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    Processos criativos do audiovisual dão o tom da Mostra de Cinema de Tiradentes

    A 17ª edição da mostra homenageia o ator Marat Descartes e propõe uma discussão sobre as novas formas de se fazer cinema

    Eduardo Maia
    Repórter
    25/01/2014
    cinema

    Emoção e sensibilidade marcaram a noite de abertura da 17ª Mostra de Cinema de Tiradentes, na última sexta-feira, 24 de janeiro, na cidade mineira. A homenagem ao ator Marat Descartes e a proposta de discussão dos processos criativos de produção audiovisual, deram o tom de um dos principais eventos de divulgação do cinema independente do Brasil, abrindo a temporada do cinema brasileiro em 2014.

    Até o próximo sábado, 1º de fevereiro, o festival exibirá 134 filmes brasileiros em pré-estreias nacionais – 29 longas, 4 médias e 101 curtas. As produções são de 16 estados brasileiros: Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Paraíba, Pernambuco, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Sergipe, Maranhão, Distrito Federal e Amazonas que estão distribuídos em 54 sessões de cinema em três espaços de exibição.

    A discussão que deve nortear todas as atrações do festival se baseia nos processos criativos de produção audiovisual. "Os processos não param. Essa engrenagem que move, reage, e acontece representa também o espaço da subjetividade, da criação, das percepções, da responsabilidade em exibir a criação das imagens geradoras de descobertas. De lentes originais e independentes, que estimulam novos olhares, que provocam reflexões, que se apropriam do mundo para projetar a beleza e a intensidade da mente humana", propôs a coordenadora geral do evento, Raquel Hallak.

    Raquel ainda enalteceu as distintas formas como o cinema vem se revelando nos últimos tempos, propondo aprofundar esta discussão nos dias do festival. "Vamos tecer os diferentes modos como se organizam as tramas da criação, os percursos de seus artistas, vividas no espaço e no tempo, de suas ideias e incertezas, de suas lógicas e intervenções, de suas vontades e interpretações. O que é revelado durante estes nove dias de programação não pode ser ignorado, marginalizado. São verdadeiros diamantes lapidados por seus artistas, que merecem ser assistidos, apreciados, refletidos e difundidos."

    Homenagem

    A edição deste ano presta uma homenagem ao ator paulistano Marat Descartes. Nascido em 1975 e formado em letras e artes cênicas na USP. Reúne, em seus 20 anos de carreira, uma bagagem de 40 filmes, peças e minisséries. Além da atuação, é diretor de um único curta, Uma Confusão Cotidiana (2006).

    Convidado a homenagear o amigo de longa data, o ator Gero Camilo (foto), reconheceu o trabalho do ator Marat. "Durante estes 20 anos que conheço o meu amigo Marat, em nenhum momento vi seu olho duvidar de que seu corpo pede outra vida, mas outras tantas que ele possa passar. E haverá neste olho o mesmo Marat. Marat é um excelente colhedor de obras. Ele sente o cheiro da fruta boa, do cálice sagrado, da chuva fresca, do vento certo, a peça boa e, mas que tudo, da providência dos dias, vai atrás dela", teceu, em vídeo apresentado ao público.

    Aluna da Escola de Arte Dramática, da Universidade de São Paulo (USP), da mesma turma de Marat e Camilo, a atriz Paula Cohen, também prestou a sua homenagem ao ator. "Firmamos uma cumplicidade na arte e na vida. O Marat tem algo muito próprio na forma de se entregar a cada composição. E é lindo e contagiante ver a sua paixão. Marat é um daqueles que te transporta como que pela mão e te leva para dentro da ficção e lá te apresenta junto com a trama os desdobramentos da mente humana."

    Com poucas palavras, Marat destacou a importância de familiares e amigos para a consolidação do seu trabalho. "Eu já passei por momentos fortes na minha carreira, como o tapete vermelho em Cannes e em Gramado. Mas acho que uma emoção como a de hoje eu nunca tive. Porque vocês proporcionaram isso: a minha família inteira, os meus melhores amigos. Eu só preciso dedicar às minhas paixões, meus familiares. Muito obrigado mesmo, de coração", concluiu.

    Além do inédito Quando Eu Era Vivo, exibido na abertura do festival a mostra exibirá outros trabalhos protagonizados por Marat Descartes: o longa Uma Dose Violenta de Qualquer Coisa, de Gustavo Galvão; o média E Além de Tudo me Deixou Mudo o Violão, de Anna Muylaert. Os curtas 145, de Gero Camilo, A Caminho de Casa, de Paula Szutan e Renata Terra, e Fala Comigo Agora!, de Karina Ades e Joaquim Lino. A programação inclui ainda a única incursão de Marat Descartes na direção, o curta Uma Confusão Cotidiana.

    Matéria produzida em Tiradentes

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