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    Amanda Beloti Amanda Beloti 23/07/2015

    Saiba o que é a câimbra e o que fazer para preveni-la

    Quem nunca teve uma crise de câimbra? São clássicas entre atletas, quando estes já estão fadigados, mas também podem acontecer quando menos se espera em pessoas comuns. Trata-se de uma dor intensa, com sensação de “músculo embolando” ou “dando nó”, que é provocada por contrações involuntárias de um ou mais músculos, passageiras. Normalmente ocorrem em membros inferiores e chega a ser possível visualizar a contração forte na musculatura (principalmente panturrilha).

    A panturrilha é o músculo mais frequentemente acometido

    Músculo da panturrilha visivelmente entrando em espasmo

    A câimbra não é uma doença e nem necessariamente um sinal de saúde deficiente. As causas podem ser variadas, mas as câimbras são comuns na prática de esportes, após o músculo ficar cansado por ser sobrecarregado e não aguentar mais a atividade. Algumas atividades profissionais que exijam contrações repetidas ou sustentadas por mais tempo também podem causar câimbra muscular (podem ocorrer nas mãos, braços e pescoços em atividades como escrever, digitar ou trabalhar com ferramentas na mesma posição e por muito tempo).

    Câimbra em esportistas em jogos muito longos

    A desidratação também pode ser uma causa frequente, pois a água facilita as contrações e o relaxamento da musculatura. A falta de água favorece o aparecimento dos espasmos. Esta é apenas MAIS uma das importâncias de se hidratar muito bem, sempre.

    A temperatura ambiente influencia e o frio faz com que a musculatura fique mais tensa e mais contraída, facilitando espasmos musculares. Além da dor do espasmo, a contração excessiva aperta o vaso sanguíneo que passa por ali e reduz a circulação sanguínea local, aumentando a dor. Pessoas que tem problemas de má circulação também tendem a ter câimbras, porque as placas de gordura nos vasos impedem que o músculo receba a oxigenação total que viria no sangue.

    A compressão de raízes nervosas na coluna vertebral, como ocorrido nas hérnias de disco, podem também gerar câimbras na musculatura que receberia os impulsos nervosos daquela raiz. Cada raiz nervosa que sai da nossa coluna é responsável pela sensibilidade e pela motricidade de uma região e, quando comprimida, compromete a contração normal daqueles músculos.

    A falta de potássio, cálcio ou magnésio, sais minerais importantes na nossa dieta alimentar, podem gerar câimbras. É também por esta razão que pessoas que tomam diuréticos têm tendências a câimbras, pois perdem bastante potássio na urina.

    As câimbras noturnas na perna são bem frequentes em idosos e, na maioria das vezes não têm causa aparente, e apesar de não serem perigosos podem sugerir associação com algumas doenças sistêmicas, como diabetes, hipoglicemia, anemias, insuficiência renal, alcoolismo, doenças da tireoide (hipotiroidismo), degenerações neurológicas (como Mal de Parkinson) e desequilíbrios hormonais. A câimbra noturna em idosos pode ser também efeito colateral de alguma medicação (alguns exemplos são: diuréticos, Donezepil (usado para Alzheimer), Neostigmina (usada na Miastenia Gravis), Raloxifeno (usado para osteoporose ou câncer de mama), broncodilatadores para asma como Salbutamol e remédios para reduzir colesterol). Gestantes também estão sujeitas a desenvolver quadros bem dolorosos de câimbras recorrentes.

    Não existe como “curar” a câimbra, mas alguns cuidados podem prevenir as ocorrências desse inconveniente doloroso:

    • Boa hidratação
    • Alongamentos freqüentes
    • Alimentação balanceada (incluindo frutas e verduras à sua dieta habitual – a banana é sim rica em potássio e outros nutrientes, mas não está provado que somente a ingestão dela previna o aparecimento de câimbras)

    Existem relatos de pessoas que sentiram alívios de câimbras noturnas após alguns dias ingerindo água tônica à noite (por causa da substância quinina) mesmo sem comprovação científica.

    Na maioria das vezes os episódios de câimbra são curtos, mesmo que bem intensos, duram menos de um minuto e desaparecem sozinhos. Analgésicos e anti-inflamatórios não têm utilidade nenhuma no tratamento da câimbra, como já explicou algumas vezes o conhecido Dr. Drauzio Varella em seus quadros e programas de televisão. A dor que fica pós uma crise de câimbra muito forte pode ser reduzida com alongamento e massagem circular no local, além da aplicação de calor (compressa ou bolsa de água quente).

    Massagem na panturrilha para melhorar circulação e disposição das fibras musculares

    Aplicação de calor na panturrilha para melhorar a circulação e relaxamento

    Alguns alongamentos domiciliares simples podem prevenir câimbras em todo o corpo:

    Mas a melhor forma de prevenir o aparecimento recorrente de câimbras é manter-se em atividade física constante, de preferência com orientação de um profissional! Exercícios errados, além de consequências mais graves, podem atrapalhar e causar mais danos à musculatura e ao invés de prevenir podem causar episódios de contratura e mais dor.

    Até a próxima!


    Amanda Beloti é fisioterapeuta graduada em 2009 pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Cursa Especialização em Fisioterapia Traumato-Ortopédica pela mesma instituição. Instrutora Internacional de Pilates pela Pilates Plus (autorizada pela Associação Norte-Americana de Pilates). Sócia-proprietária do Consultório de Fisioterapia e Pilates STUDIO A. Saiba mais.

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