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    Terça-feira, 10 de março de 2015, atualizada às 16h57 e às 17h52

    Secretário de Saúde de Juiz de Fora pede exoneração do cargo

    laerte

    O secretário de Saúde da Prefeitura de Juiz de Fora, José Laerte Barbosa (foto ao lado), pediu demissão ao prefeito Bruno Siqueira, alegando motivos pessoais e dificuldades que impedem que o Sistema Único de Saúde (SUS) seja universal. A informação foi divulgada na tarde desta terça-feira, 10 de março. O novo titular da pasta será anunciado em breve, segundo a nota.

    Esse já é o terceiro secretário que pede exoneração do cargo, em menos de um ano. Em abril de 2014, o então diretor do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (Demlurb), André Luiz Zatorre Medeiros, pediu demissão do órgão. Em agosto, o advogado Sérgio Rocha assumiu a Secretaria de Atividades Urbanas, substituindo Basileu Tavares.

    Em nota, Larte se pronunciou: "Quero informar à população de Juiz de Fora que nesta data deixo a Secretaria de Saúde do município. Foram mais de 2 (dois) anos de muito trabalho, muita dedicação e empenho da equipe que escolhi para essa jornada. Não foi fácil começar do ponto em que encontramos o SUS em Juiz de Fora. Conseguimos muitos avanços na Atenção Primária, na Regulação dos Serviços dos prestadores, na Vigilância em Saúde, na Saúde Mental e na recuperação de algumas Unidades de Saúde que se encontravam sucateadas.

    Nesse período foi dada uma nova estrutura administrativa à Secretaria, com a reestruturação da Atenção Primária, criação de novos departamentos e a Subsecretaria de Orçamento e Finanças, além das Gerências das UAPS, que passaram a ser remuneradas. Em todos esses avanços tivemos o apoio do Prefeito Bruno Siqueira, a quem sou grato pela confiança.

    Muitos são os motivos que me levaram a deixar o cargo nesse momento. Alguns de ordem pessoal e familiar. A crise financeira que assola o país- com consequências também ao município de Juiz de Fora-  compromete qualquer possibilidade de garantia da Assistência do SUS que queremos. Exemplo mais recente foi a interdição de setores do Hospital de Pronto Socorro, cujos os quais, já vínhamos tentando equacionar há meses sem sucesso. Consequência disso é o lado mais pernicioso para a gestão que é a judicialização das demandas do cidadão. A judicialização acaba com a Equidade, compromete a integralidade da assistência e desorganiza todo o planejamento e orçamento da saúde.

    Tenho orgulho dos trabalhadores da Saúde. Muitos anônimos mas imprescindíveis naquilo que fazem para a população ter os serviços que precisa. Ao Conselho Municipal de Saúde que, mesmo nas divergências de proposições, sempre foi zeloso com seu dever no controle social.Continuo minha jornada como médico da Secretaria de Estado da Saúde e da FHEMIG onde assumirei minhas funções como psiquiatra."

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