Matheus Brum Matheus Brum 19/04/2016

Equidade entre Brasília e Juiz de Fora

Nesse final de semana, vivenciamos um grande "balburdio" em Brasília. Entre brados de moralismo e anticorrupção, vários deputados, tão sujos quanto "pau de arara", deram sequência a um golpe de estado, travestido de impeachment. Mas aí, meu amigo e minha amiga, você me pergunta: o que isso tem haver com o Tupi?

Da mesma forma que Brasília ferve com as idas e vindas de deputados, assessores, ministros, senadores, etc, Santa Terezinha também passa por uma movimentação intensa, em escala bem menor. Afinal de contas, esse período entre fim do Campeonato Mineiro e início de Série B é de transição, com jogadores saindo e chegando.

Vários ministros e parlamentares puxaram a barca do governo, assim como a carijó, que possui alguns integrantes: o zagueiro Fabrício Soares, os laterais Osmar e Pirão, o meia Koslowski, e os atacantes Michel Douglas e Romário. Até agora, só Thiago Silvy foi anunciado como reforço. Bruno Ré foi contactado, mas não houve acerto. Já o volante Gabriel Sacilotto, de 33 anos, com passagens por equipes pequenas da Itália, está treinando com o elenco, mas não possuí vínculo com o alvinegro.

Não se sabe quando o impeachment vai ser votado no Senado. Todavia, temos conhecimento da estreia na Segunda Divisão. No dia 13 de maio, no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio, o Tupi começa sua caminhada no principal torneio de sua história centenária. Por isso, venho batendo na tecla há tempos de que o planejamento não pode ser errado. Tendo optado pela formação de dois times na temporada, o tempo de treinamento para a Série B é pequeno demais para ter um time entrosado e com um esquema tático definido.

A reformulação divide opiniões. Pirão, Koslowski, Michel Douglas e Romário não deixaram saudades no torcedor. Em contrapartida, as dispensas de Osmar e Fabrício Soares podem ser contestadas. O primeiro assumiu a braçadeira de capitão quando o time vinha mal em 2014. Já o segundo é um dos jogadores mais identificados com a massa carijó. Não é à toa que recebeu o apelido de "Chefe". Será que os dois não teriam condições de estarem no plantel? Osmar iria disputar sua décima terceira Série B, segundo publicação do jogador na sua rede social, e, Fabrício Soares tem uma larga experiência dentro e fora de campo, que poderia ser útil em momentos que o clube passe por alguma crise. Até porque, não tem ninguém que conheça melhor que os bastidores carijó que ele.

A dupla poderia não ser titular, mas teriam espaços no banco de reservas, no mínimo. Pela identificação poderiam segurar a pressão, além de contribuir dentro de campo. O lateral direito é um jogador regular, sem complicar na defesa e com boa chegada ao ataque. Sua liderança era perceptível para todos. Nos treinos, era o homem de confiança do treinador. Sempre que o elenco tinha dificuldades de entendimento, era o antigo camisa dois que tomava a atitude de auxiliar no diálogo. Já o zagueiro agregava muito na zaga. Passava segurança para os torcedores e companheiros, sabendo a hora de sair com chutão ou no toque de bola. Os dois falharam? Sim! Contudo, isso não pode estragar a história de ambos com a camisa alvinegra.

O único reforço anunciado é o atacante Thiago Silvy, que disputou o Mineiro com a camisa do Villa Nova. Com passagens em grandes times brasileiros, sabe a pressão de uma grande competição. Porém, o que assusta é quando olhamos o retrospecto na temporada. Nenhum gol marcado. Com um ataque que mostrou ser inefetivo, será ele o nome certo para essa função?

O relógio vai passando cada vez mais rápido para a Presidenta Dilma Rousseff, assim como o "tic-tac" fica mais forte em Santa Terezinha. O tempo de defesa da petista é curta, como a montagem do elenco carijó. A articulação política antes do golpe é curta, igual à formação de uma equipe coesa e bem estruturada taticamente.

Em suma, o golpe e a Série B caminham a passos largos.


Matheus Brum nascido e criado em Juiz de Fora, jornalista em formação pela Universidade Federal de Juiz de Fora, e desde criança, apaixonado pelo Flamengo e por esportes. Já foi estagiário na Rádio CBN Juiz de Fora. Atualmente é escritor do blog "Entre Ternos e Chuteiras"; colaborador da Web Rádio Nac, apresentando uma coluna de opinião diariamente; editor e apresentador do programa Mosaico, que vai ao ar semanalmente na TVE, canal 12, e é membro da Acesso Comunicação Júnior, Empresa Júnior da Faculdade de Comunicação da UFJF, trabalhando no Departamento de Projetos e no núcleo de Jornalismo.

Os autores dos artigos assumem inteira responsabilidade pelo conteúdo dos textos de sua autoria. A opinião dos autores não necessariamente expressa a linha editorial e a visão do Portal ACESSA.com

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Matheus Brum Matheus Brum 19/04/2016

Equidade entre Brasília e Juiz de Fora

Nesse final de semana, vivenciamos um grande "balburdio" em Brasília. Entre brados de moralismo e anticorrupção, vários deputados, tão sujos quanto "pau de arara", deram sequência a um golpe de estado, travestido de impeachment. Mas aí, meu amigo e minha amiga, você me pergunta: o que isso tem haver com o Tupi?

Da mesma forma que Brasília ferve com as idas e vindas de deputados, assessores, ministros, senadores, etc, Santa Terezinha também passa por uma movimentação intensa, em escala bem menor. Afinal de contas, esse período entre fim do Campeonato Mineiro e início de Série B é de transição, com jogadores saindo e chegando.

Vários ministros e parlamentares puxaram a barca do governo, assim como a carijó, que possui alguns integrantes: o zagueiro Fabrício Soares, os laterais Osmar e Pirão, o meia Koslowski, e os atacantes Michel Douglas e Romário. Até agora, só Thiago Silvy foi anunciado como reforço. Bruno Ré foi contactado, mas não houve acerto. Já o volante Gabriel Sacilotto, de 33 anos, com passagens por equipes pequenas da Itália, está treinando com o elenco, mas não possuí vínculo com o alvinegro.

Não se sabe quando o impeachment vai ser votado no Senado. Todavia, temos conhecimento da estreia na Segunda Divisão. No dia 13 de maio, no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio, o Tupi começa sua caminhada no principal torneio de sua história centenária. Por isso, venho batendo na tecla há tempos de que o planejamento não pode ser errado. Tendo optado pela formação de dois times na temporada, o tempo de treinamento para a Série B é pequeno demais para ter um time entrosado e com um esquema tático definido.

A reformulação divide opiniões. Pirão, Koslowski, Michel Douglas e Romário não deixaram saudades no torcedor. Em contrapartida, as dispensas de Osmar e Fabrício Soares podem ser contestadas. O primeiro assumiu a braçadeira de capitão quando o time vinha mal em 2014. Já o segundo é um dos jogadores mais identificados com a massa carijó. Não é à toa que recebeu o apelido de "Chefe". Será que os dois não teriam condições de estarem no plantel? Osmar iria disputar sua décima terceira Série B, segundo publicação do jogador na sua rede social, e, Fabrício Soares tem uma larga experiência dentro e fora de campo, que poderia ser útil em momentos que o clube passe por alguma crise. Até porque, não tem ninguém que conheça melhor que os bastidores carijó que ele.

A dupla poderia não ser titular, mas teriam espaços no banco de reservas, no mínimo. Pela identificação poderiam segurar a pressão, além de contribuir dentro de campo. O lateral direito é um jogador regular, sem complicar na defesa e com boa chegada ao ataque. Sua liderança era perceptível para todos. Nos treinos, era o homem de confiança do treinador. Sempre que o elenco tinha dificuldades de entendimento, era o antigo camisa dois que tomava a atitude de auxiliar no diálogo. Já o zagueiro agregava muito na zaga. Passava segurança para os torcedores e companheiros, sabendo a hora de sair com chutão ou no toque de bola. Os dois falharam? Sim! Contudo, isso não pode estragar a história de ambos com a camisa alvinegra.

O único reforço anunciado é o atacante Thiago Silvy, que disputou o Mineiro com a camisa do Villa Nova. Com passagens em grandes times brasileiros, sabe a pressão de uma grande competição. Porém, o que assusta é quando olhamos o retrospecto na temporada. Nenhum gol marcado. Com um ataque que mostrou ser inefetivo, será ele o nome certo para essa função?

O relógio vai passando cada vez mais rápido para a Presidenta Dilma Rousseff, assim como o "tic-tac" fica mais forte em Santa Terezinha. O tempo de defesa da petista é curta, como a montagem do elenco carijó. A articulação política antes do golpe é curta, igual à formação de uma equipe coesa e bem estruturada taticamente.

Em suma, o golpe e a Série B caminham a passos largos.


Matheus Brum nascido e criado em Juiz de Fora, jornalista em formação pela Universidade Federal de Juiz de Fora, e desde criança, apaixonado pelo Flamengo e por esportes. Já foi estagiário na Rádio CBN Juiz de Fora. Atualmente é escritor do blog "Entre Ternos e Chuteiras"; colaborador da Web Rádio Nac, apresentando uma coluna de opinião diariamente; editor e apresentador do programa Mosaico, que vai ao ar semanalmente na TVE, canal 12, e é membro da Acesso Comunicação Júnior, Empresa Júnior da Faculdade de Comunicação da UFJF, trabalhando no Departamento de Projetos e no núcleo de Jornalismo.

Os autores dos artigos assumem inteira responsabilidade pelo conteúdo dos textos de sua autoria. A opinião dos autores não necessariamente expressa a linha editorial e a visão do Portal ACESSA.com

Matheus Brum Matheus Brum 19/04/2016

Equidade entre Brasília e Juiz de Fora

Nesse final de semana, vivenciamos um grande "balburdio" em Brasília. Entre brados de moralismo e anticorrupção, vários deputados, tão sujos quanto "pau de arara", deram sequência a um golpe de estado, travestido de impeachment. Mas aí, meu amigo e minha amiga, você me pergunta: o que isso tem haver com o Tupi?

Da mesma forma que Brasília ferve com as idas e vindas de deputados, assessores, ministros, senadores, etc, Santa Terezinha também passa por uma movimentação intensa, em escala bem menor. Afinal de contas, esse período entre fim do Campeonato Mineiro e início de Série B é de transição, com jogadores saindo e chegando.

Vários ministros e parlamentares puxaram a barca do governo, assim como a carijó, que possui alguns integrantes: o zagueiro Fabrício Soares, os laterais Osmar e Pirão, o meia Koslowski, e os atacantes Michel Douglas e Romário. Até agora, só Thiago Silvy foi anunciado como reforço. Bruno Ré foi contactado, mas não houve acerto. Já o volante Gabriel Sacilotto, de 33 anos, com passagens por equipes pequenas da Itália, está treinando com o elenco, mas não possuí vínculo com o alvinegro.

Não se sabe quando o impeachment vai ser votado no Senado. Todavia, temos conhecimento da estreia na Segunda Divisão. No dia 13 de maio, no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio, o Tupi começa sua caminhada no principal torneio de sua história centenária. Por isso, venho batendo na tecla há tempos de que o planejamento não pode ser errado. Tendo optado pela formação de dois times na temporada, o tempo de treinamento para a Série B é pequeno demais para ter um time entrosado e com um esquema tático definido.

A reformulação divide opiniões. Pirão, Koslowski, Michel Douglas e Romário não deixaram saudades no torcedor. Em contrapartida, as dispensas de Osmar e Fabrício Soares podem ser contestadas. O primeiro assumiu a braçadeira de capitão quando o time vinha mal em 2014. Já o segundo é um dos jogadores mais identificados com a massa carijó. Não é à toa que recebeu o apelido de "Chefe". Será que os dois não teriam condições de estarem no plantel? Osmar iria disputar sua décima terceira Série B, segundo publicação do jogador na sua rede social, e, Fabrício Soares tem uma larga experiência dentro e fora de campo, que poderia ser útil em momentos que o clube passe por alguma crise. Até porque, não tem ninguém que conheça melhor que os bastidores carijó que ele.

A dupla poderia não ser titular, mas teriam espaços no banco de reservas, no mínimo. Pela identificação poderiam segurar a pressão, além de contribuir dentro de campo. O lateral direito é um jogador regular, sem complicar na defesa e com boa chegada ao ataque. Sua liderança era perceptível para todos. Nos treinos, era o homem de confiança do treinador. Sempre que o elenco tinha dificuldades de entendimento, era o antigo camisa dois que tomava a atitude de auxiliar no diálogo. Já o zagueiro agregava muito na zaga. Passava segurança para os torcedores e companheiros, sabendo a hora de sair com chutão ou no toque de bola. Os dois falharam? Sim! Contudo, isso não pode estragar a história de ambos com a camisa alvinegra.

O único reforço anunciado é o atacante Thiago Silvy, que disputou o Mineiro com a camisa do Villa Nova. Com passagens em grandes times brasileiros, sabe a pressão de uma grande competição. Porém, o que assusta é quando olhamos o retrospecto na temporada. Nenhum gol marcado. Com um ataque que mostrou ser inefetivo, será ele o nome certo para essa função?

O relógio vai passando cada vez mais rápido para a Presidenta Dilma Rousseff, assim como o "tic-tac" fica mais forte em Santa Terezinha. O tempo de defesa da petista é curta, como a montagem do elenco carijó. A articulação política antes do golpe é curta, igual à formação de uma equipe coesa e bem estruturada taticamente.

Em suma, o golpe e a Série B caminham a passos largos.


Matheus Brum nascido e criado em Juiz de Fora, jornalista em formação pela Universidade Federal de Juiz de Fora, e desde criança, apaixonado pelo Flamengo e por esportes. Já foi estagiário na Rádio CBN Juiz de Fora. Atualmente é escritor do blog "Entre Ternos e Chuteiras"; colaborador da Web Rádio Nac, apresentando uma coluna de opinião diariamente; editor e apresentador do programa Mosaico, que vai ao ar semanalmente na TVE, canal 12, e é membro da Acesso Comunicação Júnior, Empresa Júnior da Faculdade de Comunicação da UFJF, trabalhando no Departamento de Projetos e no núcleo de Jornalismo.

Os autores dos artigos assumem inteira responsabilidade pelo conteúdo dos textos de sua autoria. A opinião dos autores não necessariamente expressa a linha editorial e a visão do Portal ACESSA.com