Lucas Soares Lucas Soares 22/04/2014

Isso não é futebol...

Se você achava que, ao começar as Séries A e B do Brasileirão, a polêmica envolvendo Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Fluminense e Portuguesa terminaria, se enganou. Na última sexta-feira, 18 de abril, com 17 minutos do jogo entre a Joinville x Portuguesa, um mandado judicial retirou o time paulista de campo sob ameça de prisão do presidente da Portuguesa. E, novamente, a vaga na primeira divisão do Campeonato Brasileiro da Série A voltou à tona horas depois da Lusa anunciar que iria desistir e disputar a segunda divisão. Após uma série de polêmicas, este é só mais um capítulo de uma injusta briga de poderes. E ainda terão muitos outros pela frente.

A bem da verdade é que não dá mais pra pensar no que se tornou o futebol brasileiro, principalmente em um ano de Copa do Mundo. A incerteza em relação ao futuro dos campeonatos, a liberdade que qualquer um tem para entrar na justiça e parar um planejamento de um time, dos torcedores que vão ao estádio e zilhões de outros fatores nos faz questionar várias coisas, principalmente se há necessidade disso tudo.

A confusão instalada pela CBF e pelo STJD em dezembro passado foi a causa de toda essa bagunça. Se o delegado do jogo que a confederação coloca na beira do gramado servisse pra alguma coisa, jogadores suspensos não poderiam ser escalados. Ou talvez, se a lei fosse melhor interpretada e não houvesse tantas brechas para uma absolvição ou uma condenação, como já surgiram milhares de teorias envolvendo o caso.

Aparentemente, a grande prejudicada nessa história toda é a Portuguesa. Temos um vice-presidente jurídico que pediu as contas após o presidente dizer que o time vai à campo, mesmo com uma liminar mandando não ir. Temos o mesmo presidente aceitando a Série B, mas outros membros da diretoria querendo a Série A e dizendo que vão lutar por isso. Temos um STJD querendo a exclusão do time da Série B, e sabe-se lá que outras sanções serão aplicadas.

Não dá pra acusar time A, B ou C de estar envolvido em toda essa tramoia. Na minha opinião, a grande culpada disso tudo é a CBF, dona de um sistema arcaico que gerou toda essa confusão. Se alguém tiver provas de que o Fluminense ou o Flamengo está metido nisso, por favor, manda pra cá que eu publico na hora.


Lucas Soares é natural de Juiz de Fora, é jornalista formado pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora em dezembro de 2012 e apaixonado por futebol. Atualmente, é aluno de pós-graduação em Jornalismo Multiplataforma na Universidade Federal de Juiz de Fora, Repórter no portal Acessa.com e Editor-chefe do blog Flamengo em Foco. Já atuou em veículos impressos da cidade e como assessor de imprensa na PJF e na Câmara Municipal.

Lucas Soares Lucas Soares 22/04/2014

Isso não é futebol...

Se você achava que, ao começar as Séries A e B do Brasileirão, a polêmica envolvendo Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Fluminense e Portuguesa terminaria, se enganou. Na última sexta-feira, 18 de abril, com 17 minutos do jogo entre a Joinville x Portuguesa, um mandado judicial retirou o time paulista de campo sob ameça de prisão do presidente da Portuguesa. E, novamente, a vaga na primeira divisão do Campeonato Brasileiro da Série A voltou à tona horas depois da Lusa anunciar que iria desistir e disputar a segunda divisão. Após uma série de polêmicas, este é só mais um capítulo de uma injusta briga de poderes. E ainda terão muitos outros pela frente.

A bem da verdade é que não dá mais pra pensar no que se tornou o futebol brasileiro, principalmente em um ano de Copa do Mundo. A incerteza em relação ao futuro dos campeonatos, a liberdade que qualquer um tem para entrar na justiça e parar um planejamento de um time, dos torcedores que vão ao estádio e zilhões de outros fatores nos faz questionar várias coisas, principalmente se há necessidade disso tudo.

A confusão instalada pela CBF e pelo STJD em dezembro passado foi a causa de toda essa bagunça. Se o delegado do jogo que a confederação coloca na beira do gramado servisse pra alguma coisa, jogadores suspensos não poderiam ser escalados. Ou talvez, se a lei fosse melhor interpretada e não houvesse tantas brechas para uma absolvição ou uma condenação, como já surgiram milhares de teorias envolvendo o caso.

Aparentemente, a grande prejudicada nessa história toda é a Portuguesa. Temos um vice-presidente jurídico que pediu as contas após o presidente dizer que o time vai à campo, mesmo com uma liminar mandando não ir. Temos o mesmo presidente aceitando a Série B, mas outros membros da diretoria querendo a Série A e dizendo que vão lutar por isso. Temos um STJD querendo a exclusão do time da Série B, e sabe-se lá que outras sanções serão aplicadas.

Não dá pra acusar time A, B ou C de estar envolvido em toda essa tramoia. Na minha opinião, a grande culpada disso tudo é a CBF, dona de um sistema arcaico que gerou toda essa confusão. Se alguém tiver provas de que o Fluminense ou o Flamengo está metido nisso, por favor, manda pra cá que eu publico na hora.


Lucas Soares é natural de Juiz de Fora, é jornalista formado pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora em dezembro de 2012 e apaixonado por futebol. Atualmente, é aluno de pós-graduação em Jornalismo Multiplataforma na Universidade Federal de Juiz de Fora, Repórter no portal Acessa.com e Editor-chefe do blog Flamengo em Foco. Já atuou em veículos impressos da cidade e como assessor de imprensa na PJF e na Câmara Municipal.

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Lucas Soares Lucas Soares 22/04/2014

Isso não é futebol...

Se você achava que, ao começar as Séries A e B do Brasileirão, a polêmica envolvendo Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Fluminense e Portuguesa terminaria, se enganou. Na última sexta-feira, 18 de abril, com 17 minutos do jogo entre a Joinville x Portuguesa, um mandado judicial retirou o time paulista de campo sob ameça de prisão do presidente da Portuguesa. E, novamente, a vaga na primeira divisão do Campeonato Brasileiro da Série A voltou à tona horas depois da Lusa anunciar que iria desistir e disputar a segunda divisão. Após uma série de polêmicas, este é só mais um capítulo de uma injusta briga de poderes. E ainda terão muitos outros pela frente.

A bem da verdade é que não dá mais pra pensar no que se tornou o futebol brasileiro, principalmente em um ano de Copa do Mundo. A incerteza em relação ao futuro dos campeonatos, a liberdade que qualquer um tem para entrar na justiça e parar um planejamento de um time, dos torcedores que vão ao estádio e zilhões de outros fatores nos faz questionar várias coisas, principalmente se há necessidade disso tudo.

A confusão instalada pela CBF e pelo STJD em dezembro passado foi a causa de toda essa bagunça. Se o delegado do jogo que a confederação coloca na beira do gramado servisse pra alguma coisa, jogadores suspensos não poderiam ser escalados. Ou talvez, se a lei fosse melhor interpretada e não houvesse tantas brechas para uma absolvição ou uma condenação, como já surgiram milhares de teorias envolvendo o caso.

Aparentemente, a grande prejudicada nessa história toda é a Portuguesa. Temos um vice-presidente jurídico que pediu as contas após o presidente dizer que o time vai à campo, mesmo com uma liminar mandando não ir. Temos o mesmo presidente aceitando a Série B, mas outros membros da diretoria querendo a Série A e dizendo que vão lutar por isso. Temos um STJD querendo a exclusão do time da Série B, e sabe-se lá que outras sanções serão aplicadas.

Não dá pra acusar time A, B ou C de estar envolvido em toda essa tramoia. Na minha opinião, a grande culpada disso tudo é a CBF, dona de um sistema arcaico que gerou toda essa confusão. Se alguém tiver provas de que o Fluminense ou o Flamengo está metido nisso, por favor, manda pra cá que eu publico na hora.


Lucas Soares é natural de Juiz de Fora, é jornalista formado pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora em dezembro de 2012 e apaixonado por futebol. Atualmente, é aluno de pós-graduação em Jornalismo Multiplataforma na Universidade Federal de Juiz de Fora, Repórter no portal Acessa.com e Editor-chefe do blog Flamengo em Foco. Já atuou em veículos impressos da cidade e como assessor de imprensa na PJF e na Câmara Municipal.