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    Terça-feira, 14 de junho de 2011, atualizada às 11h11

    Médicos da Prefeitura retornam às atividades após greve ser considerada ilegal

    Victor Machado
    *Colaboração
    Faixas de reivindicação do sindicato

    Os médicos da rede municipal de saúde voltaram a trabalhar nesta terça-feira, 14 de junho, depois da decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que considerou a greve da categoria ilegal. A Justiça determinou suspensão imediata do movimento sob pena de multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento. O presidente do sindicato, Gilson Salomão, afirma que recebeu a notificação na manhã desta terça-feira e que vai recorrer da decisão.

    A alegação, para que o desembargador Kildare Carvalho acatasse o pedido de liminar da ação civil pública impetrada pelo Ministério Público, é de que a investigação feita pelo MP no Hospital de Pronto Socorro (HPS) aponta o funcionamento parcial de unidades emergenciais. O fato viola a legislação que exige a manutenção de atividades essenciais em caso de movimento grevista.

    Recurso

    Salomão afirma que a categoria vai cumprir a ordem judicial, mas avisa que haverá contestação. "Vamos entrar com um recurso no máximo até amanhã. Todas as escalas estão completas no serviço de urgência e emergência e atendemos a exigência para realização de um movimento grevista."O presidente comenta que recebeu a notificação da decisão tomada na última sexta-feira, 10 de junho, apenas na manhã desta segunda-feira. "Recebemos a notificação e agora sabemos oficialmente o que foi decidido. Claro que a orientação é para o retorno às atividades até porque existe multa prevista." Ainda de acordo com o sindicato, "o HPS está com profissionais inexperientes contratados precariamente e possui deficiências graves que antecedem à greve."

    Negociações

    Segundo o presidente do sindicato, apesar da decisão, as negociações continuam com a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) nesta quinta-feira, 15 de junho, dia em que haverá outra assembleia para definir os rumos do movimento. "As negociações com o Executivo e a luta continuam sob outras formas e uma nova paralisação não está descartada." A assembleia geral da categoria ocorre às 19h30.

    *Victor Machado é estudante do 7º período de Comunicação Social da Faculdade Estácio de Sá

    Os textos são revisados por Thaísa Hosken

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