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    Os sons do século XVII em Juiz de Fora

    Atraindo cada vez mais adeptos para a música erudita, Orquestra Barroca se apresenta no Theatro Municipal no dia 15. Grupo se prepara para gravar o 14º CD

    Raphael Placido
    Repórter
    10/07/2013

    O espaço era o Teatro Pró-Música, no Centro de Juiz de Fora. Mas o tempo era outro, bem distante. Acompanhar o ensaio da Orquestra Barroca, que se apresenta no Cine Theatro Central nesta segunda-feira, 15 de julho, é voltar alguns séculos atrás, em algum lugar nos anos 1600. Regida por Luís Otávio Santos, a orquestra conta com quatro solistas vocais e 27 músicos, todos tocando instrumentos da época.

    Nesta quarta-feira, 10, o grupo realizou um ensaio para a gravação do seu 14º CD. A gravação da Orquestra Barroca já se tornou uma tradição do Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga, que acontece todos os anos em Juiz de Fora. Para este ano, está sendo preparado um álbum com uma das obras mais aclamadas do cenário erudito. Pela primeira vez no Brasil será feita uma gravação do Réquiem, de Mozart, com instrumentos barrocos. Além disso, abrilhantando ainda mais a apresentação, o Conjunto Calíope vai emprestar suas vozes, unindo o coro à orquestra.

    Além de regente da Orquestra, Luís Otávio Santos, que atua com as mais conceituadas formações de música barroca no mundo, é o diretor artístico do festival. Ele explica como será a edição deste ano, que acontece entre os dias 14 e 28 deste mês. "Estávamos querendo algo especial, e veio a ideia de juntar a orquestra com o coro Calíope, de Rio de Janeiro. Será a primeira gravação brasileira do Réquiem, de Mozart, com instrumentos de época. Queremos deixar marca para o concerto, gravando uma obra que é um marco na história da música", afirma.

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    Meta é a gradual popularização da música erudita

    "As pessoas não têm noção do quanto Mozart está presente na vida delas. A abrangência vai desde toques de celular até músicas que só os grandes especialistas conhecem". Com esta frase, Luís Otávio Santos sintetiza bem o cenário musical erudito nos dias de hoje. Para ele, o fundamental é ampliar o acesso, o leque de oportunidades para que aquelas pessoas que ainda não tiveram contato com este tipo de música possa de familiarizar e apreciar. 

    Para o regente, a maior frequência de concertos é a melhor opção para despertar, cada vez mais, o gosto pela música nas pessoas. "Temos acompanhado que, a cada ano, aumenta a procura pelo Festival. O Theatro Municipal fica sempre lotado. O que estamos fazendo é plantar uma semente, para colher frutos nas próximas gerações", explica.

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    Instrumentos raros: estudo não é só musical, mas também histórico

    Nove violinos barrocos; três violas barrocas; três sacabuxas; dois cellos barrocos; dois violones; dois corni di basseto; dois fagotes clássicos; dois trompetes naturais; um tímpano e um órgão. Praticamente todos estes instrumentos, que compõem a orquestra, são desconhecidos para o público que não acompanha o cenário da música erudita.

    O regente explica que não apenas os instrumento são diferentes de uma orquestra tradicional. A forma de execução também demanda uma pesquisa histórica, além da musical. "O instrumentário é bastante diferente. Todos têm cordas de tripa, por exemplo. O músico, para chegar neste nível, precisa de vários anos não só de treino com o instrumento, mas de um estudo histórico. Toda a fabricação e manutenção dos instrumentos é especializada. É um segmento à parte", finaliza Luís Otávio. 

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