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    Quinta-feira, 3 de maio de 2012, atualizada às 14h35

    Campanha do HU oferece diagnósticos gratuitos de hanseníase

    Da Redação
    campanha sobre hanseniase

    Com o lema A hanseníase tem cura, o ambulatório de dermatologia do Hospital Universitário (HU) da UFJF realizará uma campanha de conscientização sobre a doença no próximo sábado, 5 de maio. Além da divulgação, serão efetuados diagnósticos gratuitos de hanseníase à população. Os atendimentos durante o evento serão realizados na unidade do bairro Dom Bosco do Hospital, das 9h às 15h.

    O evento contará com a participação de médicos, residentes e acadêmicos. De acordo com a dermatologista responsável pelo ambulatório de hanseníase do HU, Vânia Piccinini, todas as pessoas que tenham suspeita da doença poderão comparecer ao local para avaliação das manchas. "A falta de diagnóstico pode levar a um estado mais grave da doença, com deformidades nos pés, nas mãos e no rosto. Por isso é extremamente importante fazer os exames", explica a médica.

    A doença

    A hanseníase é causada por uma bactéria e transmitida pela inalação de bacilos eliminados nas secreções das vias respiratórias de doentes sem tratamento. Entre os sintomas, os principais são as feridas indolores no corpo, perda de sensibilidade no local, manchas de aparecimento lento e progressivo, avermelhadas, esbranquiçadas ou acastanhadas. É uma doença crônica infecciosa que atinge principalmente a pele e os nervos e, se não for tratada adequadamente, pode causar sérias lesões. "Ela é rápida de tratar, normalmente dura de 6 a 12 meses, dependendo da deformidade. Porém, é extremamente contagiosa", explica Vânia.

    Apesar de ter cura, a hanseníase ainda representa um grande desafio de saúde pública para o Brasil. O país é o segundo no mundo com maior incidência da doença, atrás apenas da Índia. Dos quase 230 mil casos novos detectados em todo o mundo, cerca de 35 mil foram registrados no Brasil. De acordo com a dermatologista, a região sudeste possui um índice aceitável de casos da doença, mas em outras regiões como norte e nordeste, a situação é mais complicada. "A importância de realizarmos campanhas em todo o Brasil está no fato de as pessoas estarem sempre viajando ou mudando de local, levando a doença. O período de incubação da hanseníase dura de três a cinco anos, ou seja, muitas vezes a pessoa está infectada mas ainda não sabe. As camadas mais baixas da população sofrem também pela falta de informação."

    Atualmente, o tratamento está disponível gratuitamente na rede pública de saúde. O funcionamento do ambulatório de hanseníase do HU ocorre às quartas e sextas-feiras, a partir de 7h30.

    Os textos são revisados por Mariana Benicá

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