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    Voluntária cria ONG de apoio a pessoas com deficiênciaEm menos de um ano a fundação Somar Brasil já atendeu mais de mil pessoas. Os trabalhos são feitos por meio de encontros informais, reuniões e palestras

    Jorge Júnior
    Repórter
    19/5/2011
    thais

    "A partir do momento que o deficiente conhece os seus desafios e aprende a lidar com eles, as barreiras são derrubadas e o cidadão segue em frente", destaca a jornalista Thaís Altomar, que em 2008 teve a ideia de fundar a organização não governamental (ONG) Somar Brasil.

    Thaís, que teve paralisia na infância, começou a juntar esforços com mais quatro voluntários para criar a associação. Do início do projeto até os dias atuais, o que estava no papel foi ganhando forma, endereço e apoiadores. Essa recompensa é comemorada pela voluntária. "A melhor coisa de ser um voluntário é saber que a gente pode melhorar a cidade em que vivemos."

    Com a vontade de fazer diferente, a fundadora da Somar Brasil relata que o objetivo era fazer algo inovador e trabalhar com a ideia de que atos que parecem preconceito podem ser sinal de falta de conhecimento sobre a diversidade. "Por isso, é preciso mostrar como lidar com tanta diversidade de pessoas e suas deficiências. O intuito é que a população conheça os seus direitos."

    Segundo a coordenadora do projeto, o serviço do voluntário é ensinar às pessoas a se aceitarem. "Na verdade, nada será como antes, mas isso não quer dizer que vai ser melhor ou pior, só vai ser diferente. É necessário que a pessoa tenha o impulso e busque outros desafios."

    Somar Brasil

    Com garra e força de vontade, Thaís, em 2010, consolidou o projeto e ergueu a Somar Brasil. Para a elaboração da instituição, o grupo visitou fundações não só em Juiz de Fora, mas também em outras cidades. "Pensamos em uma entidade diferente das que existiam em Juiz de Fora. Nosso objetivo é encaminhar os deficientes para as fundações específicas de acordo com cada necessidade." Todos os atendimentos clínicos também são direcionados.

    Para que esse trabalho seja feito, a ONG conta com a parceria de outras instituições da cidade. Segundo Thaís, a Somar é um local onde cada um expõe o que pensa, fala dos problemas e temores e busca soluções, em conjunto. Os trabalhos da associação são feitos por meio de encontros informais, reuniões, trabalho corpo a corpo e palestras. Desde o início do funcionamento, mais de mil atendimentos foram realizados pela associação.

    Atividades desenvolvidas

    Atualmente, cinco trabalhos são oferecidos pela fundação. "Desenvolvemos o apoio à pessoa, visando a integração da família e do próprio portador de necessidade especial." De acordo com Thaís, quando a família descobre que existe um deficiente em casa, é necessário um período de adaptação. "É necessário mostrar a diferença de cada pessoa e buscar novos desafios. Queremos minimizar os problemas e inserir o cidadão na sociedade."

    A Somar Brasil também presta serviços de orientação jurídica gratuitamente, orientando os cidadãos dos seus direitos. "O objetivo é ampliar esse atendimento e esclarecer as dúvidas." Outra atividade que a ONG oferece é o esporte, por meio de parcerias com Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e com a Prefeitura. Segundo a fundadora, os atletas já ganharam medalhas nas atividades. Entre as modalidades mais comuns está o futebol de bocha.

    Serviços de prevenção também são realizados à comunidade, por meio do teste do pezinho, do olhinho, da orelhinha, além da conscientização da importância da vacina oral contra a poliomielite. "Algumas mães não sabem da importância desses exames nas crianças. Se a deficiência for constatada antes, ela pode ser diminuída ou até mesmo curada."

    Orientações sobre o mercado de trabalho, com ações de capacitação de deficientes e adaptação da empresa também são desenvolvidos. Segundo a voluntária, em Juiz de Fora, o mercado para os portadores de necessidades especiais está crescendo, mas ainda falta capacitação e também adaptação por parte das empresas.

    Falta comunicação para os deficientes

    "A cidade precisa ser mais inclusiva, onde as pessoas conheçam as diferenças, de fato." Segunda Thaís, o que falta é uma comunicação. "Acessibilidade não é só na rampa, no elevador ou nas calçadas. É preciso saber se a rampa está instalada no local ideal, se o cardápio do restaurante, o nome da rua ou de alguma estátua está em braile."

    A Somar Brasil atende na avenida dos Andradas, 1.333, das 13 às 17h, de segunda a sexta, no Morro da Glória.

    Os textos são revisados por Thaísa Hosken

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