Quarta-feira, 5 de junho de 2013, atualizada às 18h39

Dia Mundial do Teste do Pezinho é comemorado nesta quinta

Cintia Charlene
*Colaboração
pezinho

Nos primeiros dias de vida, os recém-nascidos são submetidos ao tesde do pezinho. Trata-se de um exame importante realizado de maneira ideal entre o 5º e 10º dia de vida, visando identificar doenças de maneira precoce. Para reforçar essa iniciativa, nesta quinta-feira, 6 de junho, é comemorado o Dia Nacional do Teste do Pezinho. ''O objetivo é que com o diagnóstico, as doenças congênitas sejam tratadas em tempo hábil, de forma com que não fique nenhuma sequela e a criança possa ter uma vida normal'', destaca a pediatra neonatologista Mariângela Ribeiro Duarte.

A data serve também como um alerta para concientizar os pais sobre a importância do procedimento. Até o 10º dia de vida do bebê, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece o serviço de maneira gratuita, após este período o exame deve ser realizado em clínicas particulares. 

O teste é simples, rápido e pode ser realizado em maternidades e hospitais. Um pequeno furo é feito no pé do recém nascido, a fim de retirar uma gota de sangue. Em Juiz de Fora, o material coletado é enviado para um laboratório em Belo Horizonte. "Este teste identifica doenças, que depois que a criança atinge seis meses de idade, fica mais difícil de detectar," afirma Mariângela, ressaltando que o exame também pode ser feito em outras partes do corpo. "Nas mãos e nas veias, o teste é mais aprofundado. Nestes locais, conseguimos identificar mais doenças. Porém este exame só é realizado em laboratórios mais especializados."

Em Minas Gerais o teste tem a capacidade de detectar enfermidades como hipotireoidismo congênito, anemia falciforme, fibrose cística, fenilcetonúria, a deficiência de biotinidase e hiperplasia adrenal congênita. ''No caso do teste apontar alguma doença, outro exame será feito para confirmar ou não o resultado. Se for confirmado, a criança dá início ao tratamento e passa a ser acompanhada por um médico específico'', esclarece a doutora.

*Cintia Charlene é estudante do 7º período de Comunicação Social da UFJF

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