de plantas vai girar em torno de 1,2 Kg para cada planta.

    Tratamento natural e Farmácia Viva

    Nesse primeiro momento, 11 plantas - camomila, capim limão, carquela, espinheira santa, guaco, transsagem, gingco biloba, cava-cava, hipérico, erva baleeira e tassiflora - serão manipuladas pelo laboratório. Com a produção, calmantes para queixas menores, anti-inflamatórios, xaropes para ação no sistema digestivo e aparelho respiratório estarão disponíveis para o público.

    De acordo com o professor de Botânica da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e coordenador do "Seminário sobre fitoterapiana atenção básica à saúde" (confira mais informações abaixo), Daniel Pimenta, o fitoterápico tem várias possibilidades, principalmente se utilizados na atenção básica de saúde. "Servem como expectorantes e agem em doenças crônicas e brandas, como gripe e tosse. Com a utilização na rede primária, o atendimento na rede secundária e hospitais pode diminuir", exemplifica.

    Outro ponto destacado por Pimenta é a Farmácia Viva, local não implementado em Juiz de Fora onde plantas medicinais são cultivadas e prescritas lá mesmo. Nesse modelo de estabelecimento de saúde, diferente do laboratório de fitoterapia, o atendimento é realizado com o acompanhamento de botânicos, farmacêuticos, nutricionistas, médicos e enfermeiros. "Por causa dessa gama de profissionais, receitas para a saúde bucal ou uso tóxico também são prescritas. A farmácia é autossustentável." O professor ressalta que esse modelo já é usado em Betim, Ipatinga, Brasília e Fortaleza.

    Para onde foi a verba de R$ 160 mil?

    No final de dezembro de 2009, o Portal ACESSA.com divulgou que uma verba de R$ 160 mil iria reestruturar o programa de fitoterapia e possibilitar a construção de um laboratório especializado para o plantio, a secagem e a distribuição de chás e remédios. A primeira parcela do valor teria sido liberada em dezembro de 2009 e a segunda chegaria em março de 2010. A perspectiva de término das obras do laboratório seria para agosto desse ano. Ainda foi divulgado que a inclusão dos medicamentos nas Uaps teria início em outubro daquele mesmo ano. As informações foram repassadas pela própria Secretaria de Saúde, no entanto, Nélida desconheceu os dados divulgados.

    Seminário
    Nos dias 10 e 11 de setembro será realizado o "Seminário sobre fitoterapiana atenção básica à saúde", no Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). A inscrição é gratuita e pode ser feita no primeiro dia do evento. A programação conta com palestras, mesas-redondas e debates. Entre os palestrantes convidados estão profissionais da área de saúde dos municípios de Fortaleza (CE), Betim (MG), Brasília (DF), Ipatinga (MG) e Belo Horizonte (MG). Eles irão apresentar o modelo da Farmácia Viva nessas cidades. Outras informações pelo telefone (32) 2102-3207.

    Os textos são revisados por Thaísa Hosken

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