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    Ana Stuart Ana Stuart 14/8/2012

    Transtornos invisíveis

    MulherTranstorno é a contrariedade, contratempo, alienação. No Código Internacional de Doenças (CID), este termo é usado para indicar doença ou enfermidade, indicando a existência de um conjunto de sintomas ou comportamentos clinicamente reconhecível e associados a sofrimento e interferência com funções pessoais.

    Os transtornos mentais são os conflitos ou desvios que acometem as pessoas, normalmente sem sinais físicos aparentes. Quem, na família, não possui um caso de transtorno mental leve, moderado ou grave?

    Nós, muitas vezes, não conseguimos mensurar o que nos ocorre de transtorno, sofremos sem perceber que os prejuízos causados por este transtorno poderiam ser muito menores no caso de conhecimento e da ajuda de profissionais habilitados. Nossa teimosia, medo ou preguiça nos leva à psicofobia, que é o medo de medicação e tratamento corretos.

    Existem transtornos que, atualmente, estão sendo reconhecidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS), como o Trastorno do Déficit de Atenção (TDAH), com ou sem hiperatividade. A pessoa que possui vários sintomas associados à falta de atenção e concentração passa por prejuízos incalculáveis ao longo da vida, incluindo os familiares.

    Antigamente, falava-se que se tratava de uma pessoa relapsa, preguiçosa e desatenta, acentuando o sacrifício de se auto-organizar no tempo e no espaço. Este transtorno deveria ser diagnosticado na infância, quando os prejuízos escolares, sociais e familiares começam a ocorrer.

    Por falta de informação, pais e profissionais dirão - no caso do hiperativo - que é uma criança esperta, sapeca e cheia de saúde, quando, na verdade, esta criança não para quieta, não consegue se concentrar, é motivo de comparação com irmãos e amigos mais aplicados. E, à medida em que vai crescendo, os sintomas vão piorando e trazendo mais prejuízos como perda de objetos, esquecimento constante, labilidade de humor, dificuldade de conseguir ficar quieto na sala de aula, de passar de ano, passar no vestibular, passar no exame de habilitação, passar em concurso, se fixar emocionalmente em um relacionamento, consequentemente, autoestima baixa.

    Por fim, a ansiedade é tanta que quando for experimentar o álcool, a maconha ou outro tipos de droga, correrá o risco de sentir tanto alívio, que o levará a embarcar nesta onda "como se fosse um remédio para o seu elevado nível de ansiedade".

    Existe também o caso de TDAH sem hiperatividade, o chamado desatento, aparentemente calmo, também muito inteligente, mas totalmente desatento e aéreo, sendo considerado o calmo da turma, mas, na verdade, mal cabe dentro de si mesmo de tanta ansiedade. Trabalho fixo e parado, nem pensar, relacionamento pessoal, muitas vezes, sem apego ou emoção, também não está isento de se apaixonar pelo álcool e drogas, também pela falta de serotonina e noradrenalina no cérebro.

    Por isto, é usado o termo transtorno invisível, pois trata-se de um transtorno difícil de ser diagnosticado e pouco palpável, que costuma vir acompanhado de outros transtornos, o que piora ainda mais a situação. Mas não deixa de ser um transtorno biopsicosocial.

    Se você acha que possui este transtorno, torne-o visível, busque um profissional habilitado e pare de achar que são características do seu signo.



    Ana Stuart
    é psicóloga e terapeuta familiar.

    Os autores dos artigos assumem inteira responsabilidade pelo conteúdo dos textos de sua autoria. A opinião dos autores não necessariamente expressa a linha editorial e a visão do Portal ACESSA.com

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