Lucas Soares Lucas Soares 29/02/2016

O futebol é um esporte coletivo!

Todo mundo que acompanha o futebol sabe que é o objetivo é de ganhar uma partida. Em algumas ocasiões, claro, a individualidade se sobressai, assim como em outros esportes coletivos, mas é necessário lembrar sempre que o foco primordial é a vitória do seu time, independente de vaidades pessoais.

Neste final de semana, tivemos dois exemplos que chamaram atenção da imprensa. Um a nível mundial e outro nacional: Na Espanha, após a partida entre Atlético de Madrid e Real Madrid, Cristiano Ronaldo criticou os reservas de sua equipe afirmando que "se todos tivessem meu nível, estaríamos em primeiro". Ele tenta explicar a polêmica. Irá se reunir com os companheiros de equipe, mas ficou um clima ruim no vestiário, segundo a imprensa de lá.

Já no Brasil, apesar da goleada do Flamengo por 5 a 0 sobre o Resende, e dos dois gols de Emerson Sheik, faltou jogo coletivo ao atleta rubro-negro em duas oportunidades. Na primeira dela, logo no início do segundo tempo, Marcelo Cirino finalizou e a bola entraria. Sheik empurrou para as redes - em posição legal, mas o árbitro apontou impedimento do atleta. Já na reta final da partida, o atacante ganhou na corrida do zagueiro, ficou cara a cara com o goleiro e tinha, à sua direita, Guerrero sozinho e sem goleiro para marcar. Chutou mal, em cima do arqueiro, e desperdiçou uma ótima chance da equipe.

O problema desses dois atletas é que não é a primeira vez que isso acontece. Sheik, frequentemente, opta pela individualidade ao invés de buscar o passe. Lances que irritam a torcida (basta acompanhar um lance a lance pelo Twitter) e não agregam em mais nada a fama do atleta de 37 anos. Parece um boicote ao companheiro de ataque, o mais bem pago do grupo. Talvez até um pouco de inveja, vai saber...

Já CR7, o segundo melhor jogador do mundo, abusa pelas jogadas individuais. Com uma qualidade infinitamente melhor do que Sheik, o atacante português está sempre lá, para garantir que tudo ocorra como planeja. No entanto, sua enorme vaidade atrapalha. No sábado, enquanto o Atlético marcava, CR7 se via no telão do estádio. Parece até brincadeira!

Os dois, claros, são exemplos. Existem vários outros jogadores "fominhas" por aí, precisando aprender que no futebol, quando se ganha, ganham todos e, quando se perde, perde o time inteiro. Um título coletivo vale mais no currículo do que um brilho individual...


Lucas Soares é natural de Juiz de Fora, jornalista formado pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora em dezembro de 2012 e pós-graduado em Jornalismo Multiplataforma na Universidade Federal de Juiz de Fora. Apaixonado por futebol e repórter no portal Acessa.com. Já atuou em veículos impressos da cidade, como assessor de imprensa na PJF e na Câmara Municipal e foi editor-chefe do blog Flamengo em Foco por dois anos e sete meses.

Os autores dos artigos assumem inteira responsabilidade pelo conteúdo dos textos de sua autoria. A opinião dos autores não necessariamente expressa a linha editorial e a visão do Portal ACESSA.com

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Lucas Soares Lucas Soares 29/02/2016

O futebol é um esporte coletivo!

Todo mundo que acompanha o futebol sabe que é o objetivo é de ganhar uma partida. Em algumas ocasiões, claro, a individualidade se sobressai, assim como em outros esportes coletivos, mas é necessário lembrar sempre que o foco primordial é a vitória do seu time, independente de vaidades pessoais.

Neste final de semana, tivemos dois exemplos que chamaram atenção da imprensa. Um a nível mundial e outro nacional: Na Espanha, após a partida entre Atlético de Madrid e Real Madrid, Cristiano Ronaldo criticou os reservas de sua equipe afirmando que "se todos tivessem meu nível, estaríamos em primeiro". Ele tenta explicar a polêmica. Irá se reunir com os companheiros de equipe, mas ficou um clima ruim no vestiário, segundo a imprensa de lá.

Já no Brasil, apesar da goleada do Flamengo por 5 a 0 sobre o Resende, e dos dois gols de Emerson Sheik, faltou jogo coletivo ao atleta rubro-negro em duas oportunidades. Na primeira dela, logo no início do segundo tempo, Marcelo Cirino finalizou e a bola entraria. Sheik empurrou para as redes - em posição legal, mas o árbitro apontou impedimento do atleta. Já na reta final da partida, o atacante ganhou na corrida do zagueiro, ficou cara a cara com o goleiro e tinha, à sua direita, Guerrero sozinho e sem goleiro para marcar. Chutou mal, em cima do arqueiro, e desperdiçou uma ótima chance da equipe.

O problema desses dois atletas é que não é a primeira vez que isso acontece. Sheik, frequentemente, opta pela individualidade ao invés de buscar o passe. Lances que irritam a torcida (basta acompanhar um lance a lance pelo Twitter) e não agregam em mais nada a fama do atleta de 37 anos. Parece um boicote ao companheiro de ataque, o mais bem pago do grupo. Talvez até um pouco de inveja, vai saber...

Já CR7, o segundo melhor jogador do mundo, abusa pelas jogadas individuais. Com uma qualidade infinitamente melhor do que Sheik, o atacante português está sempre lá, para garantir que tudo ocorra como planeja. No entanto, sua enorme vaidade atrapalha. No sábado, enquanto o Atlético marcava, CR7 se via no telão do estádio. Parece até brincadeira!

Os dois, claros, são exemplos. Existem vários outros jogadores "fominhas" por aí, precisando aprender que no futebol, quando se ganha, ganham todos e, quando se perde, perde o time inteiro. Um título coletivo vale mais no currículo do que um brilho individual...


Lucas Soares é natural de Juiz de Fora, jornalista formado pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora em dezembro de 2012 e pós-graduado em Jornalismo Multiplataforma na Universidade Federal de Juiz de Fora. Apaixonado por futebol e repórter no portal Acessa.com. Já atuou em veículos impressos da cidade, como assessor de imprensa na PJF e na Câmara Municipal e foi editor-chefe do blog Flamengo em Foco por dois anos e sete meses.

Os autores dos artigos assumem inteira responsabilidade pelo conteúdo dos textos de sua autoria. A opinião dos autores não necessariamente expressa a linha editorial e a visão do Portal ACESSA.com

Lucas Soares Lucas Soares 29/02/2016

O futebol é um esporte coletivo!

Todo mundo que acompanha o futebol sabe que é o objetivo é de ganhar uma partida. Em algumas ocasiões, claro, a individualidade se sobressai, assim como em outros esportes coletivos, mas é necessário lembrar sempre que o foco primordial é a vitória do seu time, independente de vaidades pessoais.

Neste final de semana, tivemos dois exemplos que chamaram atenção da imprensa. Um a nível mundial e outro nacional: Na Espanha, após a partida entre Atlético de Madrid e Real Madrid, Cristiano Ronaldo criticou os reservas de sua equipe afirmando que "se todos tivessem meu nível, estaríamos em primeiro". Ele tenta explicar a polêmica. Irá se reunir com os companheiros de equipe, mas ficou um clima ruim no vestiário, segundo a imprensa de lá.

Já no Brasil, apesar da goleada do Flamengo por 5 a 0 sobre o Resende, e dos dois gols de Emerson Sheik, faltou jogo coletivo ao atleta rubro-negro em duas oportunidades. Na primeira dela, logo no início do segundo tempo, Marcelo Cirino finalizou e a bola entraria. Sheik empurrou para as redes - em posição legal, mas o árbitro apontou impedimento do atleta. Já na reta final da partida, o atacante ganhou na corrida do zagueiro, ficou cara a cara com o goleiro e tinha, à sua direita, Guerrero sozinho e sem goleiro para marcar. Chutou mal, em cima do arqueiro, e desperdiçou uma ótima chance da equipe.

O problema desses dois atletas é que não é a primeira vez que isso acontece. Sheik, frequentemente, opta pela individualidade ao invés de buscar o passe. Lances que irritam a torcida (basta acompanhar um lance a lance pelo Twitter) e não agregam em mais nada a fama do atleta de 37 anos. Parece um boicote ao companheiro de ataque, o mais bem pago do grupo. Talvez até um pouco de inveja, vai saber...

Já CR7, o segundo melhor jogador do mundo, abusa pelas jogadas individuais. Com uma qualidade infinitamente melhor do que Sheik, o atacante português está sempre lá, para garantir que tudo ocorra como planeja. No entanto, sua enorme vaidade atrapalha. No sábado, enquanto o Atlético marcava, CR7 se via no telão do estádio. Parece até brincadeira!

Os dois, claros, são exemplos. Existem vários outros jogadores "fominhas" por aí, precisando aprender que no futebol, quando se ganha, ganham todos e, quando se perde, perde o time inteiro. Um título coletivo vale mais no currículo do que um brilho individual...


Lucas Soares é natural de Juiz de Fora, jornalista formado pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora em dezembro de 2012 e pós-graduado em Jornalismo Multiplataforma na Universidade Federal de Juiz de Fora. Apaixonado por futebol e repórter no portal Acessa.com. Já atuou em veículos impressos da cidade, como assessor de imprensa na PJF e na Câmara Municipal e foi editor-chefe do blog Flamengo em Foco por dois anos e sete meses.

Os autores dos artigos assumem inteira responsabilidade pelo conteúdo dos textos de sua autoria. A opinião dos autores não necessariamente expressa a linha editorial e a visão do Portal ACESSA.com