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    Colesterol: entenda como ele age no corpo humano

    O paciente fumante tem um risco muito maior que o que tem o colesterol alto

    Lucas Soares
    Repórter
    8/08/2014

    O colesterol, ao mesmo tempo em que é tão necessário para o bom funcionamento do corpo humano, quando em excesso pode prejudicar a saúde de um paciente. Isso porque existem dois tipos da gordura: o HDL e o LDL, conhecidos popularmente como bom colesterol e mau colesterol, respectivamente. Por isso, segundo a medicina, para manter-se com níveis aceitáveis, é necessário se alimentar corretamente e praticar exercícios físicos. Dia Nacional de Controle do Colesterol é celebrado no dia 8 de agosto.

    Segundo o cardiologista Darlam Kneipp, é importante saber a diferença dos dois tipos de colesterol. "O HDL, que é o bom colesterol, vai contribuir para limpar o mau colesterol, o LDL, de circulação", diz. Para Kneipp, é possível saber se um paciente tem um fator de risco com propensão a infartar ou ter um derrame. E um desses fatores é a presença de colesterol elevado. "A pessoa que tem o colesterol elevado tem muito mais chance de ter um infarto do que a pessoa que tem o colesterol normal, no entanto, é importante salientar que não basta só ter o nível normal. Existem outros fatores que contribuem. O paciente fumante tem um risco muito maior que o que tem o colesterol alto. O hipertenso, o diabético que não controla a glicose, o obeso e o que não faz atividade física", garante.

    Apesar disso, o colesterol não é um inimigo no corpo humano. Ele tem diversas funções, como constituir a membrana das células, revestir as estruturas intracelulares, a fabricação de hormônios e composição da vitamina D, essencial para os ossos e para o crescimento. Mas, como todo excesso faz mal, o colesterol elevado pode determinar o entupimento dos vasos. "Todos precisam de colesterol para viver, todas as células e hormônios tem colesterol. Por isso, é preciso ter um reeducação alimentar, evitando alimentos como frituras, aqueles com grande teor de gordura. Mas as farinhas e os açúcares também se transformam em gordura dentro do próprio organismo. Existem quatro pó brancos que são inimigos do homem hoje: o sal, o açúcar, a farinha e a cocaína", explica o cardiologista.

    Para o médico, o nível ideal de colesterol, dentro da população adulta, é que o número não ultrapasse a 200mg/mL. "O colesterol bom, quanto mais alto, melhor. Ele tem que ser superior a 45mg/mL nos homens e acima de 55mg/mL nas mulheres. Já o mau colesterol não deve ultrapassar 130mg/mL, em ambos os sexos. Quando a gente faz o exame de sangue e mede o colesterol total, medimos também o triglicérides, que não deve ultrapassar 150mg/mL. Os níveis de LDL, quanto menores, melhor. A gente observa que quanto menor o colesterol, menor a chance de problemas cardiovasculares. Cada dia que passa estamos diminuindo o nível mínimo exigindo de colesterol. A medicina não confirma que quanto menor o índice, é melhor", comenta.

    Sintomas

    O grande problema apontado pelo médico é que o colesterol elevado é assintomático na maioria da população. "Você pode estar com colesterol de 400mg/mL e não sentir nada. Por isso a gente acha que a partir dos 20 anos é importante fazer um exame clínico para dosar o colesterol, a glicose e outros exames de rotina. Ele é muito silencioso, é preciso controle", fala.

    De acordo com o médico, obesidade não é sinônimo de colesterol alto. "A gente tem o Jô Soares, que é uma pessoa obesa, e constantemente declara em entrevistas que seu nível de colesterol é baixo. Isso acontece porque é o fígado que controla o metabolismo da gordura e existem pessoas que eliminam essas gorduras com mais facilidade do que outras. Tenho pacientes magros, que fazem atividades físicas, que por herança familiar têm o colesterol alto e outros obesos em que o colesterol é baixo. Não existe essa relação, mas evidentemente que contribui, já que a pessoa obesa tem mais tendência a ter triglicérides elevados, mas não é uma regra", explica.

    Atenção às crianças

    Na população, muitas pessoas acham que crianças e adolescentes, por terem índices de colesterol baixo, também devem ter atenções. "Os pais que tem histórico familiar de colesterol alto, devem levar os filhos para fazer exames bem cedo, porque ainda na adolescência pode estar com nível alto. É muito bom tomar cuidado também", conclui.

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