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    Amanda Beloti Amanda Beloti 15/07/2015

    Dor no Quadril – Bursite Trocanteriana

    Olá leitores, hoje falarei de uma patologia que acomete muitas pessoas, de ambos os sexos, em qualquer idade (embora algumas características que mencionarei favoreçam este aparecimento): a bursite trocanteriana (ou bursite trocantérica).

    Na parte superior e externa do quadril, no osso da coxa chamado fêmur, existe uma protuberância chamada de trocânter maior.

    No quadril, para proteção de atritos que acontecem entre músculos e osso durante nosso caminhar, existem de 14 a 21 bolsas sinoviais (bolsas de líquidos), chamadas de bursas. Entre elas está a bursa trocanteriana, de maior destaque e grande importância, que fica sobre o trocânter maior do fêmur, protegendo o atrito entre os músculos do trato íliotibial e o osso.

    A bursite trocanteriana é uma inflamação dessa estrutura anatômica. Ela incha, fica dolorida e gera uma hipersensibilidade local. É uma das doenças mais frequentes do quadril, que tem uma anatomia difícil e uma biomecânica complexa. Atinge mais as mulheres, na proporção de 4:1 comparada com homens.

    Esta bursite ocorre quando o encurtamento de alguns músculos e tendões, que passam sobre a bursa, causa uma fricção maior entre ela e o osso (trocânter maior do fêmur), causando uma inflamação. Pode ocorrer com freqüência em pessoas que praticam corrida, bicicleta (se o banco não estiver na altura correta), em pessoas que tem traumas repetidos no local (como dormir sobre aquele lado em uma superfície mais dura), ou em atividades físicas realizadas de maneira errada sem orientação. O sobrepeso e a obesidade são sérios agravantes, além do uso excessivo de salto alto nas mulheres. Uma diferença de tamanho entre os membros inferiores também pode ser ocasionador da patologia.

    Os sintomas são:

    • Dor na região superior e externa da coxa ou quadril, que piora ao ficar de pé e ao andar, ao andar de bicicleta ou ao subir e descer muitas escadas.
    • Dor que piora à noite, atrapalhando profundamente o paciente a dormir.
    • A dor pode ser sentida durante o movimento da coxa na marcha, principalmente quando a coxa é estendida para trás, após a pisada com aquela perna.
    • Queimação local.
    • Dor ao deitar de lado, sobre o lado acometido, pressionando a bursa.
    • Dor ao deitar de lado, com o lado acometido pra cima, sem o uso de uma almofadinha entre os joelhos (a almofada ou travesseiro entre os joelhos posiciona melhor a coxa, impedindo que o músculo fique estirado e pressione a bursa).

    Uma forma de dormir com conforto, com o lado acometido pra cima e uma almofada/travesseiro para cima

    Outra opção muito utilizada hoje em dia é o travesseiro de corpo todo, que tem a vantagem de proteger a articulação do ombro, que também fica melhor estabilizada

    Ao sentir algum destes sintomas, procure seu médico para que possa ser descartada alguma outra doença mais grave. Depois de diagnosticada a bursite trocanteriana, o tratamento é feito com REPOUSO inicial, medicamentos que devem ser levados à risca e fisioterapia. O fisioterapeuta estudará sua mecânica corporal, buscando, primeiramente, formas de aliviar os sintomas que causam dor e desconforto no paciente. Estas formas podem incluir compressas de gelo sobre a região acometida do quadril, por cerca de 20-30 minutos (o tempo de gelo nesta região é maior porque deve atravessar uma camada de gordura bem espessa que costumamos ter no quadril), a cada 3-4 horas até que a dor cesse, orientações para a posição de dormir, além dos exercícios que vão respeitar os limites do paciente, começando bem leves e aumentando gradualmente conforme melhora, além de ultrassom local e alongamentos, que podem ser feitos em casa também conforme orientação (assim como a aplicação de gelo).

    Em alguns casos mais graves, o médico pode optar pela realização de uma infiltração, que é a injeção local de corticóide (antiinflamatório). Esta medida é deixada como última opção, pois a presença do corticóide sobre o tecido inflamado e sensível pode causar rompimentos de tendão e ligamentos ou envelhecimento precoce do tecido.

    Podemos também prevenir a bursite trocanteriana fazendo uns alongamentos e exercícios simples em casa, com a responsabilidade de informar a um profissional caso algum deles lhe cause dor ou pior do sintoma (pode ser que você esteja fazendo errado! Atenção!):

    (no agachamento, é importante que os pés estejam bem à frente, para que, ao descer, os joelhos formem um ângulo de 90º e não ultrapassem a linha do pé)

    Devemos sempre nos dedicar e seguir corretamente as orientações médicas e fisioterápicas, para que haja 100% de alcance de cura. Senão o problema torna-se crônico e a dor pode ir e voltar sempre. Após o tratamento é muito importante tornar-se ativo fisicamente, mantendo uma atividade orientada e cautelosa, para que a musculatura não volte a encurtar nem enfraquecer. O método Pilates é uma ótima opção para quem quer prevenir ou se manter longe da bursite trocanteriana, pois você contará sempre com o apoio e os olhos atentos de um fisioterapeuta de perto! Até a próxima!


    Amanda Beloti é fisioterapeuta graduada em 2009 pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Cursa Especialização em Fisioterapia Traumato-Ortopédica pela mesma instituição. Instrutora Internacional de Pilates pela Pilates Plus (autorizada pela Associação Norte-Americana de Pilates). Sócia-proprietária do Consultório de Fisioterapia e Pilates STUDIO A. Saiba mais.

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