Matheus Brum Matheus Brum 7/12/2015

Alô, alô, Sibéria, aquele abraço!

vascoCaros (as) amigos (as) vascaínos (as), me perdoem, mas, é com imenso prazer que venho escrever essa coluna. Primeiramente, quero deixar claro que não tenho nada contra a instituição Vasco da Gama. Porém, tenho tudo e mais um pouco contra o atual presidente do clube, Eurico Miranda, e por essa razão, comemoro efusivamente a queda para a Série B do Campeonato Brasileiro.

O atual mandatário cruzmaltino é a personificação de tudo que há de ruim no futebol brasileiro, que culminou no fatídico 7 a 1: arrogância, prepotência, irresponsabilidade e falta de educação com jornalistas.
A gestão Roberto Dinamite foi tão nefasta para o Gigante da Colina, que sua maior proeza foi conseguir ressuscitar Eurico Miranda, que há anos não ficava em voga em São Januário. Durante o período eleitoral, deu várias declarações falando que tinha mudado, que os anos longe da vida política o fizeram refletir sobre suas atitudes. Todavia, logo após sua eleição, o "novo velho" presidente já começou a mostrar a sua real faceta.

No Estadual, a arrogância, ao comprar velhas brigas com o Flamengo, dentro de campo, e o Fluminense, fora dele, em relação ao posicionamento das torcidas no Maracanã. Depois de uma campanha recheada de polêmicas, com direito a vários pênaltis, no mínimo, contestáveis, o Vasco se sagrou campeão. E, sob o mantra "O Respeito Voltou", Eurico bradou aos quatro cantos do Rio de Janeiro que seu time era o melhor, e que iria disputar o Brasileiro e a Copa do Brasil para vencer.

No Brasileiro, a prepotência e a irresponsabilidade. A primeira característica ficou evidente ao questionar os próprios comandados, que falavam para o torcedor ter os "pés no chão", já que o campeonato nacional seria muito difícil. Eurico, porém, na sua velha bravata, proferiu publicamente que tinha montado um elenco para ser campeão, e que nenhum jogador poderia ter uma opinião diferente da sua, e que a palavra rebaixamento não poderia ser pronunciada em São Januário. Irresponsabilidade, ao demitir Doriva, treinador que trouxe um "caneco" que o clube não conquistava há mais de dez anos, e trazer para seu lugar Celso Roth, que há muito, vivia no ostracismo. Resultado: jogos sofríveis, time mal treinado, e a lanterna do Brasileiro, com o risco de ter a pior campanha da história dos pontos corridos.

No ano, falta de educação com os jornalistas, principalmente ao se pronunciar quando bem entendia, e desrespeitar a opinião de alguns colega de imprensa, com declarações insolentes e sem pudor. 

vascoPor mais que seja um dirigente com um histórico nebuloso, uma única atitude nesse ano é digna de aplauso: a contratação de Jorginho. O ex-auxiliar da Seleção Brasileira fez um trabalho incrível, comandando o time em 19 partidas, com 7 vitórias, 7 empates e 5 derrotas, com 20 gols marcados e 23 sofridos. Dos 41 pontos que o Vasco conquistou nesse ano, 28 foram sob o comando do atual treinador. Em apenas quatro meses, ele reorganizou o time taticamente, encontrando um padrão, e deixando a vontade alguns jogadores, como Nenê, que teve um papel de destaque nessa arrancada. Prova disso é que, se fosse contado apenas o segundo turno, o Vasco estaria hoje na oitava colocação.

Contudo, os Deuses do Futebol não deixaram barato esses 48 anos de vida política marcada por atitudes, no mínimo, suspeitas. Como diz o velho ditado, "uma hora a casa caí". Agora, Eurico vai pagar pela sua língua. Neste momento, a pergunta que não quer calar é: a passagem para a Sibéria está comprada?

Outros destaques

1º - Final de temporada deprimente para o Flamengo. Mais uma derrota dentro de casa, dessa vez para o Palmeiras. Terminou o ano do jeito que começou, sofrendo diversos gols de bola parada. Agora é hora de descansar o coração, que teve muitos desgostos em 2015, e se preparar para a próxima temporada.

2º - Ao todo, a classificação final foi justa, com exceção do São Paulo, que teve um ano sofrível, com polêmicas a rodo, e mesmo assim, conseguiu terminar entre os quatro primeiros e garantir uma vaga para a Libertadores.


Matheus Brum nascido e criado em Juiz de Fora, jornalista em formação pela Universidade Federal de Juiz de Fora, e desde criança, apaixonado pelo Flamengo e por esportes. Atualmente é escritor do blog "Entre Ternos e Chuteiras", estagiário da Rádio CBN Juiz de Fora e editor e apresentador do programa Mosaico é nascido e criado em Juiz de Fora.

-
Matheus Brum Matheus Brum 7/12/2015

Alô, alô, Sibéria, aquele abraço!

vascoCaros (as) amigos (as) vascaínos (as), me perdoem, mas, é com imenso prazer que venho escrever essa coluna. Primeiramente, quero deixar claro que não tenho nada contra a instituição Vasco da Gama. Porém, tenho tudo e mais um pouco contra o atual presidente do clube, Eurico Miranda, e por essa razão, comemoro efusivamente a queda para a Série B do Campeonato Brasileiro.

O atual mandatário cruzmaltino é a personificação de tudo que há de ruim no futebol brasileiro, que culminou no fatídico 7 a 1: arrogância, prepotência, irresponsabilidade e falta de educação com jornalistas.
A gestão Roberto Dinamite foi tão nefasta para o Gigante da Colina, que sua maior proeza foi conseguir ressuscitar Eurico Miranda, que há anos não ficava em voga em São Januário. Durante o período eleitoral, deu várias declarações falando que tinha mudado, que os anos longe da vida política o fizeram refletir sobre suas atitudes. Todavia, logo após sua eleição, o "novo velho" presidente já começou a mostrar a sua real faceta.

No Estadual, a arrogância, ao comprar velhas brigas com o Flamengo, dentro de campo, e o Fluminense, fora dele, em relação ao posicionamento das torcidas no Maracanã. Depois de uma campanha recheada de polêmicas, com direito a vários pênaltis, no mínimo, contestáveis, o Vasco se sagrou campeão. E, sob o mantra "O Respeito Voltou", Eurico bradou aos quatro cantos do Rio de Janeiro que seu time era o melhor, e que iria disputar o Brasileiro e a Copa do Brasil para vencer.

No Brasileiro, a prepotência e a irresponsabilidade. A primeira característica ficou evidente ao questionar os próprios comandados, que falavam para o torcedor ter os "pés no chão", já que o campeonato nacional seria muito difícil. Eurico, porém, na sua velha bravata, proferiu publicamente que tinha montado um elenco para ser campeão, e que nenhum jogador poderia ter uma opinião diferente da sua, e que a palavra rebaixamento não poderia ser pronunciada em São Januário. Irresponsabilidade, ao demitir Doriva, treinador que trouxe um "caneco" que o clube não conquistava há mais de dez anos, e trazer para seu lugar Celso Roth, que há muito, vivia no ostracismo. Resultado: jogos sofríveis, time mal treinado, e a lanterna do Brasileiro, com o risco de ter a pior campanha da história dos pontos corridos.

No ano, falta de educação com os jornalistas, principalmente ao se pronunciar quando bem entendia, e desrespeitar a opinião de alguns colega de imprensa, com declarações insolentes e sem pudor. 

vascoPor mais que seja um dirigente com um histórico nebuloso, uma única atitude nesse ano é digna de aplauso: a contratação de Jorginho. O ex-auxiliar da Seleção Brasileira fez um trabalho incrível, comandando o time em 19 partidas, com 7 vitórias, 7 empates e 5 derrotas, com 20 gols marcados e 23 sofridos. Dos 41 pontos que o Vasco conquistou nesse ano, 28 foram sob o comando do atual treinador. Em apenas quatro meses, ele reorganizou o time taticamente, encontrando um padrão, e deixando a vontade alguns jogadores, como Nenê, que teve um papel de destaque nessa arrancada. Prova disso é que, se fosse contado apenas o segundo turno, o Vasco estaria hoje na oitava colocação.

Contudo, os Deuses do Futebol não deixaram barato esses 48 anos de vida política marcada por atitudes, no mínimo, suspeitas. Como diz o velho ditado, "uma hora a casa caí". Agora, Eurico vai pagar pela sua língua. Neste momento, a pergunta que não quer calar é: a passagem para a Sibéria está comprada?

Outros destaques

1º - Final de temporada deprimente para o Flamengo. Mais uma derrota dentro de casa, dessa vez para o Palmeiras. Terminou o ano do jeito que começou, sofrendo diversos gols de bola parada. Agora é hora de descansar o coração, que teve muitos desgostos em 2015, e se preparar para a próxima temporada.

2º - Ao todo, a classificação final foi justa, com exceção do São Paulo, que teve um ano sofrível, com polêmicas a rodo, e mesmo assim, conseguiu terminar entre os quatro primeiros e garantir uma vaga para a Libertadores.


Matheus Brum nascido e criado em Juiz de Fora, jornalista em formação pela Universidade Federal de Juiz de Fora, e desde criança, apaixonado pelo Flamengo e por esportes. Atualmente é escritor do blog "Entre Ternos e Chuteiras", estagiário da Rádio CBN Juiz de Fora e editor e apresentador do programa Mosaico é nascido e criado em Juiz de Fora.

Matheus Brum Matheus Brum 7/12/2015

Alô, alô, Sibéria, aquele abraço!

vascoCaros (as) amigos (as) vascaínos (as), me perdoem, mas, é com imenso prazer que venho escrever essa coluna. Primeiramente, quero deixar claro que não tenho nada contra a instituição Vasco da Gama. Porém, tenho tudo e mais um pouco contra o atual presidente do clube, Eurico Miranda, e por essa razão, comemoro efusivamente a queda para a Série B do Campeonato Brasileiro.

O atual mandatário cruzmaltino é a personificação de tudo que há de ruim no futebol brasileiro, que culminou no fatídico 7 a 1: arrogância, prepotência, irresponsabilidade e falta de educação com jornalistas.
A gestão Roberto Dinamite foi tão nefasta para o Gigante da Colina, que sua maior proeza foi conseguir ressuscitar Eurico Miranda, que há anos não ficava em voga em São Januário. Durante o período eleitoral, deu várias declarações falando que tinha mudado, que os anos longe da vida política o fizeram refletir sobre suas atitudes. Todavia, logo após sua eleição, o "novo velho" presidente já começou a mostrar a sua real faceta.

No Estadual, a arrogância, ao comprar velhas brigas com o Flamengo, dentro de campo, e o Fluminense, fora dele, em relação ao posicionamento das torcidas no Maracanã. Depois de uma campanha recheada de polêmicas, com direito a vários pênaltis, no mínimo, contestáveis, o Vasco se sagrou campeão. E, sob o mantra "O Respeito Voltou", Eurico bradou aos quatro cantos do Rio de Janeiro que seu time era o melhor, e que iria disputar o Brasileiro e a Copa do Brasil para vencer.

No Brasileiro, a prepotência e a irresponsabilidade. A primeira característica ficou evidente ao questionar os próprios comandados, que falavam para o torcedor ter os "pés no chão", já que o campeonato nacional seria muito difícil. Eurico, porém, na sua velha bravata, proferiu publicamente que tinha montado um elenco para ser campeão, e que nenhum jogador poderia ter uma opinião diferente da sua, e que a palavra rebaixamento não poderia ser pronunciada em São Januário. Irresponsabilidade, ao demitir Doriva, treinador que trouxe um "caneco" que o clube não conquistava há mais de dez anos, e trazer para seu lugar Celso Roth, que há muito, vivia no ostracismo. Resultado: jogos sofríveis, time mal treinado, e a lanterna do Brasileiro, com o risco de ter a pior campanha da história dos pontos corridos.

No ano, falta de educação com os jornalistas, principalmente ao se pronunciar quando bem entendia, e desrespeitar a opinião de alguns colega de imprensa, com declarações insolentes e sem pudor. 

vascoPor mais que seja um dirigente com um histórico nebuloso, uma única atitude nesse ano é digna de aplauso: a contratação de Jorginho. O ex-auxiliar da Seleção Brasileira fez um trabalho incrível, comandando o time em 19 partidas, com 7 vitórias, 7 empates e 5 derrotas, com 20 gols marcados e 23 sofridos. Dos 41 pontos que o Vasco conquistou nesse ano, 28 foram sob o comando do atual treinador. Em apenas quatro meses, ele reorganizou o time taticamente, encontrando um padrão, e deixando a vontade alguns jogadores, como Nenê, que teve um papel de destaque nessa arrancada. Prova disso é que, se fosse contado apenas o segundo turno, o Vasco estaria hoje na oitava colocação.

Contudo, os Deuses do Futebol não deixaram barato esses 48 anos de vida política marcada por atitudes, no mínimo, suspeitas. Como diz o velho ditado, "uma hora a casa caí". Agora, Eurico vai pagar pela sua língua. Neste momento, a pergunta que não quer calar é: a passagem para a Sibéria está comprada?

Outros destaques

1º - Final de temporada deprimente para o Flamengo. Mais uma derrota dentro de casa, dessa vez para o Palmeiras. Terminou o ano do jeito que começou, sofrendo diversos gols de bola parada. Agora é hora de descansar o coração, que teve muitos desgostos em 2015, e se preparar para a próxima temporada.

2º - Ao todo, a classificação final foi justa, com exceção do São Paulo, que teve um ano sofrível, com polêmicas a rodo, e mesmo assim, conseguiu terminar entre os quatro primeiros e garantir uma vaga para a Libertadores.


Matheus Brum nascido e criado em Juiz de Fora, jornalista em formação pela Universidade Federal de Juiz de Fora, e desde criança, apaixonado pelo Flamengo e por esportes. Atualmente é escritor do blog "Entre Ternos e Chuteiras", estagiário da Rádio CBN Juiz de Fora e editor e apresentador do programa Mosaico é nascido e criado em Juiz de Fora.