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    Exército começa a atuar nas vistorias das casas na segunda-feira

    Em janeiro, já foram confirmados 183 novos casos de dengue em Juiz de Fora. O número tem preocupado a população

    Angeliza Lopes
    Repórter
    16/01/2016
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    A atuação efetiva dos 70 soldados do Exército nas ações de combate ao mosquito Aedes aegypti começa na próxima segunda-feira, 18 de janeiro, na Região Norte de Juiz de Fora. Eles serão divididos em 10 equipes, sendo cada equipe com seis militares para as vistorias e um líder, acompanhados por 20 agentes de endemias empenhados na região para as visitar, inicialmente, as residências dos bairros Esplanada, Monte Castelo e Carlos Chagas. O balanço parcial de janeiro, divulgado pela Secretaria de Saúde, com dados fechados até esta sexta, 15, mostra que já foram notificados 194 novos casos de dengue na cidade, sendo 183 confirmados e 11 aguardando resultado.

    Do dia 11 a 15 de janeiro, as equipes estiveram em treinamento teórico e prático para integrarem o combate à dengue. Ao todo, serão 230 soldados direcionados para os trabalhos, em três agrupamentos para janeiro, fevereiro e março. O coordenador de endemias, Juvenal Marques Franco, conta que na segunda e terça, 11 e 12, os militares passaram por aulas teóricas sobre metodologia de trabalho em campo e educação em saúde, com orientações de como entrar na casa e conversar com morador, além das orientações comuns. A etapa teve apoio da Superintendência Regional de Saúde e supervisores de endemia da Prefeitura.

    "Na quarta, 13, foi feito treinamento prático de eliminação de focos do mosquito no Cemitério Municipal, e na quinta e sexta, 14 e 15, aulas práticas nos quartéis e Vila Militares. Lembrando que continuam os trabalhos nas outras regiões do município, com outras equipes de agentes de endemia, de grupos que atuam em pontos estratégicos, que precisam de retorno de 15 em 15 dias. Além dos profissionais que atendem as denúncias e os casos de bloqueio, que são casas com casos de suspeita de dengue", explica.

    Como em outros municípios, Juiz de Fora vai seguir a indicação do governo de Minas Gerais e suspender a realização do 1º Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) de 2016. Conforme Franco o governo Estadual já chegou a conclusão que as cidades mineiras estão com infestação e já foi possível sinalizar as áreas de maior infestação, desta forma a não realização libera os agentes para atuarem na eliminação dos focos, através das vistorias nos imóveis.

    Denúncias

    Para denunciar, solicitar vistoria ou tirar dúvidas a população pode entrar em contato com as equipes de combate à dengue pelo telefone (32) 3690-7290. O morador Heider Marsicano denuncia um possível criadouro de mosquitos transmissores da dengue em um terreno cercado na rua Barão de Cataguases, no bairro Santa Helena, próximo onde mora. Ele conta que vem tentando apoio da Secretaria de Atividades Urbanas (SAU) e da Defesa Civil desde dezembro, mas não conseguiu resolver o problema. "É muito mato alto, telha e outros objetos acumulando água. Já tivemos casos de dengue na nossa região e por isso ficamos mais preocupados", explica.

    Com medo dos grandes números de casos, os juiz-foranos também têm usado as redes sociais para denunciar locais com acumulo de entulho e água parada. Um deles foi o terreno do Castelinho dos Fallet, na esquina da rua Espírito Santo com a avenida Itamar Franco, no Centro. O imóvel em ruínas tem toda a extensão tomada por lixo e entulhos. Outra denúncia postada em páginas do Facebook foi a do prédio administrativo do Demlurb, fundos do refeitório, na avenida Francisco Valadares 1000, Vila Ideal.

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    O coordenador de endemia diz que no caso do Castelinho dos Fallet, os agentes só aguardam a autorização do proprietário para que as equipes possam entrar no local, já na rua Barão de Cataguases a equipe ficou de enviar agentes ainda na sexta, 15. A assessoria da SAU explica que o proprietário já foi notificado para o concerto da cerca, limpeza e manutenção do terreno. Mesmo que a notificação tenha sido enviada no dia 28 de dezembro, o prazo passa a contar a partir da data de recebimento, por isso a notificação ainda está dentro do prazo.

    Já no caso do Demlurb, a assessoria responde através de nota que o local apresentado nas imagens é uma "área de transbordo de veículos inservíveis, que são monitorados e retirados periodicamente pelo departamento. Nesta sexta-feira, 15, foi iniciada a retirada de alguns veículos, que é feita necessariamente com a ajuda de caminhões guinho e munck. Todo o serviço deve ser concluído até a próxima segunda-feira, 18.

    Juvenal esclarece que quando são feitas denúncias, os agentes de endemia vão até o local e fazem a vistoria e orientação do morador quando as medidas necessárias a serem tomadas, como puxar água parada com o rodo, tampar a caixa d'água, retirar entulhos. Em casos de foco, também são feitos combates com o inseticida. "Outra situação são os terrenos. Quando são baldios, entramos e fazemos a eliminação, mas se tiver murado ou cercado, precisamos da autorização do proprietário para entrar. Neste caso, pedimos ajuda a outros departamentos para que possamos orientá-los ou, até mesmo, notificá-lo".

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